Diego Vieira*
Há exatos 407 anos, morria Guy Fawkes.
Fawkes foi um soldado católico que participou da "Conspiração da Pólvora”, um levante com o objetivo de explodir o Parlamento inglês utilizando trinta e seis barris de pólvora estocados sob o prédio durante uma sessão na qual estaria presente o rei e todos os parlamentares.
Os conspiradores avisaram seus aliados a manter distância do Parlamento no dia marcado. Porém, um dos avisos chegou aos ouvidos do rei, que ordenou uma revista no prédio. Assim acabaram encontrando Guy Fawkes guardando a pólvora.
Durante seu interrogatório, Fawkes permaneceu desafiante, se negando a fornecer informações. Quando lhe perguntaram o motivo de estar em posse de tanta pólvora, lhes respondeu que era "para explodir todos vocês desgraçados bêbados de scotch de volta para as montanhas sujas de onde vieram". Sua coragem acabou rendendo certa admiração do Rei James, que o descreveu como "um homem de resolução romana".
Essa admiração não evitou que o Rei ordenasse sua tortura "de maneira progressiva e planejada". Fawkes inicialmente resistiu aos tormentos e não forneceu informações além de declarar "que rezava todo dia a Deus para o avanço da fé Católica e a salvação de sua alma podre".
Contudo, após mais de uma semana de tortura, Fawkes cedeu e entregou o nome de oito conspiradores. Sua assinatura de confissão, que era pouco mais de um risco ilegível, é indicio do sofrimento ao qual foi submetido. Fawkes e os demais conspiradores foram condenados a serem estripados e esquartejados antes da morte por decapitação. Em um último ato de desafio antes de ser conduzido ao local de execução, Fawkes conseguiu se desvencilhar dos guardas e pular de uma escada, quebrando o pescoço e evitando assim a tortura. Seu corpo foi esquartejado e exposto publicamente junto com o dos outros conspiradores.
Até hoje o rei ou rainha comparece ao Parlamento apenas uma vez por ano para uma sessão especial, sendo mantida a tradição de se revistar os subterrâneos do prédio, antes da sessão. Na Inglaterra existe a tradição de celebrar no dia 5 de novembro a Noite das Fogueiras, onde bonecos com a imagem de Fawkes são desfilados na rua, despedaçados e por fim queimados.
Um verso tradicional foi criado em alusão à Conspiração da Pólvora:
"Lembrai, lembrai, o cinco de novembro
A pólvora, a traição e o ardil;
por isso não vejo porque esquecer;
uma traição de pólvora tao vil"
Frequentemente Fawkes é referido como o "o único homem que entrou no Parlamento com intenções honestas".
A graphic novel V de Vingança, com roteiro de Alan Moore e arte de David Lloyd, possui grandes influências da "Conspiração da Pólvora", onde um personagem que utiliza uma máscara inspirada no rosto de Fawkes tenta promover a revolução em uma Inglaterra fictícia. A estilizada máscara foi popularizada pelo filme homônimo, que transformou o rebelde em defensor da liberdade.
A "carreira" revolucionária da máscara foi iniciada por grupos de ativistas como o Anonymous, que a assumiram como "cara pública" em 2008. Esta máscara deu resposta à necessidade dos membros do grupo de proteger as suas identidades e, ao mesmo tempo, simbolizar a defesa pelos direitos individuais. Em centenas de protestos atualmente, milhares de pessoas têm envergado esta máscara nas manifestações contra a avidez dos bancos e das grandes empresas e a crise financeira mundial
Mas, ironicamente, a popularidade das máscaras (com 100 mil exemplares vendidos por ano em todo o mundo) gera sentimentos conflituosos aos ativistas mais radicais. A "face de Fawkes" é, desde o filme V de Vingança, propriedade da Time Warner, multinacional que é uma das 100 maiores empresas dos Estados Unidos, e cada máscara vendida acaba por pôr dinheiro nos cofres de uma empresa que simboliza justamente aquilo que os ativistas combatem.
* Diego Viera é filósofo e antropólogo da Universidade Federal do Ceará
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O homem que atravessou o rio Juruá com um “bolão” de barro
Dois amigos conversavam
- ... o seu primeiro
milagre foi transformar a água em vinho, disse o primeiro
- Bem, há um sentido
diferente nisto. Para os antigos, a vida do solteiro mudava da “água para o
vinho”, quando este se casava. Como se a vida de solteiro, fosse sem sabor, em relação
à vida de casado. Retrucou o segundo. E continuou, rindo: - mas o verdadeiro milagre é fazer com que a
vida de casado continuasse tendo o sabor de vinho depois de cinco ou sete anos,
ao invés de tornar-se azeda como o vinagre.
- ... E com apenas dois peixes e cinco pães, Ele alimentou uma
multidão. O que mais pode ser se não um milagre? Disse novamente o primeiro.
- Certa vez vi um
milagre. Vi um homem atravessar uma multidão pelo rio Juruá, usando apenas um
bolão de barro, disse mais uma vez o segundo. Quer saber como foi?
- Claro!
- O rio Juruá havia
subido muito e com isso, a balsa que faz a travessia em Rodrigues Alves estava
cerca de um metro e meio acima da rampa. Quando chegamos, havia uma fila com dezenas
de carros, ônibus e caminhões. Eles aguardavam que a máquina do Deracre
chegasse ao local para nivelar a rampa. Enquanto todos aguardavam confortavelmente
em seus bancos, aquele alemão de pele branca e cabelos loiros desceu do carro,
tomou em suas mãos um ‘bolão’ de barro, carregou-o até o local da rampa e
deitou-o no chão. Sua atitude à princípio parecera infantil, piegas até. Mas,
talvez por ser ‘gringo’ tenha ferido os brios dos cruzeirenses vê-lo
enfrentando o sol inclemente do Juruá, enquanto orgulhosos “filhos da terra” aguardavam
sentados na sombra. O resultado, foi que um a um foram também eles, pegando
seus “bolões”de barro, e posicionado-os debaixo da rampa da balsa. Vendo aquele
movimento, praticamente todas as pessoas em condições, juntaram-se ao trabalho,
formando uma imensa fila de pessoas. Com cerca de cinco minutos, alguém apareceu
com uma enxada, e logo em seguida, outro, com uma pá. Em pouco tempo, aquela
massa disforme de acomodados, converteu-se em uma eficiente equipe de trabalho.
Em quinze minutos, o barro alcançou a altura da rampa metálica da balsa, e os
carros, ônibus e caminhões puderam atravessar.
Já ouvi alguém dizer que existem aquelas
pessoas que acreditam em milagres, aquelas que não acreditam, e aquelas que
sabem enxergar verdadeiros milagres em tudo, talvez eu seja uma destas. Naquele
dia vi um milagre acontecer. Um milagre da iniciativa e da cooperação.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Para pastor batista, "Dia do Evangélico" foi "Tiro no pé"
Marcos Lopes
Uma das maiores aberrações religiosas veio à luz recentemente, quando a Assembléia Legislativa do Acre aprovou o Projeto de Lei n. 51/2003, de autoria do deputado Helder Paiva (PSDB), instituindo feriado estadual, a data de 23 de janeiro como o Dia do Evangélico. O que está por trás disso? É preciso raciocinar para entender que estamos vivendo um momento perigoso. Exponho a seguir alguns pontos relevantes de reflexão.
Em primeiro lugar, o referido Projeto de Lei cavado, obviamente, pela Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre), fere um princípio religioso perseguido duramente pelos evangélicos históricos, que é o da independência entre igreja e estado. Os evangélicos do Acre, criando, um novo feriado, estão de alguma maneira interferindo na vida do estado, fazendo uma imitação barata do Catolicismo Romano, que de maneira escancarada interfere na vida do estado brasileiro com seus inúmeros feriados, dando a nação brasileira um prejuízo de milhões. Feriado traz prejuízos mesmo. Os feriados católicos são completamente inconstitucionais (o mais inconstitucional deles é o de 12 de outubro, dia da “padroeira” do Brasil, uma herançazinha do período da ditadura militar), visto que o estado é laico e não tem religião. Esse feriado sem graça criado pelos evangélicos também o é. Que mau exemplo! A história nos ensina que quando a Igreja se une ao estado ela se torna um monstro nojento. Se não vejamos: foi assim quando a Igreja católica se uniu ao Império Romano; Foi assim quando a Igreja Luterana se uniu ao estado na Alemanha; foi assim quando a Igreja Presbiteriana se uniu ao estado na Escócia (dizem que também fez alianças com a maçonaria); foi assim quando os anglicanos unidos ao estado inglês mataram, perseguiram, prenderam e desterraram; foi assim quando a Igreja Ortodoxa tornou-se oficial na Grécia. Algumas dessas aberrações (uniões entre igrejas e estados) começaram com pequenas intenções e depois o monstro era gerado. A igreja aliada ao estado é uma das piores tragédias que um povo pode presenciar.
