quinta-feira, 8 de março de 2012

Mulheres perseguidas

Minha homenagem de hoje a algumas das muitas mulheres perseguidas ao longo da história:


AseráConsorte de Jeová. Foi "expurgada" da Bíblia após o cativeiro da babilônia quando os patriarcas hebreus decidiram que não havia espaço para uma divindade feminina. leia mais em A Bíblia .

Lilith

Primeira mulher de Adão. Segundo os patriarcas foi expulsa do paraíso por que queria "transar por cima". Leia mais em Lilith, a Deusa Escura(Você deixava?)

Hipátia de Alexandria

Ultima guardiã da Biblioteca de Alexandria e de todo o conhecimento da antiguidade. Uma das mulheres mais importantes para a ciência e a humanidade. Precursora da teoria elitiptica da órbita dos planetas. Foi cruelmente assassinada por uma turba de cristãos fanáticos sob as acusações de paganismo e bruxaria.
Leia mais em Hipatia de Alexandria


Bruxas

Na verdade eram em sua maioria, mulheres com algum tipo de conhecimento ou poder que ameaçasse o poder da igreja. Ou simplesmente mulheres quentes cujos homens puritanos da aldeia não davam conta do recado. Tanto católicos quanto protestantes queimaram supostas bruxas, como em Bruxas de Salem.

Três oitão

38 anos... Calibrado

quarta-feira, 7 de março de 2012

Depois da BR pronta Cruzeiro do Sul se descobre ... fluvial

O anúncio da criação de uma agência da capitania dos portos em Cruzeiro do Sul demonstra, entre outras coisas, o fato de que apesar da BR 364 já estar praticamente concluída, o interesse a a importância da navegação não diminuiram. Pelo contrário, há na verdade uma aposta de setores da classe empresarial cruzeirense de que com o crescimento da cidade a navegação também deve ser incrementada.

Marcos Venícios, presidente da Associação Comercial acredita que a navegação irá se reduzir em 20% do volume atual de carga, por conta da BR 364.Não fará mais sentido, transportar por via fluvial, por exemplo genêros alimentícios. São pelo menos 20 dias de dinheiro parado, o que gera custos finaceiros e operacionais que podem ser reduzidos com o transporte terrestres. Depois de pronta a BR, o tempo de viagem entrre Rio Branco e Cruzeiro do Sul poderá ser de 5 a 8 horas apenas.

No entanto, ítens como gás, combustíveis e material de construção continuarão a ser transportados, preferencialmente pelo rio Juruá. Com o crescimento da cidade é possível que também aumente a necessidade de balsas para o transporte fluvial.Além do transporte de mercadorias entre Manaus e Cruzeiro do Sul, a calha do rio Juruá e afluentes continua sendo a via de transporte para parte significativa da população e não há indícios de que esta importância venha a diminuir.

Significativo lembrar que esta é a primeira unidade da Marinha do Brasil no estado do Acre e a escolha de Cruzeiro do Sul, expõe as diferenças geograficas, históricas e humanas entre nossa região e Rio Branco.

Enquanto a capital rondonizada do Acre, se afoga nas águas Cruzeiro do Sul, navega.


Onde estava o Governo do Acre?

Apesar de o terreno para implantação da agência ter sido doado pelo Governo do Estado não deixa de ser tristemente significativa também a ausência de qualquer representante do governo do estado. Tivemos nesta terça-feira a presença do vice-almirante Antônio Carlos Frade, comandante do 9º Distrito Naval que responde pela navegação de todos os rios da Amazônia Ocidental (Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima). Um militar com status de secretário do Governo Federal, e não havia sequer um representante do governo para lhe dar as boas vindas.

Coisa feia!

Mas, não tem problema, Cruzeiro do Sul continuará escrevendo sua própria história. Ainda que os historiadores oficiais depois a tentem mudá-la de acordo com a vontade da capital (como estão tentando fazer em relação ao Movimento Autonomista), estará nos registros para quem se dignar a pesquisar.

