terça-feira, 14 de agosto de 2012

Queimadas ao longo da BR 364

Elas estão proibidas, mas como é época de campanha o governo prefere prevaricar do que arriscar cumprir o seu papel e perder votos.

Mais fotos no blog do Franciney Almeida

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

A Última Pantera

Bem que o seu Jurubeba disse: "lá se vai a última pantera".
Dayana Maia era a última remanescente da formação original do adorável grupo que carinhosamente apelidei de "As três panteras", da qual faziam parte  Jaqueline Teles e Vanísia Nery.

Costumo dizer que a dinâmica de uma profissão com tão pouca estabilidade como o jornalismo, não é muito diferente das carreiras dos jogadores de futebol. Começamos jogando pelada no time do bairro, depois passamos para segunda divisão, às vezes nos destacamos e jogamos no Corinthians, para logo alí mais adiante, o Palmeiras comprar nosso passe e então sermos amados pela torcida que antes nos odiava.
É assim mesmo. Não nos resta nada a fazer além do que jogar o melhor futebol em campo e esperar que nosso passe valorizado pelos clubes. Quem sabe um dia ainda jogo no Barcelona?

Dayana Maia bate um bolão. É por isso que o seu passe interessa a qualquer um dos dois times que irão conduzir as campanha eleitorais deste ano. O time de camisa azul comprou o seu passe e ela agora irá integrar a (competente) equipe de campanha de Vagner Sales à prefeitura. E já que estamos falando de profissionais e não de simpatias políticas ou ideologias, nada mais justo do que respeitar estas pessoas pelo que elas são: profissionais.

O fato de que nossa equipe luta por todos os meios para manter uma linha editorial o mais equilibrada possível nestas eleições, é auto-explicativo de porque Dayana não pôde permanecer na função em que estava. Zelo necessário neste tempos, para que as cores da campanha não tinjam nossos camisas.

Ganham eles, perdemos nós. Mas o jornalismo e o futebol são mesmo esta "caixinha de surpresas" e esta dinâmica, no final das contas, favorece a todos: talentos consagrados conseguem o seu reconhecimento e novos talentos surgem.

Não consigo imaginar que benefício traria a esta profissão a tão decantada "estabilidade" viciante e estagnadora do funcionalismo público. Já imaginaram como seria se no futebol houvesse "estabilidade"? Quão maçantes e enfadonhas seriam as partidas? Se agitariam as bandeiras da torcida? Ou dormiriam todos na frente da TV, vendo apenas jogadores "cumprindo tabela"?

Antes vale esta dinâmica que proporciona uma carreira emocionante e vibrante que nos faz a cada manhã despertar com um desejo ainda maior de desvelar um pouco da realidade que nos cerca. Trazer os problemas à apreciação do público para que como a "Hidra de Hércules" possam ser vencidos pela luz da verdade e do conhecimento.

Minha amiga, colega e eterna "pantera" Dayana Maia. Continue batendo este bolão, não desanime nunca, não se deixe vencer pela estagnação. Aproveite cada oportunidade para se tornar uma "craque" cada vez mais experiente e oferecer ao público, o melhor de você, onde estiver.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Pra que serve o índio?


Antonio Prata

Garantir a sobrevivência e a terra deles é aumentar a riqueza da experiência humana; a deles e a nossa 


PRA QUE serve o índio? Índio não colabora com o PIB, não contribui com a ciência, não dourará nosso quadro de medalhas nas Olimpíadas e ainda é dono de Bélgicas e Bélgicas de terra improdutiva! Esses folgados deviam era tomar vergonha na cara, botar uma roupa, arrumar um emprego, mudar pra um apartamento de 25 metros quadrados e passar duas horas no trânsito, todo dia, como qualquer ser humano normal, é ou não é?! 

Tirando a ironia do apartamento e do trânsito, o discurso acima não é muito diferente do que eu ouvi tantas vezes, na época em que cursava ciências sociais e explicava a algum curioso do que tratava a antropologia.
Lembrei-me dessas pérolas na semana passada, ao ler aqui na Folha a notícia de que uma portaria da Advocacia-Geral da União prevê a possibilidade de o setor público construir em áreas indígenas sem consultar seus habitantes. A ideia, pelo que eu entendi, é que as reservas não sejam reservadas. Genial.
Uma vez perguntaram a um antropólogo "por que os índios precisam de reserva?". Resposta: "porque eles existem". Simples assim. Por existirem, viverem da caça, da pesca, da colheita, de pequenas produções de subsistência -e, diga-se de passagem, por estarem aqui há pelo menos 5.000 anos-, devem ter as partes que lhes cabem entre nossos latifúndios.
Que baita desperdício! -dirá a turma do primeiro parágrafo. Debaixo das terras onde esses pelados estão a comer pitangas há minérios valiosíssimos! Minérios essenciais para a fabricação de celulares, por exemplo. Enquanto eles estão lá, rezando pro grande Deus da mandioca, poderíamos estar diminuindo em 0,001 centavo o preço dos smartphones, permitindo a mais gente tirar fotos de seus cachorros para pôr no Facebook, possibilitando que mais gente desse "like" nas fotos dos cachorros de mais gente, contribuindo, assim, para a grande marcha da civilização -mas esses índios...
Não, não direi que o índio é bom e a gente é ruim, caro leitor, nem acho que um caiapó viva necessariamente melhor do que o morador da Caiowá. Sou feliz com os antibióticos, as séries da HBO, as cervejas artesanais e outras conquistas da civilização. E é justamente a herança iluminista desta civilização à qual pertenço que me obriga a concordar que, se não há uma finalidade última para a existência, tanto faz gastarmos o tempo que nos foi dado vestidos e postando fotos de cachorros no FB ou pelados e cantando para a mandioca. Mais ainda: é essa mesma tradição, cujas grandes criações tanto admiro -de Hamlet ao microchip-, que me faz lamentar o tesouro que desperdiçamos ao menosprezar os quase 240 povos indígenas brasileiros, com suas mais de 800 mil pessoas falando cerca de 180 línguas. Quantas Ilíadas e Gênesis, Medeias e Gilgameshs, quantos belos poemas, cosmogonias e epopeias deixam de fazer parte do rio de nossa cultura por preconceito e ignorância?
Garantir a terra e a sobrevivência desses índios é aumentar a riqueza da experiência humana. A deles e a nossa. E, mesmo que não fosse, mesmo que "esses índios aí" não pudessem trazer nada de bom para nós, ainda mereceriam as reservas. Porque eles existem. Simples assim.

***

Durante três meses tive a grata oportunidade de ouvir, do sr. Vicente Yawarani (foto), ancião centenário do povo Yawanawá os mitos, lendas e canções que formam a cultura yawanawá. Suas narrativas em nada perdem para a mitologia grega, nórdica ou celta. A maneira poética e rítmica com que são realizadas as suas narrativas, em nada perdem  para Shakespeare ou Camões. Perder tal conhecimento, significa um empobrecimento geral da cultura humana.     