Em segundo lugar os evangélicos envolvidos na obtenção da aprovação do tal projeto, sem perceber, criaram uma grande complicação para a nação, para o estado do Acre e para si mesmos. Talvez isso não seja percebido facilmente em um futuro próximo. Porém, movimentos e tendências religiosas dentro da história são melhor avaliados uma geração depois do seu início. Que males e benefícios terão causado é um tema importante nessas avaliações. Mas no caso do feriado do Dia do Evangélico, alguns desses males já podem ser facilmente previstos. Por exemplo, se o evangélico pode ter o seu feriado, por que razão o Espírita também não pode? E o budista? E o umbandista? Ou seja, está aberta a temporada de criação de feriados religiosos. Como os evangélicos idealizadores do bendito feriado se sentirão quando as outras religiões quiserem os seus feriados também? Se trinta religiões entrarem com pedidos de feriados e eles forem aprovados, o estado fica com um mês menos. E os futuros governadores vão sancionar novas leis para novos feriados? E quando os evangélicos de outros estados quiserem imitar o Acre? Ele está delirando, alguns podem dizer. Porém, para que cada novo projeto de feriado seja feito, basta que a religião interessada tenha um deputado que a represente.
A situação toda precisa ser interpretada também dentro de um contexto político. Ultimamente, os políticos têm tido livre acesso a muitos púlpitos evangélicos e muitas igrejas têm escancaradamente apoiado candidatos em suas campanhas políticas. É bem verdade que isso tem ocorrido muito mais dentro do meio pentecostal, mais alguns pastores tradicionais também entraram nessa. Que vergonha! Alguém precisa dizer a todos esses que igreja não é palanque, muito menos curral eleitoral. Eu soube de um político famoso que subiu no púlpito de uma igreja pentecostal estando embriagado. O oportunista estava tão “chapado” que na hora de fazer os agradecimentos trocou o nome da igreja. Estou dizendo essas coisas porque essa idéia maluca foi levada a cabo por alguns políticos (político não dá ponto sem nó, e esse projetinho sem graça será cobrado por muitos anos) e pela Ameacre, que se viram no direito de representar a classe evangélica sem consultar a mesma com respeito a estarem ou não a favor de ter o seu nome em um feriado completamente inconstitucional. A propósito, a Ameacre não congrega todas as tendências evangélicas locais. Talvez não congregue nem a metade. É bem provável que a maioria não concordasse se soubesse do que realmente se trata. Mais proveitoso do que criar mais um feriado inconstitucional seria ter coragem para derrubar aqueles que já existem.Refiro-me aos feriados religiosos.
Quanto ao respaldo bíblico, nem de longe tal projeto encontra apoio das Sagradas Escrituras. Os cristãos, pelas suas próprias crenças, não estão aqui para serem homenageados em um feriado que leva o seu nome. O dia deles ainda não chegou. Quem lê o Novo Testamento, e é honesto nas suas convicções cristãs, não tem nem dificuldade em ver que o próprio Jesus não apoiaria esse projeto inoportuno. O pregador galileu das praias e o seu primo (João Batista) dos desertos compareceram aos palácios, mas para serem julgados pelas autoridades por terem denunciado alguns dos seus pecados. Não para estarem buscando favores delas.
Assim, conclamo em primeiro lugar aos meus irmãos que criaram esse feriado. Que se arrependam pela tentativa de serem homenageados pelos governantes terrenos, mas também àqueles que congregam nas mais variadas igrejas a não se iludirem e saírem por aí dizendo que esse projeto é uma bênção. Isso não é uma bêncão, isso é um tiro no pé! Por fim, conclamo a advogados políticos, promotores, pastores sensatos e a cidadãos conscientes que pelos meios legais encabecem um movimento para derrubar esse feriado monstruoso. Assim estarão fazendo um grande favor à nação, ao estado do Acre, aos evangélicos e à democracia. Vou orar para não vomitar. Perdoem-me a franqueza. Graças a Deus terei o prazer de dizer aos meus amigos, aos meus filhos e esposa, bem como a igreja que pastoreio, que fiz o meu dever. Que muitos outros possam fazer o seu!
*Marcos Lopes é pastor da Igreja Batista Memorial do Residencial Mariana em Rio Branco. O artigo foi publicado em 2007 na seção de opinião do jornal Página 20.
Uma das maiores aberrações religiosas veio à luz recentemente, quando a Assembléia Legislativa do Acre aprovou o Projeto de Lei n. 51/2003, de autoria do deputado Helder Paiva (PSDB), instituindo feriado estadual, a data de 23 de janeiro como o Dia do Evangélico. O que está por trás disso? É preciso raciocinar para entender que estamos vivendo um momento perigoso. Exponho a seguir alguns pontos relevantes de reflexão.
Em primeiro lugar, o referido Projeto de Lei cavado, obviamente, pela Associação dos Ministros Evangélicos do Acre (Ameacre), fere um princípio religioso perseguido duramente pelos evangélicos históricos, que é o da independência entre igreja e estado. Os evangélicos do Acre, criando, um novo feriado, estão de alguma maneira interferindo na vida do estado, fazendo uma imitação barata do Catolicismo Romano, que de maneira escancarada interfere na vida do estado brasileiro com seus inúmeros feriados, dando a nação brasileira um prejuízo de milhões. Feriado traz prejuízos mesmo. Os feriados católicos são completamente inconstitucionais (o mais inconstitucional deles é o de 12 de outubro, dia da “padroeira” do Brasil, uma herançazinha do período da ditadura militar), visto que o estado é laico e não tem religião. Esse feriado sem graça criado pelos evangélicos também o é. Que mau exemplo! A história nos ensina que quando a Igreja se une ao estado ela se torna um monstro nojento. Se não vejamos: foi assim quando a Igreja católica se uniu ao Império Romano; Foi assim quando a Igreja Luterana se uniu ao estado na Alemanha; foi assim quando a Igreja Presbiteriana se uniu ao estado na Escócia (dizem que também fez alianças com a maçonaria); foi assim quando os anglicanos unidos ao estado inglês mataram, perseguiram, prenderam e desterraram; foi assim quando a Igreja Ortodoxa tornou-se oficial na Grécia. Algumas dessas aberrações (uniões entre igrejas e estados) começaram com pequenas intenções e depois o monstro era gerado. A igreja aliada ao estado é uma das piores tragédias que um povo pode presenciar.
Em segundo lugar os evangélicos envolvidos na obtenção da aprovação do tal projeto, sem perceber, criaram uma grande complicação para a nação, para o estado do Acre e para si mesmos. Talvez isso não seja percebido facilmente em um futuro próximo. Porém, movimentos e tendências religiosas dentro da história são melhor avaliados uma geração depois do seu início. Que males e benefícios terão causado é um tema importante nessas avaliações. Mas no caso do feriado do Dia do Evangélico, alguns desses males já podem ser facilmente previstos. Por exemplo, se o evangélico pode ter o seu feriado, por que razão o Espírita também não pode? E o budista? E o umbandista? Ou seja, está aberta a temporada de criação de feriados religiosos. Como os evangélicos idealizadores do bendito feriado se sentirão quando as outras religiões quiserem os seus feriados também? Se trinta religiões entrarem com pedidos de feriados e eles forem aprovados, o estado fica com um mês menos. E os futuros governadores vão sancionar novas leis para novos feriados? E quando os evangélicos de outros estados quiserem imitar o Acre? Ele está delirando, alguns podem dizer. Porém, para que cada novo projeto de feriado seja feito, basta que a religião interessada tenha um deputado que a represente.