A implantação da Capitania dos Portos em Cruzeiro do Sul, chega tarde, muito tarde, mas é uma aposta de que a navegação fluvial é e deverá continuará sendo, uma das principais vocações de nossa cidade.

terça-feira, 6 de março de 2012

Deracre não cumpre promessa feita a comerciantes de Cruzeiro do Sul


Alguns comerciantes da cidade já estão se queixando de que o DERACRE não está cumprindo a promessa de que seria construído um acampamento para o transbordo de mercadorias no trecho em que é permitido apenas o tráfego de caminhões de no máximo sete toneladas.

Segundo empresários, isto tem tornado ainda mais difícil o trabalho os estivadores que são obrigados a enfrentar o trabalho pesado debaixo de sol e chuva.

Além disso, houve ainda a promessa de que o trecho com limitação de carga seria apenas nos 33 quilômetros de asfaltamento provisório, depois que as empresas ETAN e Colorado concluíssem o trecho entre Manoel Urbano e o rio Jurupari. No entanto, mesmo depois de concluído o trecho, a barreira permanece em Manoel Urbano.

Marcos Venícios, presidente da Associação Comercial do Alto Juruá disse que já foi feito o contato com o diretor-presidente do DERACRE Marcos Alexandre e que o mesmo afirmou não poder reunir-se com a categoria neste momento, em virtude dos trabalhos de limpeza de rio Branco.

Marcos, no entanto pondera que o excesso de carga pode de fato, danificar o asfalto e que poderia em dois meses, tornar o trecho intrafegável.

“Apesar das limitações de carga, pela primeira vez estamos podendo usar transporte terrestre neste época do ano e os preços das mercadorias estão de fato mais baixas em Cruzeiro do Sul. Ainda assim era importante que o DERACRE se reunisse com os comerciantes para explicar por que esta promessa não foi cumprida”.

Náuas elege novo presidente

Os sócios do Náuas Futebol Clube elegeram na noite desta segunda-feira o seu novo presidente.

Zacarias Lopes assume agora a difícil tarefa de tornar o time competitivo e assumir um lugar na série D do Campeonato.

O novo presidente conta que conseguiu um empréstimo de 120 mil reais para o inicio das atividades do Náuas nesta temporada “os salários e obrigações do clube estão todos em dia”.

O primeiro jogo do Náuas desta temporada será contra o Juventus na Arena da Floresta em Rio Branco no dia 15 deste mês. No dia 18, o “Cacique do Juruá” enfrenta o Atlético Acreano na Arena do Juruá, em Cruzeiro do Sul.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Carta de Perpétua Almeida dirigida à população de Rio Branco

"Ao meu povo de Rio Branco"

Eu não me considero uma profissional na política. Só sei fazer política de forma apaixonada, com toda a minha alma, a minha alegria, a minha disposição.
Ainda na juventude vi no PCdoB um lugar onde eu poderia depositar meus sonhos, minha esperança na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A minha história de vida, nascida numa família de quinze irmãos, nos seringais de Porto Walter, me deu a sensibilidade de perceber as angústias que afetam os que têm menos, os que vivem à margem, os que não têm quase nada.
Sempre fiz política com muita dedicação e firmeza. Não tenho medo de enfrentar debates, de enfrentar os assuntos mais polêmicos. Quem me conhece sabe que não me escondo atrás de mandato ou de ninguém, não busco negociatas. Acredito que a nossa vida é um exercício diário de sinceridade e verdade com nós mesmos. Aprendi com meus pais a ter posição na vida, a ter lado.
Milito há vinte anos na Frente Popular porque acredito que é um movimento originado de um desejo do povo, um movimento que se iniciou de partidos pequenos, de pequenas estruturas e sonhos e ideais gigantes. Mas que hoje precisa corrigir seu jeito de ouvir o povo. Nunca encarei a política como uma carreira. E nem concordo com quem a usa para realização de projetos pessoais. E as pessoas me conhecem. Tudo que faço, procuro fazer da melhor maneira possível.