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Onde o Vento faz a Curva

Parte I - Caçadores de votos

Lá estavam eles de novo, os caçadores de votos.  De quatro em quatro anos eles apareciam, como uma fruta temporã, ou uma revoada de aves migratórias, para desaparecer novamente nos anos seguintes. Desta vez, coincidência ou não, eles vinham exatamente atrás das máquinas que faziam a abertura de ruas. Ruas esquecidas durante os quatro anos anteriores. Naquele ano nem mesmo o barranco do rio tão incerto quanto improvável para uma rua, foi esquecido.

Um ano antes não faltariam desculpas para não fazê-lo: - o barranco está quebrando, não podemos fazer uma rua lá... É muita tabatinga... teremos que escavar o solo e o terreno não é firme.... É o mais provável que diria o secretário Meia-Sola com seu inseparável boné Nelore.

As coisas eram assim mesmo em Nova Constelação. A pequena colônia humana nos fins da galáxia já fora um importante entreposto de produção de árvores-de-leite. Essencial para as espaçonaves que cruzavam a galáxia de um ponto a outro. Mas finalmente os cientistas haviam aprendido a plantar as árvores-de-leite em cultivos controlados no cinturão de asteroides e Nova Constelação perdeu a sua importância. Passou a ser apenas um posto avançado da força intergalática a fim de impedir que o império tawantinsuiano avançasse sobre os sistemas da federação.

Mas na melhor das hipóteses, Nova Constelação não era nada mais do que um ponto esquecido da imensidão do espaço, o local onde os ventos de partículas estelares faziam a curva e regressavam para o centro galáctico.

Por esta razão, os cargos políticos eram disputados de todas as formas. As verbas federais que eram destinadas a manter o funcionalismo público, tão necessário quanto um secador de cabelos no deserto, eram praticamente a única fonte de renda em Nova Constelação.
Não haviam limites para conquistá-los.
Lembrava-me de oito anos atrás. Duas eleições anteriores.

- Ele vai trazer os melhores cantores da galáxia. Todos os jovens vão votar nele. Vou perder a eleição.       Dizia preocupada a candidata Zhélia Pantera, enquanto caminhava de um lado outro do salão.
- Faça a sua parte e deixe comigo o restante. Disse a confiante a sacerdotisa Assandrea, enquanto manuseava a pequena rosa-dos-ventos que trazia presa ao colar, símbolo de sua ordem.

Zhelia deveria mesmo ter feito altas promessas à sacerdotisa dos ventos, pois naquela semana em que aterrissariam em Nova Constelação os famosos cantores LBK’s,  uma nuvem de fumaça de partículas estelares cobriu os espaçoportos da região, impedindo o pouso da nave que traria os aristas e talvez mudasse o rumo das eleições. Agradecimentos especiais ao vento que trouxe as partículas e mudou o rumo das eleições.

Depois de vencidas as eleições, os prédios públicos tingiram-se de cor-de-rosa e alguns chegaram a dizer que seria parte do compromisso firmado com a sacerdotisa Assandrea que prometera  à Deusa-dos-Ventos pintar os prédios com a sua cor, o rosa.  

Quando o marido de Zhélia adoeceu disseram também que era o alto preço pago pelo uso indiscriminado da magia. No final a Deusa-dos-Ventos acabou tão abandonada quanto Nova Constelação e tornou-se um perigoso vento-sem-rumo aparecendo nos momentos mais inconvenientes.

Pouca gente lembrava disso quando um vento-sem-rumo inexplicavelmente arrancou somente a cobertura do ginásio de esportes deixando intactas todas as outras casas. Ia pelos ares a promessa de campanha de Valdir Lessa, o novo administrador de Nova Constelação.

Mais uma eleição se aproximava, e os esquecidos habitantes de Nova Constelação, lá onde o vento faz a curva a se sentiam mais uma vez felizes, com a percepção, temporária e ilusória, de quem mais uma vez haviam se tornado o centro do universo.

Quem permanecia esquecida era a Deusa-dos-Ventos. O candidato postulante ao cargo de administrador de Nova Constelação era um adorador do Deus-Pastor e seu filho, o Deus-Ovelha e tremia só de ouvir falar nestas coisas.
Mas não se convida uma tempestade para morar em casa e se esquece dela. Mais cedo ou mais tarde, a Deusa-dos-Ventos iria se mostrar, para que todos pudessem ver agitando suas saias ela faria os ventos mudarem mais uma vez de rumo, em Nova Constelação, lá onde o vento faz a curva.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Rapidinhas da BR


- Andar de moto na BR 364 deveria ser incluído no rol de “esportes radicais”. Além da buraqueira, há momentos em que parece que estamos surfando em uma onda devido às irregularidades da pista. Há trechos muito bons, e estes normamente são os mais perigosos graças à imprudência dos motoristas.

- As obras de conclusão na BR 364 estão ocorrendo em um ritmo pífio se comparado aos anos anteriores. Há apenas uma tímida patrulha mecanizada da Construmil no trecho Jurupari- Purus. Os trabalhos mais intensos estão concentrados nas obras de recuperação da BR e não de conclusão.

- A BR facilitou a vida de milhares de crianças que agora tem o seu acesso facilitado às escolas. No entanto, no horário de saída o risco de um atropelamento é muito grande. Dou ponto positivo para os condutores dos ônibus escolares que prevendo os perigos tomam atitudes prudentes como sinalizar pessoalmente a entrada das crianças no ônibus e avisar que irão desviar buracos. Pequenas atitudes que fazem diferença entre a vida e a morte.

- Não faltam queimadas ao longo da BR. Mesmo em áreas de preservação são muitos os focos de queimadas para agricultura. Mesmo Terra Indígena Katukina eles ocorreram em toda margem da estrada. Na margem do rio Crôa (APP) está uma das maiores áreas queimadas. Aparentemente o IMAC não está fiscalizando nem mesmo há poucos kms de Cruzeiro do Sul.

- No São Vicente ocorrem boatos de que Eike Batista teria comprado de Ratinho toda área destinada ao plano de manejo que vai da BR até o limite com a Terra Indígena do rio Gregório. A suspeita de petróleo assusta especialmente aos indígenas que já ouviram de um representante do governo que caso seja encontrado petróleo, suas terras não serão poupadas. O “AI-5 indígena” está aí para isso, para tirar qualquer direito que os índios tenham sobre suas terras.

- Triste o estado em que estão as bandeiras do Brasil, do Acre e de Tarauacá na entrada da cidade. Apenas farrapos andrajosos que pendem como fantasmas rotos de alguma batalha. 

domingo, 29 de julho de 2012

"Minha presença na cerimônia não é afronta ao Brasil", diz Marina Silva

Em resposta a críticas de ministros do governo Dilma, ex-ministra pede que a presença dela e da causa que representa na abertura da Olimpíada seja vista como uma dadiva e não como afronta ao País




Assista ao vídeo aqui  




Para o camarada Aldo Rebelo, Marina Silva foi escolhida porque é a "queridinha das monarquias européias"


Nada mal para o comunista que é o queridinho dos coronéis do agro-negócio.