A situação toda precisa ser interpretada também dentro de um contexto político. Ultimamente, os políticos têm tido livre acesso a muitos púlpitos evangélicos e muitas igrejas têm escancaradamente apoiado candidatos em suas campanhas políticas. É bem verdade que isso tem ocorrido muito mais dentro do meio pentecostal, mais alguns pastores tradicionais também entraram nessa. Que vergonha! Alguém precisa dizer a todos esses que igreja não é palanque, muito menos curral eleitoral. Eu soube de um político famoso que subiu no púlpito de uma igreja pentecostal estando embriagado. O oportunista estava tão “chapado” que na hora de fazer os agradecimentos trocou o nome da igreja. Estou dizendo essas coisas porque essa idéia maluca foi levada a cabo por alguns políticos (político não dá ponto sem nó, e esse projetinho sem graça será cobrado por muitos anos) e pela Ameacre, que se viram no direito de representar a classe evangélica sem consultar a mesma com respeito a estarem ou não a favor de ter o seu nome em um feriado completamente inconstitucional. A propósito, a Ameacre não congrega todas as tendências evangélicas locais. Talvez não congregue nem a metade. É bem provável que a maioria não concordasse se soubesse do que realmente se trata. Mais proveitoso do que criar mais um feriado inconstitucional seria ter coragem para derrubar aqueles que já existem.Refiro-me aos feriados religiosos.
Quanto ao respaldo bíblico, nem de longe tal projeto encontra apoio das Sagradas Escrituras. Os cristãos, pelas suas próprias crenças, não estão aqui para serem homenageados em um feriado que leva o seu nome. O dia deles ainda não chegou. Quem lê o Novo Testamento, e é honesto nas suas convicções cristãs, não tem nem dificuldade em ver que o próprio Jesus não apoiaria esse projeto inoportuno. O pregador galileu das praias e o seu primo (João Batista) dos desertos compareceram aos palácios, mas para serem julgados pelas autoridades por terem denunciado alguns dos seus pecados. Não para estarem buscando favores delas.
Assim, conclamo em primeiro lugar aos meus irmãos que criaram esse feriado. Que se arrependam pela tentativa de serem homenageados pelos governantes terrenos, mas também àqueles que congregam nas mais variadas igrejas a não se iludirem e saírem por aí dizendo que esse projeto é uma bênção. Isso não é uma bêncão, isso é um tiro no pé! Por fim, conclamo a advogados políticos, promotores, pastores sensatos e a cidadãos conscientes que pelos meios legais encabecem um movimento para derrubar esse feriado monstruoso. Assim estarão fazendo um grande favor à nação, ao estado do Acre, aos evangélicos e à democracia. Vou orar para não vomitar. Perdoem-me a franqueza. Graças a Deus terei o prazer de dizer aos meus amigos, aos meus filhos e esposa, bem como a igreja que pastoreio, que fiz o meu dever. Que muitos outros possam fazer o seu!
*Marcos Lopes é pastor da Igreja Batista Memorial do Residencial Mariana em Rio Branco. O artigo foi publicado em 2007 na seção de opinião do jornal Página 20.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Apoiadores de Marina fazem ‘plebiscito’ por nome de partido
“SEMEAR”, “Gaia” e “Plural” estão entre as opções.
A enquete foi organizada a partir de sugestões de internautas e reúne 40 nomes para serem escolhidos até às 12h da segunda-feira (21).
Os nomes mais votados para a nova sigla, até a tarde de ontem, eram “Semear” (Sustentabilidade, Educação, Meio ambiente, Ética e Renovação) e Movimento Sustentabilidade e Cidadania, segundo Geraldo Oliveira, membro do movimento Nova Política, grupo responsável pela consulta online.
Apenas participantes registrados pelo grupo podem participar da votação.
Entre as outras opções estão nomes como “GAIA”, “Rede Verde”, “Plural”, “Partido da Terra” e “Brasil Vivo”.
A proposta do movimento é levar as três opções mais populares para a própria Marina bater o martelo, o que deverá acontecer em um encontro na terça-feira, em São Paulo. Na ocasião, Marina irá conversar com seus simpatizantes sobre como será o processo para criar a legenda.
A escolha do nome é o que falta para os marineiros irem às ruas colher as cerca de 500 mil assinaturas necessárias para criar o partido. Para viabilizar a candidatura em 2014, a sigla precisa ser criada até outubro deste ano, prazo exigido pela lei eleitoral.
O movimento de apoio à Marina surgiu em 2011, após ela deixar o PV. Um ano antes, ela conquistou quase 20 milhões de votos na disputa pela Presidência.
Apesar do engajamento de grande parte dos membros, o grupo de apoiadores foi criado com o propósito de ser multipartidário e, segundo alguns membros, continuará com suas atividades independentemente da nova sigla.
Fonte: Folha On Line
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
domingo, 13 de janeiro de 2013
O Mundo de Jabor
Paulo Nogueira
O MUNDO DE JABOR, a julgar pelos seus textos, é sombrio. Nele, o Brasil “está evoluindo em marcha à ré”, para usar uma expressão de uma coluna.
“Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça”, já escreveu ele.
Bem, vamos aos fatos. Primeiro, e acima de tudo, se não vivêssemos numa democracia plena os artigos de Jabor não seriam publicados e ele não teria vida tão tranquila para fazer palestras tão bem remuneradas em que expõe às pessoas seu universo gótico, em que brasileiros incríveis como ele devem se preparar para a guerra caso queiram a paz. Esta é outra expressão de um texto dele.
Comprar armas? Estocar comida? Construir um abrigo antibombas? Fazer um curso de guerrilha? Pedir subsídios para a CIA? Talvez um dia Jabor explique o que é se preparar para a guerra.
Quando sua mente viaja para fora é o mesmo apocalipse. Dias atrás, Jabor falou na tevê uma quantidade extraordinária de disparates sobre o caso Chávez. Se entendi, ele atribuiu a Chávez a existência de tanta pobreza na Venezuela. Jabor parecia exaltado, mas não de forma genuína. Era como se interpretasse o papel daquele velho tio do interior que ao chegar para uma visita se põe a falar interminavelmente sobre o iminente risco de bolchevização do Brasil e do mundo, e que você só acalma se colocar discretamente um frontal em seu uísque.
Pobres ouvintes.
Já escrevi muitas vezes que o Brasil sob Lula perdeu uma oportunidade de crescer a taxas chinesas. Já escrevi também que os avanços sociais nestes dez anos de PT, embora relevantes e inegáveis, poderiam e deveriam ter sido maiores. Mas somos hoje um país respeitado globalmente. Passamos muito bem pela crise financeira global que transtornou tantos países e deixou bancos enormes de joelhos.
Temos problemas para resolver? Claro. Corrupção é um deles? Sem dúvida. Mas entendamos: a rigor, onde existe política, a possibilidade de corrupção é enorme. No Brasil. Na China. Na França. Nos Estados Unidos. Na Inglaterra. Na Itália. Em todo lugar. Citei estes países apenas porque, recentemente, grandes escândalos sacudiram seu mundo político. Na admirada França, o ex-presidente Sarkozy é suspeito de ter recebido dinheiro irregularmente da dona da L’Oreal.
O problema na corrupção política é a falta de punição. Não me parece que seja o caso do Brasil. Antes, sim. No ditadura militar, a corrupção era muito menos falada, vigiada e punida.
O maior cuidado hoje é saber se não se está explorando o “mar de lama” da corrupção com finalidades cínicas e inconfessáveis, como aconteceu em 1954 e em 1964. O moralismo exacerbado costuma esconder vícios secretos.
A choradeira melodramática de Jabor não ajuda a causa que ele defende. Jabor representa a direita política. Para persuadir as pessoas de que suas idéias são corretas, são necessários argumentos melhores do que os que ele apresenta.
O primeiro ponto é que muito pouca gente acredita que o Brasil descrito por Jabor é o Brasil de verdade. Basta tirar os olhos de sua coluna e colocá-los na rua. A realidade é diferente. Há sol onde na prosa jaboriana parece só existir treva. Jabor se dá ares de dissidente cubano quando tem padrão de vida — e de liberdade — escandinavo.