Faço sem medir esforços e energia. E o que me encanta, fascina e inspira é os mandatos que tenho recebido do povo é a possibilidade de ajudar a criar condições melhores na vida para as pessoas. É a capacidade de unir-se em torno de um objetivo comum, em torno de um sonho. Dizem que na política é necessário ser racional, pragmático, mas eu não abro mão, por nada, de ser eu mesma. De ser verdadeira, espontânea e agir de forma clara e sem rodeios. Às vezes, me pergunto quanto ainda tenho da sindicalista que fui. Será que esse meu jeito de fazer política é o problema? Será que ter posições, agir de forma firme e apaixonada limita caminhos? E continuo a me perguntar: será que, realmente, há espaço para, nós, mulheres, nesse mundo da política tão dominado por homens? Lembro que algumas até já desistiram.
Nesses últimos meses ao sair nas ruas de Rio Branco tenho recebido as mais honradas e sinceras demonstrações de respeito pela minha trajetória política. Desconfio que os institutos de pesquisa não conseguem abarcar isso. As pessoas são carinhosas, gentis nos comentários, elogiando o nosso mandato de Deputada Federal e dizendo que eu deveria ser candidata a prefeita de Rio Branco. Foram tantas as insistências, gritos e animação nas ruas.

Por onde passava a abordagem era sempre a mesma: “minha prefeita! Tô com você”. Eu levei esse processo todo muito a sério. Eu, sinceramente, apostei na possibilidade de ser a candidata à prefeita de Rio Branco pela Frente Popular porque acreditei que a minha história de dedicação e militância fosse pesar na hora da decisão. Esperei um gesto de lideranças importantes do PT, que eu sempre disse presente, quando fui chamada na hora de defendê-los e elegê-los. Pensei, sinceramente, que o fato de o nosso país ter, pela a primeira vez na história, uma presidente mulher, seria levado em consideração também na hora de decidir. Mas o fato é que ainda não existem espaços reais para as mulheres na política. As que conseguem chegar é com muita luta.
E é claro que isso tudo me deixa triste. Até chorei com a decisão que a Frente Popular tomou. Mas não posso me abater. Não fui ensinada a correr da luta. Na política prendi a reconhecer resultados, mesmo os que não me são favoráveis.
8 de março se aproxima, é válido refletirmos mais esse significado ao invés de fazermos homenagens plastificadas.
Para honrar minha personalidade e os que em mim acreditam, eu vou continuar lutando.
As eleições estão próximas, a vida continua sendo vivida. Mas compartilho uma pergunta que me vem com a mesma frequência que meu coração pulsa: é isso mesmo? E se a Frente tivesse tido a capacidade de ouvir a militância dos seus partidos, essa seria a decisão?
Portanto, companheiros, não há recuo, não há temor e tampouco haverá quedas. O PCdoB faz parte da minha vida. A altivez se faz necessária nos momentos mais delicados e é com essa altivez que seguirei.
Esse momento só me dá mais força interior para continuar acreditando. E eu acredito que ninguém consegue mudar o curso de um rio.
E mais uma vez agradeço a todos que apostaram e acreditaram. Eu também acreditei.

Perpetua Almeida
Deputada federal (PCdoB)

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Meus comentários:

- O Acre todo assiste ao esfacelamento de um projeto político que um dia foi coletivo, para transformar-se apenas em um projeto de poder individual, familiar ou oligárquico. FPA não existe, nem mesmo pode-se dizer que seja um projeto do PT, o que existe de fato é o Vianismo que aplica com seus aliados, de modo cada vez mais grosseiro a velha dita: "o meu é meu, e o teu é nosso"
Não me sinto nem à vontade e muito menos com qualquer obrigação, enquanto militante da FPA de defender um projeto político mesquinho que é cada vez mais semelhante ao das aristocracias nordestinas, com o da família Sarney no Maranhão ou da dinastia ACM na Bahia.

domingo, 4 de março de 2012

Dançarino nas teias da realidade III


Ato III – Nissum

Calquei meus pés na enlameada Vila São Vicente. Estava frio, chuvoso e escurecia rapidamente.