Na foto: Aldo mostra com os dedos, o tamanho da sua pequenez







sábado, 28 de julho de 2012

MARINA CAUSA MAL ESTAR ENTRE MINISTROS

Convite foi um tapa com luva de pelica na política anti-indígena e anti-ambiental de Dilma Roussef


LONDRES - A presença da ex-ministra Marina Silva na cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres causou mal estar entre os ministros do governo de Dilma Rousseff. A participação pegou a todos de surpresa.

Marina entrou carregando a bandeira com os anéis olímpicos juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o maestro argentino Daniel Barenboim e prêmios Nobel. O convite partiu do Comitê Olímpico Internacional, sem o conhecimento do governo brasileiro, e foi mantido em sigilo. A ex-ministra é reconhecida internacionalmente por seu trabalho de defesa do meio ambiente.

A situação cria constrangimento porque Marina não tem boas relações com Dilma Rousseff e acabou encobrindo a presença da presidente do próximo país-sede da Olimpíada na cerimônia de abertura de Londres, ontem. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", disparou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polêmica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse que a primeira reação foi de surpresa. Para ele, o COI deveria ter feito um melhor trabalho de comunicação com o governo brasileiro. "É óbvio que seria mais adequado por parte do COI e da organização do evento que houvesse um diálogo de forma mais concreta com o governo brasileiro para a escolha das pessoas", disse, sem deixar de reconhecer a importância do trabalho ambiental de Marina.

Para outro membro da delegação, que pediu para não ser identificado, o que o COI fez foi o equivalente a convidar um membro da oposição britânica para um evento no Brasil que tenha o governo de Londres como convidado especial.

Ao Grupo Estado, Marina explicou que só recebeu o convite na ultima terça-feira, dia 24. Sobre Dilma, insistiu em não criar polêmica, dizendo que "sentia orgulho" em ver a primeira presidente mulher do país na arquibancada do estádio olímpico.

Ontem, Dilma foi mostrada pelas câmeras oficiais por menos de cinco segundos, enquanto a entrada de Marina foi amplamente comentada, como representante da luta ambiental no mundo. O ministro do Turismo, Gastão Vieira, só ficou sabendo da presença de Marina já no Estádio Olímpico. "Foi surpresa", disse o ministro da Ciência, Marco Antonio Raupp.

Os governos do Brasil e o Reino Unido vêm mantendo relação estreita e diversas iniciativas de cooperação para a preparação dos Jogos. Mesmo assim, o relacionamento não impediu a situação de saia justa para a comitiva de Dilma em Londres.

Fonte: Agência Estado

domingo, 22 de julho de 2012

Awara Nane Putane -- Uma história do cipó

Awara Nane Putane -- Uma história do cipó é um curta-metragem em animação que conta o mito de origem do uso tradicional da ayahuasca, na versão da etnia yawanawa, que vive no coração da floresta amazônica, nas margens do Rio Gregório, no Estado do Acre. O curta é todo falado em idioma yawanawa, povo que pertence ao tronco linguistico Pano.
O roteiro e direção é de Sérgio de Carvalho, com produção de Karla Martins e Sérgio de Carvalho, Direção de Animação de Silvio Toledo e Valu Vasconcelos, Edição de Bruno Saucedo, Trilha Sonora e Mixagem de Duda Mello, Produção Indigena de Shaneihu Yawanawa, Vinnya Yawanawa e Vadé Yawanawa, Direção de Arte de Fred Marinho e Silvio Toledo, Pesquisa e Still de Talita Oliveira e Ney Ricardo, vozes de Shaneihu Yawanawa,Tika Matxuru , Nãynawa, Alda Artidor ( Dona Nega) Yawanawa,Yuva Yawanawa Kapacuru Yawanawa e Story Board de Clementino Almeida.

O projeto foi selecionado pelo Edital de Fomento ao Curta Metragem do MINC/SAV e teve apoio cultural do Governo do Estadodo Acre, por meio do DERACRE e Fundação de Comunicação e Cultura Elias Mansour, Fundaçãode Cultura Municipal Garibaldi Brasil, Funerária São João Batista, ABD&C Acre, Wave Produções e VT Publicidade.


Assista ao Trailler clicando aqui

sábado, 21 de julho de 2012

Senador Jorge Viana divulga nota oficial sobre matérias veiculadas sobre pedido de eventual cassação do seu mandato.


O noticiário dos últimos dias projeta o parecer da vice-procuradora-geral-eleitoral, Sandra Verônica Cureau, sobre eventual cassação do meu mandato, dos meus suplentes, do  governador Tião Viana, do seu vice César Messias e traz as mesmas e absurdas acusações que já foram julgadas como inverídicas por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre, que seguiu o voto do relator juiz federal Marcelo Basseto. Em respeito à verdade esclareço que:
1. Um dia após o início do recesso parlamentar, eu me encontrava em Cruzeiro do Sul, interior do Acre, trabalhando como membro da Comissão Especial de Senadores que avalia as propostas de mudança no Código Penal, no segundo encontro da série de debates que pretendo participar não só no Acre, mas também em outros estados do País;
 2. O parecer da vice-procuradora-geral-eleitoral repete os mesmos erros e absurdos perpetrados por seus colegas de Ministério Público Eleitoral do Acre, em processo sobre as eleições de 2010;
3. Levado a julgamento, o processo foi julgado improcedente, tanto pelo juiz federal relator, quanto pelo voto unânime dos cinco integrantes do TRE do Acre;
4. O processo, derrotado soberanamente nas duas instâncias da Justiça, é, isso sim, fruto das ações de alguns que agiram fora da lei, associados a outros que, não contando com o apoio da cidadania, utilizam métodos escusos para tentar modificar a vontade popular manifestada nas urnas;
 5. Aguardo apenas que a verdade dos fatos seja restabelecida pela mais alta Corte Eleitoral do País, para tomar as medidas judiciais cabíveis contra todos envolvidos em crimes que incluem forjamento de provas e falsidade ideológica, entre outros crimes.

 Jorge Viana
 Senador da República

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A força da internet nas eleições

Dayana Maia

Partidos políticos e os candidatos descobriram a força das mídias sociais e já começam usá-las com intensidade nesta campanha.

Apesar dos já tradicionais meios de comunicação, como a televisão e rádio, usados enquanto forte veículo de informação, muitos que pretendem ocupar uma cadeira na câmara de vereadores ou ainda conquistar a administração do município apostam nas novas mídias sociais.

Graças ao crescimento contínuo no uso de computadores, assim como também de telefones celulares de banda larga e de tablets, dispositivos portáteis de acesso à internet, os candidatos agora podem apostar nos recursos que a modernidade oferece para conquistar seus eleitores, com ênfase nas redes virtuais de relacionamentos.

“Pela internet, os candidatos conseguem alcançar milhares de pessoas, e a informação chega muito mais fácil. Sem falar que para nós, enquanto eleitor se torna melhor ainda, porque se algum político faz alguma coisa errada, na mesma hora já tem cinco ou seis opções na internet para analisar e tirar uma conclusão", disse o funcionário Antônio Medeiros.