Jabor parece estar preparado não para a guerra, mas para permanecer no papel enfadonho e ranzinza de mártir, de vítima impotente de um país que, se fosse tão ruim assim, ele já teria trocado por outro, como fez Paulo Francis. Esse papel pode ser bom para palestras. Segundo um site que agencia palestras, “o palestrante Arnaldo Jabor mostra-se extremamente habilidoso ao aliar citações eruditas a uma visão crítica da realidade brasileira”.
Mas a choradeira não é boa sequer para a própria causa que ele defende — uma economia à Ronald Reagan em que o mercado não tenha freios ou limitações. Para erguer esse universo, são necessários argumentos inteligentes — e não pragas como as usuais. “Malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma.”
Tenho a sensação de que os editores de Jabor no Estado e no Globo não conversam com ele sobre o que ele vai escrever. Acho que deveriam. Às vezes um simples “calma, está tudo bem” resolve. Uma conversa prévia seria útil para Jabor,a causa, o leitor e o debate.
Paulo Nogueira é jornalista e está vivendo em Londres. Foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo, diretor de redação da Exame, diretor superintendente de uma unidade de negócios da Editora Abril e diretor editorial da Editora Globo.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
"Xamanismo esta virando uma galinha de ovos de ouro", alerta Huni Kuin
Professor Tuwe Huni Kuin alerta: nem todos que se dizem pajés, de fato o são.
NEOSHAMANISMO INDIGENA
Gostaria de aproveitar esse meio de comunicação e compartilhar essa mensagem de uma maneira bem direta e objetivo, com todos vocês que acompanham as informação através dos meios de comunicao e das rede sociais espalhadas ao redor do mundo.
Em primeiro de tudo, gostaria de agradecer a Natureza que e a Nossa Mae Terra, por esta dando essa oportunidade de nos encontrarmos nessa jornada de vida pessoal, profissional, politica, institucional, cultural, espiritual e no mundo virtual.
Saudações aos amigos que me conhecem e para quem não me conhece, sou Tuwe Inu Bake, pertenço ao Povo Huni Kuin - Terra Indígena Kaxinawa do Rio Humaitá, localizado no Município de Tarauacá-Acre, Brasil. Sou filho da Liderança tradicional Vicente Sabóia. Sou Agente Agroflorestal, formado pela Comissão Pro-Indio do Acre - CPI/Acre. Sou também um cineasta indígena que atualmente estou trabalhando em um filme de longa metragem sobre os povos isolados. Sou uma jovem liderança do meu povo, me considero um embaixador, articulador e porta-voz do meu povo.
Desde 1999, estou dando continuidade no trabalho que meu pai inicio na época dos patrões seringalistas. Hoje meu velho Pai esta apenas nos orientando de como devemos proceder para guiar nosso povo e fazer articulação política dentro e fora da aldeia.
Nosso povo Huni Kuin conhecido também como Kaxinawa, e a população mais numeroso do estado do Acre, distribuídas em 12 T.Is por mais que e de um único povo mais quando muda de uma Terra para outra existem a suas diferenças muito grande na organização interna e externa em vários aspectos.
Dentro nosso contexto Histórico estamos vivendo em 05 momentos Diferentes ( Tempo da Maloca, correria, Cativeiro, direito e agora estamos vivendo no que e nosso) sobre tudo em um outro dilema totalmente diferente, muitas coisas foram boas mais muitas coisas foram ruim a parti do momento que passamos a ter contatos com o mundo Ocidental.
Atualmente, estou estudando Inglês na cidade de Nova York, na New York University - USA, fazendo Curso de Cinema e também fazendo articulação politica conseguindo parceria apoio para juntos podemos trabalhar em uma politica publica de uma forma coletiva e participativo para melhorar a qualidade de vida dos Povos Indígena e do Movimento social,
Desde muito jovem tenho acompanhado o trabalho dos velhos pajés de nosso povo. E um trabalho muito serio, porque eles dedicam toda uma vida de aprendizagem, uma vida dedicada a servir as pessoas e bendizer a comunidade... Os pajés são gente muito humilde, mais de muito conhecimento e poder espiritual. Nossos Yuxibus sãos pessoas que apesar de ter muito conhecimento, eles não se orgulham e nem se apresentam como grande conhecedores da nossa espiritualidade. Eles não precisam de reconhecimento, eles não precisam se pintar e usar cocares de mais 3 metros de altura e encher o pescoço de colares para dizer que são pajés... A própria natureza e nosso povo reconhece e respeita eles. Assim, os pajés levam a vida deles na floresta, são os verdadeiros guardiões do conhecimento ancestral de nosso povo.
Como jovem que prezo pela preservação e fortalecimento do conhecimento tradicional, vejo com muita tristeza que esse conhecimento que nos foi dado pelo grande criador desde os tempos imemorias aos nossos ancestrais através dos pajés, esta sendo vulgarizado pelos mais jovens que dizem serem pajés. Estão viajando o mundo enganando as pessoas. Esses jovens nao tem nenhum tipo de respeito com o conhecimento dos mais velhos, esses jovens se dizem ser pajés e saem viajando para encantar as pessoas com nossos cantos sagrados, fazem curas sem nunca ter aprendido como fazer uma cura. Sobre tudo se aproveita de uma oportunidade para ser engrandecer ou apenas se aparecer no meio de um publico que ainda tem muito que aprender sobre os povos Indígenas e sua Cultura.
A toda hora vimos anúncios de jovens Hunikui e de outros povos panos nas redes sociais como facebook e outros, anunciando cerimônias de curas. inventando cantos, inventando rezas e inventando rodas de curas.
Não culpo apenas os jovens, culpo também pessoas de ma fe que utilizam esses jovens também angariar fundos para uso próprio. Sendo manipulados por certas pessoas, misturando uma coisa com a outra como por exemplo; amizade, profissional, cultural, espiritual ate mesmo amizade mais intimos, isso esta sendo muito ruim, para nosso Povo.
Não existe nenhuma conexão com o pensamento coletivo da comunidade. Enquanto os verdadeiros pajés estão na aldeia, esses jovens viajam enganando as pessoas... Fico aqui me perguntando, e fácil enganar as pessoas deste jeito... Se alguém chegar na aldeia e se apresentar como ministro do Brasil, no mínimo eu vou me informar sobre de onde ele veio, quem e ele e o que ele veio fazer na minha aldeia, antes de convocar meu povo para ter uma reunião com ele.
E preciso ter muita cautela, pois manusear nossas bebida sagrada sem nenhum preparo, em vez de trazer paz e harmonia pode trazer muita coisa negativa.
O shamanismo virou uma maneira fácil de ganhar dinheiro, por isso a cada instante estão aparecendo pessoas saindo para viajar para o sul do pais em busca do dinheiro fácil. Muitas vezes saem da comunidade nem ninguém saber para onde vão, voltam com a bolsa de dinheiro e ficam semanas no município gastando o dinheiro ganho com a espiritualidade com cachaça, mulher e outras ilusões da vida do homem branco.. Bem controversial porque enquanto estão viajando, se apresentam como o índio espirituoso, o puro, quando voltam parar seus municípios não passam de pessoas inrresponsaveis sem compromisso com sua família, sua comunidade e seu povo.
Quero fazer uma alerta a estas pessoas que estão promocionando este tipo de coisa que vocês não estão ajudando a organizar nosso povo, vocês estão ajudando a desestruturar nossas comunidades.. Vocês estão contribuindo para jovens saírem de suas aldeia e não quererem mais retornar para continuar com a vida de aldeia.. Muitos deles viajam e ficam gastando todo o dinheiro no município e já recebem um outro convite para fazer outra viagem, muitos deles nunca mais retornam pra aldeia e ficam entre as viagens do sul do pais e os municípios de suas terras indígenas.
Isto tudo esta deixando a gente muito a desejar, não e um bom exemplo que estamos vivenciando, pois nos seremos os espelhos da futura geração, se comportamos assim que exemplos vamos ensinar para nossos filhos. Não queremos generalizar nosso ponto de vista, queremos apenas lançar um alerta de um problema que estamos vivendo. Assim, como existe pessoas não-indigenas inrresponsavel, também temos indígenas inrresponsaveis, que por conta deles, levamos a culpa de sermos `caboclos inrresponsabeis`. No meio de tudo isto, existe pessoas não indígenas honestas e serias que querem mesmo apoiar e ver a autonomia e qualidade de vida dos povos indígenas. Mais e preciso distinguir quem e serio e quem não e, quem tem sua postura, ética, maturidade, responsabilidade e compromisso, Pois se continuar como esta indo os povos indígenas vão perder sua moral e perder muitas oportunidades de apoio para suas comunidades.