Tomei um café para espantar o frio.

Não havia luz na comunidade porque uma árvore havia caído nos fios de transmissão.

Sem TV, a única luz era uma pequena lanterna de emergência em cima do balcão que iluminava um exemplar de um jornal local, a Tribuna do Juruá.

Como não havia mais nada para fazer, comecei a ler, desinteressadamente, folheando suas páginas.

As notícias não podiam ser piores: agressões violentas, tráfico de drogas e corrupção. Uma notícia em especial me chamou a atenção:

Um jovem de aproximadamente 23 anos, apaixonado por uma garota de 15, matou-a a facadas quando soube que a família dela era contra o relacionamento.

Ainda sentia em mim, o sopro sagrado do último vê kuxi, que me pôs de pé de novo como guerreiro armado apenas de esperança.

Senti neste momento um calafrio, uma tontura como se de repente, tivesse sido tomado de assalto pela loucura deste mundo. É o que os yawanawá denominam nissum uma espécie de tonteira, loucura, ou qualquer tipo de desequilíbrio mental.

Trinquei os dentes e vi o mundo rodar. Máquinas destruindo a tudo, para satisfazer aos nossos desejos. Crimes acontecendo por pura falta de conhecimento e sobretudo, de amor.

Como nos faltam os horizontes do amor. Eles são capazes de dar cor à vida nos momentos mais difíceis. Mas cresce a cada dia o apelo incessante da loucura deste mundo, como uma prece, um mantra que não para de se auto-entoar.

Vi quão caótica é a realidade e que a aparente normalidade é tão somente um acordo, um contrato entre demências parelhas.

Vi que toda doutrina, do cristão ao comunista, é tão somente uma luz, para que não se percam as esperanças no caótico em que fomos lançados. Quem faz o bem ao outro, faz na verdade muito mais a si mesmo, pois garante manter viva a esperança e a sanidade do pensamento.Quem luta pelo outro, luta na verdade por si mesmo, para manter a mente sadia, em meio à tanta loucura.

Perturbado com o nissum, fui deitar, atado tão somente à esperança, aquela estrela que eu vi brilhar.

Dançarino nas Teias da Realidade II


Dançarino nas teias da realidade I

Dançarino nas teias da realidade



Houve algum problema na primeira postagem da série, por esta razão a estou republicando.

Ato I - Kêne

Estou na aldeia Nova Esperança no Alto Rio Gregório. Encontro com meu velho pajé Yawá.

- E aí, meu amigo, quanto tempo !

- Pois é Yawá, quase dois anos!

- E qual é a novidade?

- A novidade é que eu me separei.

- Graças a Deus! Diz ele, erguendo as mãos aos céus.

Neste momento eu penso que ou ele não entendeu o que eu disse, ou em sua sabedoria de Pajé, achou melhor que fosse assim.

- Eu também me separei. Minha mulher era querendo mandar em mim o tempo todo... eu sou marido dela, não sou filho...

É, ele entendeu mesmo.

***

Estamos reunidos à noite para a rodada de Uni (ayahuasca).

Tomo a minha dose, encostado na parede vejo o poço fundo em que minha alma se meteu. Escuridão. Vontade de desistir de tudo, ou pelo menos, de esperar a força baixar, tomar um copo de leite e ir dormir. Afinal quem é que precisa do mundo espiritual para viver?