Em contrapartida, o uso da internet para fornecer dados sobre os candidatos ainda é incipiente pela Justiça eleitoral. Faltando cerca de três meses das eleições, no site oficial do órgão estão disponibilizadas apenas informações gerais. Elementos mais abrangentes sobre as eleições serão disponibilizadas ao eleitor somente em 24 de setembro.

Enquanto as eleições não chegam, os candidatos vão se arranjando como podem para conquistar os seus, seja através dos tradicionais jargões da política de todos os dias ou ainda por meio da inovadora modernidade “facebookiana”.

Restando-nos saber se desta vez, se os eleitores cairão em contos de vigário ou quem sabe acertarão contas nas urnas com aqueles que por uma ou duas palavras a mais terão de receber seu soldo, mesmo que navegado pelas barrentas águas do Juruá.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Obras na BR estão praticamente paradas

Com excessão de um pequeno trecho nas proximidades de Tarauacá, as obras deste verão ainda não tiveram início na BR 364. Entre 10 e 12 Km de Tarauacá, a Construmil realiza obras tímidas, de pequeno vulto. No trecho entre os rios Jurupari e o Purus, onde está o pavimento provisório e onde portanto deveriam se concentrar as obras de conclusão da BR 364 não há sequer sinal de máquinas que pudessem iniciar os trabalhos nos próximos dias.

Contudo, não é possível, se falar em "abandono" da BR. Os sinais de recentes recuperações, remendos e tapa-buracos estão por toda parte. Trabalhos executados pelo DERACRE e não pelas empresas. Os trechos mais críticos trambém foram sinalizados pelo DERACRE. 

Não faz mais sentido discutir a TRAFEGABILIDADE da BR 364, uma vez que isto já está garantido. No entanto é necessário alertar os condutores sobre as condições de RODAGEM da BR que variam muito a cada trecho. Fica para a próxima postagem. E mais dois alertas:

1- Muitas crianças na estrada nas horas de saída e entrada das escolas.
2- Queimadas nas áreas de Florestas Estaduais.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Psico Trópicos


Foi lançado durante a Rio+20 foi lançado o livro ‘Psico Trópicos’, do médico e professor da Universidade Federal de Ouro Preto, Ricardo Moebus.
Bebendo na fonte dos escritores da geração beat e do movimento da contra cultura (Alen Ginsberg, William Bourrougs, Carlos Castañeda, etc)
O livro faz o intrigante paralelo entre o uso tradicional de plantas psicoativas no contexto mágico-sagrado e do uso das drogas em nossa sociedade. 
"Psico Trópicos" retrata o uso tradicional dos psicotrópicos pela tribo Yawanawá (Acre), em pesquisa com plantas usadas para fazer bebidas consideradas sagradas pela tribo. “Tive esse encontro incrível com a cultura e com o povo Yawanawá, e a partir desse contato, foi surgindo uma amizade mútua, temos oportunidade de compartilhar isso com outras pessoas”, explica o autor.
Moebus disse que a obra é uma “forma de gratidão aos Yawanawas, uma retribuição muito pálida perto da forma carinhosa que nos receberam. Passamos 15 dias, e depois disso a gente veio convivendo com eles, eles vieram também, ficaram com a gente um tempo, tivemos a oportunidade de recebê-los entre Ouro Preto e Belo Horizonte”.
A pesquisa do médico de Ouro preto é mais antiga: “eu já vinha pesquisando sobre os chamados psico-tropicais já há vários anos, mas foi a partir do contato com eles, do ano passado pra cá é que se intensificou, mas já vinha pesquisando há uns 10 anos”.
A distribuição do livro, inicalmente, será limitada. “Exemplares do livro estarão com os Yawanawas, para que possam distribuir a quem entra em contato, pra quem for ao festival deles” explica Moebus.
Com informações da Assessoria de comunicação do MinC

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Plataforma de Valdete

Travesti vai estar no palanque de Henrique Afonso

O deputado federal e candidato à prefeitura de Cruzeiro do Sul Henrique Afonso (PV) terá o travesti democrata-cristão Valdete pedindo votos em seu palanque.
Conhecido em toda cidade por seu jeito divertido, e pelo personagem que interpreta no rádio, Valdete comemorava hoje a conquista da legenda para disputar a eleição para vereador. Ela será candidata pelo PSDC (Partido Social Democrata Cristão) partido da base de apoio à Henrique Afonso com o sugestivo número de 27.024.
-Foram os meninos que sugeriram o 24. Brinca Valdete
Henrique Afonso foi taxado de “homofóbico” por ser contra a PEC que criminaliza a homofobia no Brasil, rotúlo que o mesmo sempre rejeitou.
- Como cristão, eu tenho que amar o homossexual, mas a prática do homossexualismo é condenada pela bíblia e eu tenho de ser fiel aos meus princípios. Isto é diferente de ser homofóbico. 
O fato é que Valdete está toda faceira. Vai disputar a eleição.
- E você vai subir no palanque vestido de homem ou de mulher?
- Eu vou vestir roupas unissex. Não vou ficar me “rasgando toda” no palanque!
- A juíza pediu isso?
- Não. A juíza me deixou bem a vontade, para eu ser eu mesma!...Agora gente: olha só o que eu ganhei para subir no palanque...
Valdete retira da bolsa chamativos brincos e pulseiras prateadas.
- Ái .. eu to na dúvida se eu uso... Será que eu uso
- Valdete qual será sua plataforma?
- Bem, quando eu ver uma rua esburacada eu vou pedir para o prefeito para tapar... eu também quero propor ações para os jovens, porque esta questão da droga está demais, sabe  
Preconceitos à parte, o blog Terranáuas não poderia deixar escapar o efeito de contradição de ter Henrique Afonso e Valdete no mesmo palanque. Por outro lado, mostra também que Henrique Afonso talvez não seja tão “homofóbico” quanto lhe tentaram imputar. 
O fato é que Valdete tem grandes chances de se eleger. É o chamado “voto de protesto” que já elegeu por exemplo Chico Basil para vereador e Tiririca para deputado federal. Valdete pode canalizar o voto de protesto do eleitor cruzeirense descrente da política.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Baianinho cobra promessas de tucanos


O trabalhador rural Martinores Soares Pereira, o popular “Baianinho”, é figura bastante conhecida na imprensa de Cruzeiro do Sul. Sempre foi um crítico ferrenho dos programas de governo para a zona rural.
Anti-petista "doente", Baianinho lançou-se candidato a vereador pelo PSDB em 2008.
Nas eleições de 2010, Baianinho afirma ter feito campanha no ramal 3 do Projeto de Assentamento Santa Luzia para Márcio Bittar, Romário Tavares (PSDB) e Sérgio Petecão (PSD). Afirma ainda que Márcio Bittar, na qualidade de presidente do partido, o teria prometido pagar um salário mínimo por mês durante os três meses de campanha.
Filiado ao PSDB há 9 anos, Baianinho esperava que a vitória dos candidatos que o apoiaram lhe trouxesse alguma recompensa. “Romário me prometeu cargo na sua assessoria. Eles também me prometeram que caso ganhasse, iriam me pagar, mas até hoje recebi apenas 30 reais.”
O agricultor se mostra bastante indignado por ter sido preterido pelos seus correligionários tucanos: “O Prefeito de Cruzeiro do Sul (Vagner Sales), a esposa dele (a dep. est. Antônia Sales) e Romário Tavares me prometeram cargo na secretaria de agricultura e não cumpriram. Ao invés disso colocaram pessoas com menos de um ano de filiação.”.
Baianinho reclama de ter sido excluído da disputa eleitoral, pela terceira vez consecutiva. “Eu entrei como pré-candidato pelo PSDB, tirei toda a documentação e apresentei na convenção, mas a diretoria do PSDB se rendeu ao Vagner Sales”.