Sabemos que tem muita gente querendo ajuda os povos Indígenas, e bem vindos todas as parcerias, apoio seja o que for, mais precisamos ter clareza de que forma podemos ajuda melhor de uma forma coletiva e participativa sobre tudo construtivo, porque caso ao contrario podemos atrapalhar ou prejudicar muito mais.
Estou falando isso nao querendo ser melhor do ninguém, porque nao sou, claro que cada um tem suas diferença e qualidades, nem tenho intenção de prejudicar ou atrapalhar e nem desfazer de ninguem,
Quem quiser acha ruim pode acha mais minha parte estou fazendo.
Com uma intençao de ajuda melhorar esse novo momentos que estamos vivendo da transformação, Autonomia, impoderamento e interculturalidades.
Nilson Saboia
Tuwe Huni Kuin
New York – 27.12.201
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Colégio adventista de Cuiabá ensina dilúvio em aula de história natural
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| Se já é grave o ensino de criacionismo em escolas denominacionais, o que se dirá em escola pública? |
No Colégio Adventista de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá (MT), o dilúvio é matéria de ensino não só nas aulas de religião, mas também nas de história, embora não haja qualquer indício científico de que tenha havido esse evento da natureza conforme está descrito na Bíblia.
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Para Toni, estudantes
"confirmaram' a crença
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O colégio informou que ministra aulas de criacionismo em conjunto com evolucionismo, admitindo, assim, que coloca os textos bíblicos no mesmo patamar de credibilidade da teoria do naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), autor do livro "A Origem das Espécies".
A nota procura dar ideia de isenção ao afirmar que, embora seja um estabelecimento adventista, não impõe aos alunos nenhuma crença religiosa. A maioria deles não é seguidora dessa religião.
O site do colégio afirma que “foi uma aula interessante” e que muitos alunos “confirmaram” a crença em um dilúvio universal.
Segundo a nota, o objetivo do professor, com a aula, foi permitir que os alunos desenvolvessem um censo crítico, comparando criacionismo com o evolucionismo a partir da formação dos fósseis.
No Facebook, alguns afirmaram que crianças de 10 anos ainda não têm senso crítico e que o colégio está fazendo é lavagem cerebral. Outros são de opinião de que o colégio tem o direito de ensinar o criacionismo sem qualquer restrição porque se trata de um estabelecimento religioso.
A ABC (Academia Brasileira de Ciência) afirmou estar indignada com a divulgação de “conceitos sem fundamentação” com se fossem da ciência. O Conselho de Educação do Mato Grosso, órgão ligado ao Ministério da Educação, vai avaliar se há distorções no ensino do colégio.
Com informação do Portal Terra e do site do colégio.
Extraído do Blog de Paulo Lopes
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Ancião Maia fala sobre o Calendário
"Os
antropólogos visitaram os locais do templo, leram as inscrições e inventaram
histórias sobre os Maias, mas não leram os sinais corretamente. É apenas a sua imaginação. Outras pessoas escrevem sobre a profecia em nome dos Maias. Dizem que o mundo vai acabar em dezembro de 2012. Os anciãos maias estão irritados com isso. O mundo não vai acabar. Será transformado "-. Carlos Barrios.
Carlos Barrios é ancião Maia e Ajq'ij (sacerdote e guia espiritual) do clã da águia que iniciou uma investigação sobre os diferentes calendários maias circulantes. Ele estudou com muitos professores e entrevistou cerca de 600 anciãos maias tradicionais a fim de ampliar o seu campo de conhecimento.Carlos descobriu depressa que haviam várias interpretações conflitantes de hieróglifos maias, petroglifos, Livros Sagrados "Chilam Balam" e antigos textos diferentes. De acordo com os Maias, atualmente estamos na era da transição que está ocorrendo entre o Mundo do Quarto Sol e o Mundo do Quinto Sol.
A compreensão dos calendários maias de tempo, estações e ciclos provou ser um trabalho grande e sofisticado. Os maias entendem 17 calendários diferentes, como o Tzolkin ou Cholq'ij, alguns deles traçando o tempo com precisão ao longo de um período de mais de dez milhões de anos.Os guardiões Maias do Tempo vêem ao dia 21 de dezembro de 2012 como uma data de renascimento, o início do Mundial do Quinto Sol. Será o início de uma nova era simbolizada pelo meridiano solar atravessando o equador galáctico e a Terra se alinhando com o centro da galáxia.
Astrônomos e Astrólogos
Ao nascer do sol em 21 de dezembro de 2012 pela a primeira vez em 26 mil anos o Sol nasce na intersecção do conjunto da Via Láctea e do plano da eclíptica. Esta cruz cósmica é considerado uma encarnação da Árvore Sagrada, A Árvore da Vida, uma árvore lembrado nas tradições de todo o mundo espiritual. A data especificada para o Solstício de Inverno no calendário no ano de 2012 não marca o fim do mundo, o que houve foi sensasionalismo por parte do brancos.
Os
que possuem o conhecimento são os anciãos indígenas, para quem estão confiadas a manutenção das tradições. O ancião maia que viveu em uma caverna,
isolado por anos veio recentemente para uma cerimônia maia
na Guatemala para falar sobre o desafio
de superar o lado escuro e deixar a luz emergir, de modo que no mundo
do Quinto Sol, haja unidade na humanidade e a polaridade seja superado de modo que o lado escuro não seja mais supremo.Em suas palavras, "Agora cada pessoa e grupo vai à sua própria maneira. O ancião das montanhas disse que há esperança, se as pessoas da luz puderem se unir de alguma forma. Vivemos em um mundo de polaridade - dia e noite, homem e mulher, positivo e negativo. Luz e trevas precisam um do outro. Eles são equilíbrio.""Só que agora o lado escuro é muito forte, e é muito objetivo sobre o que ele quer. Ele tem a sua visão e suas prioridades, e também a sua hierarquia. Eles estão trabalhando em muitos aspectos."
"No lado da luz todos pensam que são os mais importantes, que os seus próprios entendimentos, ou entendimentos de seu grupo, são a chave. Há uma diversidade de culturas e opiniões, sem que haja competição, difusão e nenhum foco único ".O ancião maia Carlos Barrios vai além: "Vivemos em um mundo de energia. Uma tarefa importante neste momento é de aprender a ver ou sentir a energia de todos e de tudo: pessoas, plantas, animais. Isto tornou-se cada vez mais importante à medida que se aproximam do Mundo do Quinto Sol, pois está associado com o quinto elemento o éter: onde a energia tece a vida. Vá para os lugares sagrados da Terra para rezar pela paz, e ter respeito pela Terra, que nos dá a nossa alimentação, vestuário e abrigo. Precisamos reativar a energia dos lugares sagrados. Este é o nosso trabalho."Ele disse que os anciãos abriram as portas para que outras raças pudessem vir ao mundo maia para reavivar e manter a tradição. "Os maias há muito tempo têm apreciado e respeitado outras cores, outras raças, e outros sistemas espirituais. Eles sabem que o destino do mundo maia está relacionado com o destino de todo o mundo. ""A maior sabedoria está na simplicidade. O amor, o respeito, a tolerância, a partilha, gratidão, perdão. Não é complexo ou elaborado. O conhecimento real é livre. É codificada em seu DNA. Tudo que você precisa está dentro de você. Grandes professores disseram isso desde o início. Encontre o seu coração, e você vai encontrar o seu caminho. "
Autor: Janhvi Johorey
Extraído do site White Wolf Pack
Carlos Barrios é ancião Maia e Ajq'ij (sacerdote e guia espiritual) do clã da águia que iniciou uma investigação sobre os diferentes calendários maias circulantes. Ele estudou com muitos professores e entrevistou cerca de 600 anciãos maias tradicionais a fim de ampliar o seu campo de conhecimento.Carlos descobriu depressa que haviam várias interpretações conflitantes de hieróglifos maias, petroglifos, Livros Sagrados "Chilam Balam" e antigos textos diferentes. De acordo com os Maias, atualmente estamos na era da transição que está ocorrendo entre o Mundo do Quarto Sol e o Mundo do Quinto Sol.