Havia um peso sobre minhas costas. Em meu coração, um desejo de afundar de novo na angústia, na solidão, no medo, ansiedade e depressão. Velhos conhecidos. Poderia dormir e acordar com eles. Sem graça, nem mistério. Seguro apenas de que seguindo com eles veria sempre as mesmas paisagens. Mesmo no fundo daquele poço, contemplei de longe uma figura. Não sei se era um anjo com suas asas abertas ou um índio com o seu cocar. Sua presença emanava paz e alegria, força e jovialidade. Eu queria estar na sua presença.

Lembro-me das palavras de Yawá durante o samakei.

- Você pede assim: -Estrela que eu te vi um dia, me dá aquela esperança.

E foi assim, reconhecendo em mim não o herói que atravessa montanhas de motocicleta, nem o santo que aspira à perfeição, mas tão somente ao homem que deseja ser feliz, que a vi novamente: a estrela.

Os olhos de shavorã estavam de novo sobre mim, como sempre estiveram . Só aguardando que eu erguesse minha face para contemplá-los novamente.

Fui subindo e de repente aquele peso todo havia ficado para trás. Estava diante do anjo, ou índio que cantava sem parar. De sua boca jorravam kenês que tomavam forma e cor e preenchiam o espaço do lugar.

Os primeiros kenês desceram como folhas de outono ao sabor do vento. Eram vermelhos, laranjas e amarelos. Forraram o chão onde estavam os nossos pés.

Depois vieram outros que nasciam de cima para baixo, como penas multicoloridas formando conjuntos brilhantes e vivos sobre nossas cabeças. Eram amarelos, verdes e azuis.

Em seguida vieram as jibóias, dançando como ás águas dos rios e destes, desdobravam-se outros kenês que saíam de suas bocas como ideogramas. Eram verde-escuros, beges, negros e marrons.

Por último, desenrolaram-se por todo o ambiente Kenês que eram brancos, prata e vermelhos. Lembravam linotipos de uma gráfica que silenciosamente, imprimia no próprio ar pergaminhos que se desenrolavam sobre nós em uma velocidade estonteante. Foi como se toda a Biblioteca de Alexandria ganhasse vida e todos os seus papiros resolvessem abrir-se diante de nós.

Neste momento, vi que neste caminho, a humildade não é um enfeite que se ostenta a fim se demonstrar humanidade, mas artigo indispensável no kit de sobrevivência na selva do conhecimento.

***

* Dançarinos das Teias da Realidade é um pequeno ensaio em quatro atos, da qual o presente ato é o primeiro.

Ilustrações: 1- Arte em cestaria indígena traduz o conceito proposto pelo filósofo Immanuel Kant de que a geometria é inata ao ser humana. Hhipótese comprovada a partir de estudos antropológicos com crianças do povo Munducuru na Amazônia Brasileira .

2-Desenho do artista plástico e xamã ayahuasqueiro pucalpino Pablo Amaringo. Extraído de texto do escritor e deputado estadual Moisés Diniz (PCdoB), em resposta ao artigo difamatório produzido pela revista Veja por ocasião da morte do cartunista Glauco Vilas Boas.

3- Pintura de Loyver Yui López, 2007. Citado no artigo "Beleza" da antropóloga Luiza Belaunde, também sobre o significado do Kenê.

Os Intolerantes - Alabê de Jerusalém


"Ah, meu Deus! Assisto com muita tristeza a pena fria da aspereza dilacerando a beleza de uma linda sinfonia. A aguarrás de juizes, ciumentos inflexíveis, descolorindo as matizes de uma linda pintura, só porque não gostam da assinatura?"

"Enquanto muitas nações, governos e religiões ensaiam a dança da guerra, na verdade a bola azul quase nunca foi amada... é sempre penalizada tem um trabalho enorme, dedicação e talento pra preparar a mistura, juntar os elementos dar forma às criaturas que depois de parida, desconhece a matriarca e ainda dizem mal agradecida, que a carne é fraca. E quando planeta gera um avatar, um iluminado, assim como o nazareno, tem logo quem se apresenta com o conhecimento profundo e diz: "num é desse mundo, só pode ser extraterreno". É difícil entender por que até hoje, o homem cospe no prato que come."