Governo também está lhe devendo, afirma Baianinho
Baianinho afirma que forneceu para o Deracre as madeiras que foram utilizadas na construção da ponte do ramal 3, no valor de 200 reais. E ameaça: “se não me pagarem vou tirar a ponte. A madeira é minha.”

QUÃO VIRGEM É A FLORESTA VIRGEM?


Evandro Ferreira 
Blog Ambiente Acreano

Nos últimos dez anos um tema tem causado controvérsia no meio acadêmico. Alguns cientistas defendem que as florestas tropicais não são tão virgens como se pensa porque habitantes ancestrais já manejaram extensas áreas dessas florestas, moldando-as para atender suas necessidades. Algumas espécies consideradas nativas são reputadas por esses pesquisadores como intrusas. E uma das mais suspeitas de ter sido introduzida em nossas florestas é a nossa castanheira (Bertholletia excelsa).

Dentre vários artigos acadêmicos que suportam essa linha de pensamento, vale a pena conhecer um deles, publicado por K. J.Willis, L. Gillson e T. M. Brncic, da Universidade de Oxford, na renomada revista Science em abril de 2004. Seu título é bem instigante: “Quão virgem é a floresta virgem?”.

Segundo os autores, dados arqueológicos e paleocológicos sugerem que as ‘florestas virgens’ não são tão ‘virgens’ como se pensava anteriormente e passaram por modificações substanciais. Nas três grandes regiões de florestas tropicais do planeta localizadas na Amazônia, na bacia do rio Congo, na África, e na região Indo-Malaia do Sudoeste Asiático, vários estudos sugerem que atividades humanas pré-históricas foram mais extensivas do que se pensava anteriormente.

Na Amazônia, os solos mais férteis são aqueles conhecidos como ‘terra preta de índio’, formados desde 2,5 mil anos atrás via realização de queimadas e atividades agrícolas, estimando-se em 50 mil hectares a área desses solos na região. Evidências arqueológicas do alto rio Xingu indicam que vários assentamentos humanos existiam naquela região entre os anos 1250 e 1600, cada um deles ocupando 40 a 80 hectares e com densidade populacional de 6 e 12,5 pessoas/km². Eles integravam um complexo regional e sugerem que seus habitantes promoveram um manejo e desenvolvimento intensivo da paisagem que resultou na transformação de extensas áreas florestais em áreas agrícolas. O abandono da região, depois de uma catastrófica diminuição da população entre os anos 1600 e 1700, resultou em um extensivo processo de reflorestamento natural. Por essa razão, atualmente a região do alto Xingu abriga a maior mancha de floresta contínua na periferia sul da Amazônia.

 Dados arqueológicos e paleoecológicos também revelam história similar na bacia do rio Congo, onde numerosos achados de ferramentas de pedra, sementes de dendê, traços de carvão no subsolo, resquícios de cultivos ancestrais de banana e cacos cerâmicos levaram os pesquisadores a concluir que a maior parte daquela região, hoje coberta por uma densa floresta, foi extensivamente habitada no passado. Parte da floresta foi derrubada e a prática de agricultura data de cerca de 3 mil anos atrás. O fim desse processo ocorreu há 1,6 mil anos, depois de uma catastrófica diminuição da população humana na região.

Na África Central ocidental existem evidências arqueológicas de fornos usados para trabalhar o ferro que datam de 650 AC. Esta atividade deve ter tido um sério impacto na floresta pois requeria a extração de madeira para a produção do carvão usado no derretimento do ferro. O desaparecimento das populações humanas em partes dessa região no século V resultou no abandono das áreas alteradas e em um extensivo processo de regeneração da floresta. Hoje, em algumas áreas consideras como de ‘florestas virgens’, ainda é possível observar a regeneração secundária da floresta.

Nas florestas tropicais da região Indo-Malaia existem evidências pré-históricas ainda mais antigas. Dados arqueológicos e paleobotânicos sugerem que a agricultura – incluindo o cultivo de banana – se estabeleceu em Papua-Nova Guiné há cerca de 7 mil anos e que florestas tropicais na Tailândia eram manejadas desde 8 mil anos atrás. Nas ilhas Salomão, a população de Nova Geórgia era, em 1800, o dobro da atual, indicando que as florestas contemporâneas aparentemente intocadas dessa ilha talvez tenham sido formadas por regeneração natural nos últimos 150 anos, depois do declínio da população e a emigração dos habitantes das regiões costeiras. A grande riqueza de espécies secundárias encontrada nas florestas primárias da ilha dá suporte adicional a essa teoria.

Além do interesse histórico nas florestas tropicais e como os humanos as alteraram, os estudos arqueológicos, paleocológicos e paleobotânicos tem importantes implicações para a conservação das florestas. Seus resultados sugerem que não é mais aceitável acreditar que as alterações na paisagem causadas por atividades humanas ancestrais eram muito limitadas e que por isso não podem ser comparadas com as alterações humanas causadas no presente. Esse ponto de vista é reforçado pelo fato da principal forma de destruição das florestas tropicais na atualidade ainda ser a derrubada e a queima da floresta para a prática da agricultura, uma atividade praticada pelo homem desde tempos pré-históricos. Embora a taxa e a extensão da destruição florestal contemporânea seja muito maior, em muitos casos o processo de perda é comparável ao que acontecia em tempos pré-históricos.

Em muitos exemplos pré-históricos, a alteração da paisagem foi seguida pela regeneração da floresta, indicando que os ecossistemas tropicais não são tão frágeis como sempre são retratados. Na verdade eles são muito resilientes. Abandonadas por um longo período, as florestas quase sempre irão se regenerar e os dados paleoecológicos permitem fazer uma estimativa realística do tempo necessário para isso acontecer. Esses dados também permitem avaliar quantitativamente a composição da floresta antes e depois da alteração, fornecendo informações detalhadas sobre o que está faltando ou o que foi adicionado à floresta. E essas informações são cruciais para o manejo e a conservação no longo prazo de áreas desmatadas que vierem a ser incluídas em planos de recuperação ambiental.

Os autores concluem o artigo afirmando que estratégias baseadas nesse princípio já foram usadas com sucesso na conservação de florestas temperadas, mas ainda precisam ser aplicadas de forma sistemática em algumas das mais diversas e ameaçadas florestas do planeta – as florestas tropicais.

Para saber mais

- Glaser B, Haumaier L, Guggenberger G, Zech W. 2001. The Terra Preta phenomenon: a model for sustainable agriculture in the humid tropics. Naturwissenschaften 88: 37–41.