A compreensão dos calendários maias de tempo, estações e ciclos provou ser um trabalho grande e sofisticado. Os maias entendem 17 calendários diferentes, como o Tzolkin ou Cholq'ij, alguns deles traçando o tempo com precisão ao longo de um período de mais de dez milhões de anos.Os guardiões Maias do Tempo vêem ao dia 21 de dezembro de 2012 como uma data de renascimento, o início do Mundial do Quinto Sol. Será o início de uma nova era simbolizada pelo meridiano solar atravessando o equador galáctico e a Terra se alinhando com o centro da galáxia.
Astrônomos e Astrólogos
Ao nascer do sol em 21 de dezembro de 2012 pela a primeira vez em 26 mil anos o Sol nasce na intersecção do conjunto da Via Láctea e do plano da eclíptica. Esta cruz cósmica é considerado uma encarnação da Árvore Sagrada, A Árvore da Vida, uma árvore lembrado nas tradições de todo o mundo espiritual. A data especificada para o Solstício de Inverno no calendário no ano de 2012 não marca o fim do mundo, o que houve foi sensasionalismo por parte do brancos.
"No lado da luz todos pensam que são os mais importantes, que os seus próprios entendimentos, ou entendimentos de seu grupo, são a chave. Há uma diversidade de culturas e opiniões, sem que haja competição, difusão e nenhum foco único ".O ancião maia Carlos Barrios vai além: "Vivemos em um mundo de energia. Uma tarefa importante neste momento é de aprender a ver ou sentir a energia de todos e de tudo: pessoas, plantas, animais. Isto tornou-se cada vez mais importante à medida que se aproximam do Mundo do Quinto Sol, pois está associado com o quinto elemento o éter: onde a energia tece a vida. Vá para os lugares sagrados da Terra para rezar pela paz, e ter respeito pela Terra, que nos dá a nossa alimentação, vestuário e abrigo. Precisamos reativar a energia dos lugares sagrados. Este é o nosso trabalho."Ele disse que os anciãos abriram as portas para que outras raças pudessem vir ao mundo maia para reavivar e manter a tradição. "Os maias há muito tempo têm apreciado e respeitado outras cores, outras raças, e outros sistemas espirituais. Eles sabem que o destino do mundo maia está relacionado com o destino de todo o mundo. ""A maior sabedoria está na simplicidade. O amor, o respeito, a tolerância, a partilha, gratidão, perdão. Não é complexo ou elaborado. O conhecimento real é livre. É codificada em seu DNA. Tudo que você precisa está dentro de você. Grandes professores disseram isso desde o início. Encontre o seu coração, e você vai encontrar o seu caminho. "
Autor: Janhvi Johorey
Extraído do site White Wolf Pack
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Calendário Maia na realidade afirmava que a vida continuaria, dizem especialistas
Juízo Final? De jeito nenhum.
Neste mês de dezembro, nem todos estão preocupados em fazer planos para o novo ano nos EUA, especialmente as pessoas que pensam do fim do mundo vai chegar primeiro. Em vez de planejar viagens, estão estocando alimentos, planejando rotas de fuga, refinando e aprimorando habilidades de sobrevivência antes da suposta data em que o calendário Maia "termina": 21 de dezembro de 2012
Então, devemos todos estar se preparando para o apocalipse iminente? De acordo com os estudiosos, não.
Os antigos maias são citados normalmente como "os profetas do fim do mundo".
Um dos seus "grandes ciclos" supostamente termina agora. Mas os maias eram matemáticos brilhantes e criadores de um registro fantástico. Eles não têm apenas um calendário. Eles desenvolveram muitos tipos diferentes, incluindo um calendário cíclico solar e um espécie de "horóscopo" sagrado também.
Eles também mediram o tempo com algo conhecido como a Contagem Longa, que eram grandes ciclos de 5.000 anos.
Em algum lugar ao longo do caminho um boato se espalhou sobre o ciclo de grande corrente, indicando que termina em 21 de dezembro de 2012. Isso provocou a crença entre alguns que o último dos nossos dias estão sobre nós.
Renascimento
Não é a primeira vez que a possibilidade de apocalipse tem despertado a imaginação humana. Profecias do juízo final têm uma história rica, e os crentes tendem a ignorar a evidência científica de que os desmentem. Neste caso, os "profetas do apolipse e seus seguidores" deixaram de levar em conta os meandros de cronometragem Maia.
"Há apenas um monumento Maia que tem até a data de 2012 sobre ele", diz o estudioso dos Maias, Ricardo Agurcia, acrescentando que os "antecipadores do apocalipse" estão ignorando que de acordo com a sabedoria maia, quando termina um grande ciclo, outro começa.
"O calendário é sobre o renascimento, não sobre a morte."
Na verdade, os maias previram que o mundo seria certamente não iria acabar em 2012.
No início deste ano, arqueólogo da National Geographic William Saturno descobriu uma série de números pintados nas paredes em um complexo Maia na Guatemala. Os cálculos incluíram datas que vão muito para o futuro. "Os maias previram que o mundo antigo continuaria, que 7.000 anos a partir de agora, as coisas seriam exatamente como este", disse ele em um comunicado de imprensa.
"Continuamos à procura de evidências. Os maias estavam procurando uma garantia de que nada iria mudar. É uma mentalidade completamente diferente."
Extraído do site: Withe Wolf Pack
http://www.whitewolfpack.com/2012/12/maya-calendars-actually-predict-that.html
Neste mês de dezembro, nem todos estão preocupados em fazer planos para o novo ano nos EUA, especialmente as pessoas que pensam do fim do mundo vai chegar primeiro. Em vez de planejar viagens, estão estocando alimentos, planejando rotas de fuga, refinando e aprimorando habilidades de sobrevivência antes da suposta data em que o calendário Maia "termina": 21 de dezembro de 2012
Então, devemos todos estar se preparando para o apocalipse iminente? De acordo com os estudiosos, não.
Os antigos maias são citados normalmente como "os profetas do fim do mundo".
Um dos seus "grandes ciclos" supostamente termina agora. Mas os maias eram matemáticos brilhantes e criadores de um registro fantástico. Eles não têm apenas um calendário. Eles desenvolveram muitos tipos diferentes, incluindo um calendário cíclico solar e um espécie de "horóscopo" sagrado também.
Eles também mediram o tempo com algo conhecido como a Contagem Longa, que eram grandes ciclos de 5.000 anos.
Em algum lugar ao longo do caminho um boato se espalhou sobre o ciclo de grande corrente, indicando que termina em 21 de dezembro de 2012. Isso provocou a crença entre alguns que o último dos nossos dias estão sobre nós.
Renascimento
Não é a primeira vez que a possibilidade de apocalipse tem despertado a imaginação humana. Profecias do juízo final têm uma história rica, e os crentes tendem a ignorar a evidência científica de que os desmentem. Neste caso, os "profetas do apolipse e seus seguidores" deixaram de levar em conta os meandros de cronometragem Maia.
"Há apenas um monumento Maia que tem até a data de 2012 sobre ele", diz o estudioso dos Maias, Ricardo Agurcia, acrescentando que os "antecipadores do apocalipse" estão ignorando que de acordo com a sabedoria maia, quando termina um grande ciclo, outro começa.
"O calendário é sobre o renascimento, não sobre a morte."
Na verdade, os maias previram que o mundo seria certamente não iria acabar em 2012.
No início deste ano, arqueólogo da National Geographic William Saturno descobriu uma série de números pintados nas paredes em um complexo Maia na Guatemala. Os cálculos incluíram datas que vão muito para o futuro. "Os maias previram que o mundo antigo continuaria, que 7.000 anos a partir de agora, as coisas seriam exatamente como este", disse ele em um comunicado de imprensa.
"Continuamos à procura de evidências. Os maias estavam procurando uma garantia de que nada iria mudar. É uma mentalidade completamente diferente."
E se a ameaça vier do espaço exterior?
Isso deveria ser suficiente para acalmar as preocupações sobre cenários apocalípticos inspirados pelos maias.
Mas o que dizer de outros potenciais agentes de catástrofes em massa, como um "planeta assassino", capaz de alterar a polaridfade magnética do planeta?
Mas o que dizer de outros potenciais agentes de catástrofes em massa, como um "planeta assassino", capaz de alterar a polaridfade magnética do planeta?