"A intolerância é a mais triste das doenças"

"Até as religiões, guardiãs da luz celeste abandonam seus archotes, para empunhar cacetetes"

“Judith, meus os olhos encheram d’ água para apagar essa chama da intolerância insana que com soberba e com frieza, nos homens coloca venda para que não veja a beleza das diferenças entre nós.”

***

Acho que até hoje, é a mensagem mais linda que já ouvi. Vale a pena ouvir, seja qual for a sua religião.

Clique aqui para assitir ao vídeo.

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A obra Alabê de Jerusalém é de autoria de Altay Veloso. É uma ópera em que conta a historia do negro Ogundana que viaja a Jerusalém no tempod e Jesus e se apaixona pela hebréia Judith.

“O Alabê de Jerusalém” tem tido, com unanimidade, o honroso apoio de todos os setores da comunidade artística brasileira, das instituições que trabalham para a efetiva inclusão social daqueles a quem, historicamente, tem sido negada uma participação digna na vida do país e por conta do seu conteúdo, que busca o mais profundo sentimento de amor, respeito e tolerância entre as diferentes culturas, tem recebido um afetuoso abraço de entidades como a Unesco “Além de ser uma celebração cultural de alto nível, se propõe a emocionar e provocar uma reflexão sobre os temas da tolerância e da convivência pacífica entre as diferentes crenças e raças...”. Esta obra levou mais de 20 anos de pesquisa, inclusive com viagens a Jerusalém, à Nigéria, a Angola e à Bahia[1]. "(Wikipédia)


Zé Serra não sabe o nome do país em que vive



Mais uma do decadente Zé Serra:

"- o nome do Brasil é : Estados Unidos do Brasil"

É imediatamente corrigido por Boris Casoy:

"- não, não é o nome do Brasil"

Pergunta perpelexo:

"-Mudou?"

Clique aqui para assitir ao vídeo

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Depois o Lula é que é o analfabeto!

sábado, 3 de março de 2012

Mau atendimento hospitalar


Meu amigo foi internado. A suspeita inicial era de uma infecção intestinal. Procurou o PS de Rio Branco (HUERB- unidade de saúde do estado). Foi atendido e medicado. Voltou para casa e teve uma piora significativa. Emagreceu visivelmente. Buscou novamente o SUS e desta vez o médico pediu que suspebndesse o tratamento. Seu problema era outro: infecção urinária. foi medicado como infecção urinária e voltou a piorar. acabou sendo internado no HUERB.

Fui visitá-lo na unidade. Com apenas 32 anos, forte e bem disposto, assustei-me ao ver um rascunho do que havia sido há apenas 15 dias atrás.

Observei a tudo. A recepção da unidade estava lotada, mas o atendimento, naquela ocasião, foi rápido. Toda estrutura da unidade era nova e em bom estado. O chão estava limpoe havia uma TV para quem estava na recepção.

As recepcionistas atenderam rapidamente, demonstraram-se atenciosas e eficicientes em me indicar o local onde estava meu amigo.

-Ele está na Observação Adulto

E me deram as indicações.

Fui até om local indicado, onde havia uma nova recepção. Uma das recepcionistas acompanhou-me até o seu leito. Era momento de visita e a sala estava lotada. O técnico em enfermagem passava entre os leitos, cumprindo a sua rotina.

- mas Juliano, o que você tem mesmo?

- Eu não sei, eles não me dizem. Peraí que eu vou perguntar para a médica.

- Dra. eu estou sentindo dores abdominais, eu não sei o que eu tenho...

Sem tirar os olhos do papel, a médica desconversa:

- Você já está sendo medicado. Não pode ter alta...

- Disso eu já tenho plena consciência... eu só queria saber o que eu tenho!