- Heckenberger, MJ; Kuikuro, A; Kuikuro, UT; Russell, JC; Schmidt, M; Fausto, C; Franchetto, B. 2003. Amazonia 1492: pristine forest or cultural parkland? Science 301: 1710-1714.

- White LJT. 2001. The African rain forest: climate and vegetation. In: W Webber, LJT White, A Vedder, N Naughton-Treves (Eds.): African Rain Forest Ecology and Conservation. Yale University Press, New Haven, CT, pp. 3–29.

- Denham TP et al. 2003. Origins of agriculture at Kuk Swamp in the highlands of New Guinea. Science 301:189–193. - N Myers. 2002. Protecting the Protected: Managing Biodiversity for Sustainability. In: T. O’Riordan, S Stoll, Eds. Cambridge Univ. Press, Cambridge, UK, p. 46.

- Foster DR. 2002. Insights from historical geography to ecology and conservation: lessons from the New England landscape. J. Biogeography 29:1269–1275.

*Artigo originalmente publicado no diário A Gazeta, em 10/07/2012
Publicado por Evandro Ferreira

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Abre-te Sésamo: o leite do gergelim e a cura/prevenção do AVC

Na medicina popular do Juruá, há relatos de pessoas quer se recuperaram (parcial ou totalmente) das sequelas dos AVCs (popularmente conhecidos como derrames) através do uso do gergelim, semente plantada na região.


Infelizmente, não encontrei nenhuma literatura que trate especificamente do assunto. Ainda que as propriedades do gergelim sejam citadas como importantes no combate da hipertensão e do colesterol alto (duas causas conhecidas dos AVCs), além de importante repositor de cálcio no organismo.

Os "velhos" recomendam que se esmague as sementes do gergelim e delas se retire o "leite". O "leite" é tomado com um pouco de café pela manhã. O bagaço é utilizado esfregando-se no local afetado pelo AVC (normalmente no rosto).


Como já disse anteriormente infelizmente não encontrei literatura específica que comprove ou desminta a medicina popular. Mas é um caso a ser pesquisado já que muita gente afirma ter tido melhoras consideráveis a partir deste procedimento.


Pessoalmente utilizei o leite de gergelim misturado ao café e ele parece ser excelente para a circulação em especial a micro-circulação cerebral, dando bons resultados para dores de cabeça crônicas. Também é bom para aliviar dores musculares provenientes de esforço. 


A capacidade do gergelim de limpar e abrir a passagem em veias e artérias seja talvez a mensagem oculta por trás do famoso encantamento "Abre-te Sésamo" (Sesámo é um sinônimo para gergelim).  

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Milarepa: Mágico, Assassino, Santo





Jetsün Milarepa

Milarepa (1040 -1123) é considerado santo e o maior iogue da história do Tibete. A vida de Milarepa contém relatos de acontecimentos paranormais, tais como a levitação, a bi-locação ou a transferência da dor para objetos inanimados (certa ocasião, uma madeira rangeu chegando a quebrar).
Nasceu numa família de camponeses, perdendo seu pai ainda criança. Depois disso, sua propriedade foi roubada por seu tio. Milarepa, a mãe e sua irmã, ficarem sem nada. Para vingar-se, aprendeu feitiçaria: conjurou um temporal de granizo que caiu sobre a casa que estava o tio, resultando na morte de todos os seus moradores.
Levado pelo remorso e compreendendo que seu ato criou um karma negativo, foi aconselhado a procurar o mestre Marpa, o mais sábio de todos os iogues. E, assim, seguiu por um longo caminho, perguntando onde poderia encontrar o sábio mestre. Até que, finalmente, avistou um homem; a felicidade tocou seu coração e os sentimentos mudaram para melhor; ele estava diante do mestre, mas não sabia.
Marpa, ao identificar-se, orientou Milarepa: "você obterá a iluminação e a sabedoria com a sua própria perseverança". Determinou ao discípulo que realizasse tarefas bem difíceis para desencorajá-lo. Primeiro, Milarepa fez várias torres. Quando ficaram prontas, Marpa ordenou que as derrubasse, e que cada pedra fosse colocada no lugar de onde fora retirada. Depois, para testar o discípulo, Marpa pediu para que construísse uma torre de nove andares.
Sofrendo muito e cansado, Milarepa implorou ao mestre que ensinasse o caminho da iluminação. Marpa respondeu-lhe: "Quer que eu o ensine, só porque construiu uma torre? Você tem que me dar uma taxa para começar sua aula de iniciação". Como Milarepa não possuía nada, pediu conselhos a esposa do mestre chamada Damema que, penalizada, presenteou-o com alguns sacos de cevada e um rolo de tecido.
Ao chegar na aula, Milarepa entregou a taxa ao mestre. Marpa, reconhecendo que tudo era seu, gritou: "Você está querendo me enganar? Essas coisas são minhas!" Chutou-o com um pontapé para fora do círculo onde acontecia a aula. Milarepa, perdendo a esperança de ser iniciado, decidiu suicidar-se. Quando estava pronto para acabar com a sua vida, Marpa socorreu-o. O mestre declarou finalmente, que ele estava apto a receber seus ensinamentos.
Assim, Milarepa foi iniciado, obtendo a iluminação, passando a viver em uma caverna por vários anos. Como iogue, experimentou todas as possibilidades da mente. Para ele, o essencial era praticar, sempre. Seu poema mais famosos foi Gur - Bum, ou "Cem mil canções".
Milarepa entendia que o importante era perceber a origem do problema que não é externo, e que nele não deve ser colocado a culpa, pois tudo ocorre de acordo com a nossa disposição mental. Atitudes negativas como a inveja, a raiva e a vingança, são manifestações sem esforços; o difícil é produzir atitudes mentais positivas. É trabalhoso, mas os benefícios, garantidos.

Monica Buonfiglio

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Satchita - Música para a mudança

Canção ao redor do mundo com participações de Sandra Sá e Afro Reage, além de músicos cubanos, argentinos, espanhóis, africanos e indianos. Além da bela mnensagem, baseada no Bavagadh Gita, vale a pena ouvir pela musicalidade em si. Fusão de ritimos que vão do samaba, cumbia, salsa, flamenco e mantras. 
 
 
Ouça Aqui
 
Peça a Deus,
Que os homens encontrem os seus passos perdidos
E que os sonhos dispertem esses olhos dormidos,
Que o amor transborde e vivamos em paz;
Qua os dias terminem com os braços cansados
E que a sorte só queira estar ao seu lado
Que a dor não me assombre, nem me cause desespero,
Peça a Deus.
Sat-chit ananda parabrahma,
Purushotamah, paramahtma,
Sri bhagavathi sametha,
Sri bhagavathe namahah
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh
Peça a Deus,
Que nos mande do céu muita sabedoria,
Um amor verdadeiro, que ninguém passe fome,
Um abraço de irmão, que vivamos em paz;
Qua terminem as guerras e também a pobreza,
Encontrar alegrias entre tanta tristeza,
Que a luz ilumine as almas perdidas e um futuro melhor.
Sat-chit ananda parabrahma,
Purushotamah, paramahtma,
Sri bhagavathi sametha,
Sri bhagavathe namahah
Oh oh oh oh oh oh oh oh oh oh

quarta-feira, 4 de julho de 2012

"Cachoeirinha do Juruá"

Já começam a pipocar pela cidade reclamações de moradores quanto a serviços não concluídos do programa Ruas do Povo.
As queixas atingem parte do bairro Aeroporto Velho, Cobal e Remanso e agora também, parte do Miritizal.
O problema até o momento, ocorre com apenas uma das empresas contratadas. A outra, até onde consta, está dentro dos prazos estabelecidos.