Por essas possibilidades, a NASA pode lançar alguma luz. Em seu blog Pergunte a um astrobiólogo, o cientista espoacial da NBASA David Morrison tem respondido a cerca de 5.000 perguntas sobre o "apocalíptico 2012".
As pessoas querem saber sobre a existência de Nibiru, ou Planeta X, e se ele está vindo para destruir a Terra ou não. Outros informações sobre o alinhamento dos corpos celestes, deslocamento dos pólos magnéticos, e estourando de erupções solares. Em um vídeo do YouTube, Morrison disse, "Não há nenhuma ameaça para a Terra em 2012. Nibiru não existe. Existem forças especiais quando os planetas se alinham. Não se preocupe em 2012, e desfrute de 2013, quando ele vier."
As pessoas querem saber sobre a existência de Nibiru, ou Planeta X, e se ele está vindo para destruir a Terra ou não. Outros informações sobre o alinhamento dos corpos celestes, deslocamento dos pólos magnéticos, e estourando de erupções solares. Em um vídeo do YouTube, Morrison disse, "Não há nenhuma ameaça para a Terra em 2012. Nibiru não existe. Existem forças especiais quando os planetas se alinham. Não se preocupe em 2012, e desfrute de 2013, quando ele vier."
Apesar da enfático resposta profissional, a ansiedade sobre o nosso fim iminente persiste. De acordo com um artigo no New York Times, um sem-número de russos caíram sob o "feitiço apocalipse", pegando essencialmente abordagens como o 21 de dezembro. A história também cita apreensão no sul da França, onde campos de certas acreditar Bugarach montanha tem o poder de proteger em um cenário apocalíptico.
Nos Estados Unidos, os preparadores apocalípticos têm a ajuda de pessoas como Larry Hall, que está construindo no subsolo de luxo "condomínios de sobrevivência" no Kansas com sobras de silos de mísseis da era da Guerra Fria. "Só estou tentando ter um uma solução para quaisquer que sejam suas ameaças possam surgir .", disse o "apocalíptico".
Imagens:
1 - Fragmento nº ¨de Tortuguero, que supostamente prevê o fim do mundo para o dia 21 de dezembro
2 - Afresco em mural maia, que contradiz o dia 21 de dezembro como suposta data para o fim do mundo
Imagens:
1 - Fragmento nº ¨de Tortuguero, que supostamente prevê o fim do mundo para o dia 21 de dezembro
2 - Afresco em mural maia, que contradiz o dia 21 de dezembro como suposta data para o fim do mundo
Extraído do site: Withe Wolf Pack
http://www.whitewolfpack.com/2012/12/maya-calendars-actually-predict-that.html
“Imbróglio” político de Vagner Sales pode ter sido causado pro “barbeiragem” de sua assessoria jurídica, revela uma fonte
Segundo uma fonte interna da FPA, a ação aberta pela assessoria da coligação contra Vagner Sales somente teve início após uma ação movida pelos advogados de sua
própria coligação contra a FPA. Segundo a ação Vagner poderia ter sido considerado “ficha suja” nas eleições
deste ano,
A ação em questão foi movida pela assessoria jurídica de
Vagner Sales após a campanha eleitoral.
Segundo esta fonte o motivo teria sido irrisório: durante uma passeata promovida pela CIRETRAN, estudantes do ensino fundamental que participavam teriam inadvertidamente recolhidos bandeiras laranjas do “43”, e as carregado durante a passeata. Isto teria motivado os advogados do “15” a entrarem com um processo de “abuso de poder político”. É bom frisar: tudo isto ocorreu depois da campanha eleitoral.
Uma das consequências, segundo esta fonte, foi que ao tornar-se parte no processo, a FPA acabou tendo acesso a informações que até então estavam em segredo de justiça. Segundo a ação da FPA, este processo enquadraria Vagner Sales na lei da “Ficha Limpa” o que o impossibilitaria de concorrer as eleições legalmente.
Segundo esta fonte o motivo teria sido irrisório: durante uma passeata promovida pela CIRETRAN, estudantes do ensino fundamental que participavam teriam inadvertidamente recolhidos bandeiras laranjas do “43”, e as carregado durante a passeata. Isto teria motivado os advogados do “15” a entrarem com um processo de “abuso de poder político”. É bom frisar: tudo isto ocorreu depois da campanha eleitoral.
Uma das consequências, segundo esta fonte, foi que ao tornar-se parte no processo, a FPA acabou tendo acesso a informações que até então estavam em segredo de justiça. Segundo a ação da FPA, este processo enquadraria Vagner Sales na lei da “Ficha Limpa” o que o impossibilitaria de concorrer as eleições legalmente.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Ogunhê! A tecnologia como força arquetípica da natureza
Parte 2 - O Arquétipo da Tecnologia
Em uma das cenas mais famosas do cinema, o símio brande um pedaço de osso, logo após usá-lo como instrumento de dominação e supremacia.
Lançado ao alto, o osso se converte em uma estação espacial que harmoniosamente orbita o planeta Terra. Através da sequência, Stanley Kubrick buscou criar uma relação entre o primeiro instrumento utilizado pelo homem e a tecnologia que irá culminar, milênio depois, na conquista espacial.
Em 2001, uma Odisséia no Espaço, o autor levanta a suposição de que um objeto alienígena, um certo "monolito negro" teria sido o responsável por incutir no homem uma inteligência além do instinto animal, o diferenciando das demais espécies.
A ideia já havia sido explorada à exaustão por Erick Von Däniken em seu "Eram os Deuses Astronautas".
A noção de que a inteligência humana tenha origem em uma fonte externa não é nova. Ela aparece na maior parte das culturas do planeta que apontam os "deuses" como prováveis incentivadores da criação de técnicas e artefatos diferenciados. A metalurgia parece mesmo ter sido um presente roubado dos deuses, o legado de Prometeu. Arquétipo que repete-se com variações, em praticamente todas as culturas.
Na mitologia africana dos Orixás, Ogum representa este desejo arquetípico do homem por transformar a natureza a seu favor. O orixá da metalurgia e também da guerra é associado à tecnologia, e não se separa da natureza, mas é parte dela. Parte da natureza humana, mas também anterior ao próprio homem. Uma "emanação", como diria Dom Juan a Carlos Castañeda.
O uso de artefatos e a construção não são exclusivos da espécie humana. Símios, pássaros e mesmo insetos também o fazem e por vezes, em grau de excelência. Na verdade quanto mais se conhece a inteligência animal, mais é difícil estabelecer parâmetros que a diferenciem da inteligência humana. Somos apenas uma espécie nova.
Parece bizarro propor que o desejo pela transformação e pela tecnologia façam parte da natureza. Estamos acostumados a associar o termo "forças da natureza" aos aspectos mais brutais e descontrolados: furacões, terremotos, vulcões, vendavais e tsunamis.
No entanto, não pertencem também à mesma natureza, a fina e delicada teia que suporta o peso da aranha, o design inteligente das folhas que escoam a água, as sementes que voam como pequenos helicópteros para semear campos distantes, as penas que permitem os vôos dos pássaros?
Para um olhar apurado, a natureza é um imenso laboratório da mais alta tecnologia.
Dentro da cosmovisão dos Orixás, Ogum, o arquétipo do transformador, é o responsável por romper um certo estado de torpor em que vivia a humanidade em seus primórdios. A ele pertencem as ponta das flechas do caçador, mas também os instrumentos usados para a agricultura, os facões que abrem caminho na mata virgem, as espadas na guerra, os trilhos do trem, as rodovias e toda a tecnologia afinal, o que inclui as plataformas de petróleo em alto mar, a tecnologia digital da informação e as estações espaciais.
Ogum representa este desejo arquetípico e inato do ser humano e quem dirá talvez um desejo da própria natureza, expresso (também) no ser humano. No entanto, esta mesma cosmovisão mostra que mesmo Ogum precisa de limites, caso contrário sua força torna-se destruidora. Conta um mito que Nanã, o Orixá da Terra chorava, cansada da destruição causada por Ogum. Oxum então, Orixá dos rios e da beleza, sem que este perceba, adoça com mel a boca de Ogum. Este, encantado, passa a buscar o amor, e não mais a destruição.