A população não é boba e em cidade de muro baixo, todo mundo sabe que uma empresa que não possui máquinas e nem pessoal para uma obra deste porte, só pode ser empresa de fachada: "laranja" com objetivo de juntar dinheiro para o Caixa 2.

O dono de tal empresa já ganhou até um singelo apelido em alguns círculos da FPA: "Cachoeirinha do Juruá". 
Se o problema não for sanado, poderá fazer com que o programa Ruas do Povo se torne um"tiro pela culatra" nas eleiçõe deste ano.

*Na foto: uma pequena cachoeira no alto rio juruá, visível somente durante o verão. Não é assim, uma "Foz do Iguaçu", mas dá para lavar uns trocados.

terça-feira, 3 de julho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

"Eu Sonho"


" Eu sonho. Com o igarapé preto, com a nossa arquitetura alemã, com a universidade da floresta com o nosso coração verde que é o nosso parque ambiental *. Eu sonho de a gente transformar o parque nacional com nossos poetas, com a nossa arte, com as nossas tradições, com a nossa cultura, nosso futebol que é só resgatar e valorizar. Valorizar nosso talentos, nossa juventude. Eu sonho e vejo que é possível fazer de Cruzeiro do Sul uma cidade boa de se viver..."


Dep. Federal Henrique Afonso (PV) - durante convenção da FPA

* Parque Ambiental: H. Afonos se refere ao projeto feito ainda no final do mandato de César Messias para transformar a área verde entre as avenidas Copacabana e 25 de Agosto, hoje de propriedade da Sociedade Eunice Weaver (Irmãs Católicas) em uma área municipal de lazer.  César chegou a apresentar o projeto à então Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, mas foi esquecido pelas administrações posteriores.

Viva San Pedro! Viva Wachuma!


WACHUMA - SAN PEDRO

O nome quéchua do cacto Trichocereus Panachoi é “Wachuma”. O nome San Pedro, lhe é atribuído por dar ao iniciado a “chave” para entrar no Céu. Trata-se de um cacto que chega a atingir a mais de dois metros de altura, tendo a mescalina (Peiote) como princípio ativo.
img
Tem sido utilizado há séculos pelos índios do Peru e do Equador. É conhecido por xamãs por estar sempre em harmonia com os poderes dos animais, de seres e personagens fortes, de seres sobrenaturais, principalmente o Jaguar.
O uso atual do San Pedro concentra-se nas regiões costeiras do Peru e nos Andes do Peru e Bolívia, e tem recebido forte influência cristã. É aplicado para curar enfermidades, incluindo o alcoolismo e problemas mentais, para adivinhações, poções amorosas, para combater feitiçaria,purificação, etc.
É conhecido também por huachuma, achuma, agua colla, cardo, huando hermoso, gigantón, San Pedrito, San Pedrillo.

Extraído do site xamanismo

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A "serva" não serve

Por Valterlúcio Campelo

do Blog Valterlúcio Comenta  

A "serva evangélica" causou surpresa ao se lançar candidata à prefeitura de Rio Branco sabendo que não terá a mínima chance de ser eleita. Qual seria seu interesse? Vejamos as possibilidades.

Alguns diriam que se trata de estratégia para se tornar mais conhecida e tal. Não bate. Este rito ela já cumpriu desde que foi candidata pela primeira vez e ficou conehcida como a candidata minhoca (a filha da terra). Pilotando partidecos, atraindo crentes ingênuos e manuseando verbas encaixotadas, a Antonia Lucia é hoje mais conhecida no Acre do que alguns políticos que nos anos oitenta já pegavam carona no fusca do Nilson Mourão.

Quer aproveitar para disseminar a doutrina e princípios evangélicos? Também não bate. Igreja não é partido político, o evangelho não é ideologia política, e, sinceramente, não seria a Antonia Lucia que faria o melhor discurso cristão, não é mesmo? Se o interesse fosse esse as igrejas escalariam gente mais preparada.

Está a serviço do governo que quer fracionar os votos da oposição, como conjecturam alguns analistas? Sabe-se lá, mas se for, sinto dizer, está vendendo o que não tem. Talvez até seja contraproducente. Não consta que os votos dados à Antonia Lucia sejam votos de oposição a quem quer que seja. Na grande maioria, são votos daquela massa alienada e disforme que poderia ir mais facilmente com o candidato do governo do que com a oposição. Sei. Alguém pode dizer que para desfalcar a verdadeira oposição, ela vai adotar um discurso oposicionista devidamente medido e pesado. Duvido que isso "cole" em Rio Branco, uma cidade pequena e de muros baixos. Ninguém  que seja crítico ao governo confiaria em um projeto liderado pela candidata. Além disso, os dois candidatos oposicionistas já ocuparam todos os espaços possíveis e estão com o discurso afiado, inclusive contra a candidata.

Concluo que o único objetivo possível da Antonia Lucia como candidata será tentar fazer uma clivagem que coesione setores evangélicos em torno de si. Explico. Aproveitando que nenhuma das outras chapas apresenta um evangélico, ela fará disso um preconceito (evidentemente falso) contra os crentes e, alimentando um sentimento de reação, tentará reunir eventuais apoios tranformando-se deste modo na "defensora" dos evangélicos, o que significa aumento de "musculatura" para próximas eleições. Mesmo assim, ela corre o rsico de obter uma votação pífia e se estrepar de vez. Isto serve ao candidato do governo? Duvido. A não ser que esteja em causa a possibilidade de não haver segundo turno, o que não parece razoável.

Enfim, a "serva" não serve à cidade, ao governo ou à oposição. Talvez se sirva. Veremos.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Um novo defensor do meio ambiente: o povo

Até recentemente, as reportagens de cunho ambiental tinham como protagonistas os analistas ambientais em suas ações geralmente truculentas e impopulares, ou ambientalistas bem-intencionados, mas distantes da realidade.


A política ambiental  foi criada de dentro de gabinetes com ar condicionado, por "comedores de soja" que simplesmente não entendem a necessidade que as pessoas que vivem na floresta têm de caçar e pescar. O resultado foi a tremenda impopularidade do IBAMA junto à população, com reflexos políticos nefastos para os políticos da situação.

Desde o final do ano passado, quando o escritório do IBAMA foi fechado sob a alegação de "pouco trabalho", têm se avolumado toda sorte de denúncia sobre práticas predatórias de caça e pesca.