Na cosmovisão dos Orixás, Ogum é o que abre, o que vai na frente, representa a coragem destemida de abrir os caminhos. Mas Ogum não se encerra em si mesmo, ele abre para que os outros Orixás se manifestem e suas divinas presenças sejam também reverenciadas: nas ondas do mar de Iemanjá, nas Florestas de Oxóssi, nas Montanhas de Xangô, e no Céu de Oxalá.
Talvez haja aí a sabedoria de que a tecnologia não é o fim em si mesmo, mas o desejo manifestado da própria natureza, para que ela seja percebida, e reverenciada, em toda a sua plenitude.
*A Imagem do "Ogum Digital" foi reproduzida do cartaz da peça "Ogum: Deus e Homem" encenado no Teatro da UFBA, em Salvador.
Em uma das cenas mais famosas do cinema, o símio brande um pedaço de osso, logo após usá-lo como instrumento de dominação e supremacia.
Lançado ao alto, o osso se converte em uma estação espacial que harmoniosamente orbita o planeta Terra. Através da sequência, Stanley Kubrick buscou criar uma relação entre o primeiro instrumento utilizado pelo homem e a tecnologia que irá culminar, milênio depois, na conquista espacial.
Em 2001, uma Odisséia no Espaço, o autor levanta a suposição de que um objeto alienígena, um certo "monolito negro" teria sido o responsável por incutir no homem uma inteligência além do instinto animal, o diferenciando das demais espécies.
A ideia já havia sido explorada à exaustão por Erick Von Däniken em seu "Eram os Deuses Astronautas".
A noção de que a inteligência humana tenha origem em uma fonte externa não é nova. Ela aparece na maior parte das culturas do planeta que apontam os "deuses" como prováveis incentivadores da criação de técnicas e artefatos diferenciados. A metalurgia parece mesmo ter sido um presente roubado dos deuses, o legado de Prometeu. Arquétipo que repete-se com variações, em praticamente todas as culturas.
Na mitologia africana dos Orixás, Ogum representa este desejo arquetípico do homem por transformar a natureza a seu favor. O orixá da metalurgia e também da guerra é associado à tecnologia, e não se separa da natureza, mas é parte dela. Parte da natureza humana, mas também anterior ao próprio homem. Uma "emanação", como diria Dom Juan a Carlos Castañeda.
O uso de artefatos e a construção não são exclusivos da espécie humana. Símios, pássaros e mesmo insetos também o fazem e por vezes, em grau de excelência. Na verdade quanto mais se conhece a inteligência animal, mais é difícil estabelecer parâmetros que a diferenciem da inteligência humana. Somos apenas uma espécie nova.
Parece bizarro propor que o desejo pela transformação e pela tecnologia façam parte da natureza. Estamos acostumados a associar o termo "forças da natureza" aos aspectos mais brutais e descontrolados: furacões, terremotos, vulcões, vendavais e tsunamis.
No entanto, não pertencem também à mesma natureza, a fina e delicada teia que suporta o peso da aranha, o design inteligente das folhas que escoam a água, as sementes que voam como pequenos helicópteros para semear campos distantes, as penas que permitem os vôos dos pássaros?
Para um olhar apurado, a natureza é um imenso laboratório da mais alta tecnologia.
Dentro da cosmovisão dos Orixás, Ogum, o arquétipo do transformador, é o responsável por romper um certo estado de torpor em que vivia a humanidade em seus primórdios. A ele pertencem as ponta das flechas do caçador, mas também os instrumentos usados para a agricultura, os facões que abrem caminho na mata virgem, as espadas na guerra, os trilhos do trem, as rodovias e toda a tecnologia afinal, o que inclui as plataformas de petróleo em alto mar, a tecnologia digital da informação e as estações espaciais.
Ogum representa este desejo arquetípico e inato do ser humano e quem dirá talvez um desejo da própria natureza, expresso (também) no ser humano. No entanto, esta mesma cosmovisão mostra que mesmo Ogum precisa de limites, caso contrário sua força torna-se destruidora. Conta um mito que Nanã, o Orixá da Terra chorava, cansada da destruição causada por Ogum. Oxum então, Orixá dos rios e da beleza, sem que este perceba, adoça com mel a boca de Ogum. Este, encantado, passa a buscar o amor, e não mais a destruição.
Na cosmovisão dos Orixás, Ogum é o que abre, o que vai na frente, representa a coragem destemida de abrir os caminhos. Mas Ogum não se encerra em si mesmo, ele abre para que os outros Orixás se manifestem e suas divinas presenças sejam também reverenciadas: nas ondas do mar de Iemanjá, nas Florestas de Oxóssi, nas Montanhas de Xangô, e no Céu de Oxalá.
Talvez haja aí a sabedoria de que a tecnologia não é o fim em si mesmo, mas o desejo manifestado da própria natureza, para que ela seja percebida, e reverenciada, em toda a sua plenitude.
*A Imagem do "Ogum Digital" foi reproduzida do cartaz da peça "Ogum: Deus e Homem" encenado no Teatro da UFBA, em Salvador.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Ogunhê! A tecnologia como força arquetípica da natureza
Parte 1- O Pensamento
Selvagem e Perspectivismo Ameríndio (para iniciantes)
A contraposição cultura x natureza é uma herança do
pensamento ocidental, marcado, sobretudo, pelo maniqueísmo. Na visão de um guru
brâmane, a religião cristã, auto-denominada “monoteísta” não passa de grosseiro
dualismo. A dualidade bem x mal, deus x diabo é inconcebível para o verdadeiro
monismo hindu.
O dualismo presente na visão judaico-cristã se expressa também
no pensamento ocidental: material x espiritual, cultura x natureza.
Particularmente, nesta postagem quero abordar este dualismo
específico: cultura x natureza.
O tema é recorrente e caro para diferentes gerações de
filósofos que buscaram interpretar a realidade a partir desta dicotomia. O “esquema”
complicou um pouco quando entrou em cena o nativo americano. É ele um selvagem?
Se ele é selvagem ele é bom ou mau por natureza? Tem ele uma alma? Tem ele um
pensamento?
A antropologia buscou responder a esta pergunta. Em “O
Pensamento Selvagem”, Claude Lévi-Strauss nos apresenta “o pensamento humano
em seu livre exercício, um exercício ainda não-domesticado em vista da obtenção
de um rendimento.” Eduardo
Viveiros de Castro
Talvez sua principal contribuição seja sua demonstrável
constatação de que os chamados selvagens não são atrasados, "menos
evoluídos", selvagens nem primitivos, apenas operam com o pensamento
mítico (magia), que em termos de operações mentais é comparável ao pensamento
científico. (Lévi-Strauss)
Eduardo Viveiros de Castro entra ainda mais profundamente no
pensamento mítico. Em seu “perspectivismo ameríndio”, Viveiros de Castro
postula que para o pensamento nativo, a oposição cultura x natureza não faz qualquer
sentido. Isto porque o comportamento típico de cada espécie é encarado como
sendo sua “cultura”. Os hábitos, por exemplo, de determinada espécie de macaco:
seus gritos guturais, suas relações de parentesco, suas atividades de coleta e
caça, são interpretadas como parte da “cultura do povo macaco”.
Partindo de outro viés, o da biologia, a Ecologia Comportamental
demonstra que no reino animal podem ser demonstrados comportamentos estratégicos
que transcendem a costumeira resposta padrão de que tudo não passa de “instinto”.
Na verdade, apenas mais uma tentativa de negar a existência de uma “inteligência
animal” e preservar os séculos de enganos a respeito deste tema do pensamento
ocidental. Sem inteligência, não há consciência, não há logos, não há alma.
Tampouco é um homem um animal ‘racional’. Pensadores mais
recentes tem procurado categorizá-lo como animal ‘simbólico’, o que equivale,
entre outras coisas, a dizer que são os símbolos, e não a razão, o principal
condutor do comportamento humano.
O perspectivismo ameríndio põe em cheque o postulado de que o
universo simbólico (linguagem, mito, religião,
arte) seja exclusivo do ser humano.
Este breve preâmbulo serve apenas para ilustrar a temática central desta
postagem que será abordada na sequência: a concepção de que na mitologia afro-brasileira, a tecnologia não
se opõe à natureza, mas é na verdade a realização de uma força arquetípica presente
na própria natureza.
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