A diferença é que desta vez  as denúncias e reclamações não partem do "Greenpeace", da SOS Amazônia ou de nenhum outro "comedor de soja", mas das comunidades diretamente afetadas pela caça e pesca predatória. A finalidade comercial destas atividades, feitas sem o devido cuidado e planejamento já começam a resultar em déficit de proteína animal na nutrição de crianças em fase de crescimento.


Com isso, há cerca de 15 dias, temos recebido quase que diarimente denuncias de moradores, em especial do rio Alagoinha, de que a caça está sendo praticada com grande intensidade na área.
Leia reportagem:  

Ribeirinhos ameaçam interditar BR-364 por falta de fiscalizaçao ambiental em comunidades

Hoje pela manhã fui especialmente sensibilizado pela situação de uma criança, um menino de 7 anos, com visíveis problemas de nutrição. Enquanto isso, nos bairros de Cruzeiro do Sul, a carne de caça voltou a ser vendida quase que livremente, por ambulantes que percorrem os bairros com isopores anunciando as igarias da selva.

Enquanto so caçadores comerciais fazem a festa caçadores e pescadores que dependem destas atividades para sua subsistência clamam por uma ação dos órgãos ambientais. 


O MP já tem acumulado evidências de que o IMAC, a pesar dos esforços continuados de seus técnicos e fiscais, não está conseguindo dar conta do problema.

Parece inevitável que o IBAMA  volte a atuar em Cruzeiro do Sul. Mas não precisamos de novas ações truculentas e desproporcionais em que a carne da panela é jogada ao rio. Precisamos trilhar um caminho mais dificil: não apenas implantar uma política ambiental que agrade à mídia nacional e internacional, mas CONSTRUIR uma política ambiental junto à população.

Precisamos abandonar as diferentes hipocrisias que cercam o tema: a hipocrisia dos "comedores de soja" (quantos hectares de floresta precisam ser destruídos para alimentar um vegetariano?) e também a hipocrisia da sociedade "bovinofílica" que destrói a floresta para criar gado e depois adentra no que restou para caçar os animais também (o meu é meu, e o teu, é nosso!).

Uma alternativa sugestiva seria o manejo e criação de animais silvestres, também para fins comerciais (por que não?).  

Segue aqui um link com informações bem abreviadas sobre o tema Criação de Animais Silvestres (capivara, paca e jacaré) Há extenso material na internet e pesquisas da Embrapa.(sobre a criação de catitus).

Segue também link do IBAMA com portaria que regulamenta a criação de animais silvestres para finalidade comercial.  

OBS: A foto publicada foi retirada do site Povos Indígenas do Brasil.   

Miração

Sempre ele, Dom Pablo Amaringo

terça-feira, 26 de junho de 2012

Escolha de candidatos da FPA: um peso, duas medidas

Perguntar não ofende: se o motivo de Zequinha Lima (PCdoB) não ter sido escolhido o vice na chapa de H. Afonso (PV) seria uma suposta ação de improbidade administrativa, por que o mesmo critério não foi usado na escolha de Burica (PT) em R. Alves?

Seu envolvimento em licitações fraudulentas é muito mais evidente.


“Descobrimos na investigação que um veículo teria sido alugado irregularmente pela prefeitura para atender promessas de campanha do gestor. O veículo foi vendido pelo prefeito Burica a um terceiro, que, em seguida, alugou para a prefeitura. De acordo com depoimentos de testemunhas, foram realizadas reuniões para a combinação de valores”, explicou o promotor Fernando Cembranel.

Na escolha de Henrique Afonso, a alegação foi o critério de densidade eleitoral, mas se fosse adotado o mesmo critério em Rio Branco, a escolha recaria sobre Perpétua Almeida(PCdoB).

Na verdade, o critério é um só: ocupar todos os espaços de poder e anular aliados que possam representar crescimento ou ameaça. 

Colha-se o que se plantar!  

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Golpe no Paraguay

Sobre o Golpe Branco no Paraguay já era esperada a reação pró-golpe de Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes. No entanto o sociólogo e geógrafo Demétrio Magnoli que normalmente se posiciona contra a esquerda não embarcou nessa. Segundo ele: “golpe parlamentar, vestido nos andrágios das leis de uma democracia oligarca. Nem mesmo essa lei típica da democracia oligárquica foi cumprida, pela velocidade como a coisa aconteceu”

Leia mais no Blog Terra Brasilis

Olhar - Sabedoria Celta


Que os teus olhos sejam
dois sóis olhando a luz
da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço,
onde tua alma dance na luz.
Que em cada passo teu fiquem marcas
luminosas de tua passagem em cada coração.
Que em cada amigo o teu coração faça festa,
que celebre o canto da amizade profunda,
que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço,
esteja sempre presente em teu coração
a lembrança de que tudo passa e se transforma,
quando a alma é grande e generosa.

Sabedoria Celta


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Decisão do vice: mais desgaste para a FPA

Por todas as bocas já se sabe que o candidato à vice-prefeito será mesmo o prof. Marcelo Siqueira(PT).

Todos já estão sabendo, menos o também professor Zequinha Lima (PCdoB). Um claro sinal de desrespeito a alguém que já contribui muito com a FPA no Juruá. Zequinha Lima já foi a única voz da FPA no legislativo municipal no início do mandato de Jorge Viana.  

A defenestração da candidatura veio de Rio Branco. Isto é certo. E por lá devem ter usado o argumento de um suposto "pedido de bloqueio dos seus bens protocolado pelo MPE, por conta de supostas irregularidades praticadas no mandato" (Do Blog do Crica)


Zequinha nega que haja qualquer pedido desta natureza. E parece mais do que óbvio também que a "notinha" tenha partido de dentro do PT, mais provavelmente, da capital, uma vez que a relação da direção do PT municipal com Zequinha Lima tem sido respeitosa.  


Zequinha Lima disse que não retiraria a candidatura. Recebeu o apoio explícito de cinco partidos da FPA, inclusive da direção do PV, partido de Henrique Afonso. 


No entanto, nada é decidido por aqui e ninguém quer assumir o ônus de se queimar com um setor importante da FPA.  Cada vez mais os métodos decisórios se assemelham com os de seus adversários.


O mal está em desprestigiar uma liderança sem mácula, com um futuro político e uma folha de serviços prestados bem maior do que muitos ex-adversários que por falta de alternativa são hoje apaniguados da cúpula.


Apesar do cenário favorável à Henrique Afonso, o desgaste pré-eleitoral, certamente trará consequências, sendo a pior delas, não a derrota nas urnas, mas uma vitória de Pirro, quando no meio da batalha já não se sabe mais porquê e PARA QUEM se está lutando.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Solstício de Inverno - Inti Raymi

Hoje é o dia 21 de Junho. Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e de Verão no Hemisfério Norte. É também o "Inti Raymi" que marca o ano novo no Tawantinsuyu. Um dia importante para todos em cima desta Terra, uma vez que é uma das quatro passagens do planeta durante o ano ao redor do Sol.




Feliz "Inti Raymi" para todos!

O Sol está passando pela janela do meio na Intiwatana. Leia mais no Blog Brasil-Peru em 2 Rodas