Sem responder, como se a pergunta fosse uma ofensa, ela volta os olhos ao palpel, e ignora o ser humano que está alí na sua frente.

Minutos depois, uma paciente se joga no chão e diz:

- Eu não agüento mais, me tirem daqui... eu trabalho na Câmara de Capixaba e toda vez que om governo tem alguma tividade lá, eu atendo todo mundo com educação, por que aqui é assim meu Deus!

Quem a acude é justamente o técnico em enfermagem e a recepcionista que por acaso estava no local. A médica, não se dignou a levantar os olhos dos papéis.

***

Não poderia cair no discurso fácil de condenar o governo pela situação. Um olhar acurado é capaz de ver os investimentos que vem sendo feito na saúde. Estrutura, equipamento, treinamento de pessoal.

A única referência que tenho de hospitais públicos fora do Estado do Acre é em São Paulo, especialmente um unidade hospitalar pediátrica e o Hospital de Heliópolis, onde fiquei cerca de 10 dias como acompanhente de um paciente cruzeirense. Nas duas unidades, as filas eram muito maiores, a estrutura era mais velha e a higiene perdia de longe para as unidades do Acre.

O que faz então a gente ter a impressão de estar entrando numa espécie de "sheol" toda vez que se entra em uma unidade de saúde pública?

Neste caso específico, ficou evidente que de todos os elos da corrente que ligam o paciente ao sistema público de saúde, o que não funciona direito é justamente o mais importante: o médico.

Por maior competência técnica que estes profissionais possam adquirir ao longo de suas carreiras, uma atitude negligente diante de um paciente que não sabe qual é o seu problema, compromete todo o sistema.

Não dá para isentar o governo de sua responsabilidade. Existe uma hierarquia e quem está no topo dela, é o governador do estado. Mas também não é possível para tratar o assunto com leviandade.

Aquetsão é que temos uma categoria que se coloca acima do bem e do mal. Que é investigada unicamente pelos seus pares e que reserva para si um direito básico do ser humano, que é o direito à saúde.

A secretária de saúde Sueli Melo, teve de enfrentar a fúria dos médicos por dizer que muitos são mercenários e que o juramento de hipócrates é relativizado pela categoria.

Assista ao vídeo e tire suas próprias conclusões.

Eles ficaram revoltados, fizeram protestos, mas faça uma enquete entre a população e a impressão será a mesma: uma classe privilegida, com altos salários e que na hora em que a população realmente precisa, lhes dá as costas.

Em pauta também está a discução do PL do Ato Médico que concentra ainda mais poder na classe médica, diminuindo as funções dos demais profissionais de saúde. Clique aqui para saber mais.

No texto: "Müraiá: Médicos da Floresta (2)" conto uma história pessoal de um médico do SUS que diante de uma criança com dores e paralisia parcial nas pernas teve a desfaçatez de dizer:

- Não posso fazer nada!

Minha vontade foi dizer para ele : "- então seu vagabundo, sai desta cadeira que eu faço melhor". Mas ainda tive a paciência:

- Mas o sr. não pode ao menos dar uma olhada?

Sem sair de sua cadeira, olhando por cima da mesa ele disse:

-é, parece normal

Fiz uma massagem nas pernas da criança e resolvi o problema que o médico do SUS não se dignou nem sequer a olhar. Desde então tenho procurado ao máximo conhecer aquilo que a natureza pode nos oferecer para nossa saúde e depender o mínimo possível da medicina ocidental, em especial da saúde pública.

Tem também a história da parteira tradicional que conseguiu evitar um cesariana coisa que o ultra-bem-pago ginecologista, não foi capaz, mas isso fica para outro dia.

Descobri que muitos problemas podem ser resolvidos com mudanças na nutrição, novos hábitos de vida, respiração correta, postura correta e etc.

Pequenas coisas que se nos fossem ensinadas, dependeríamos cada vez menos dos médicos e da indústria farmacéutica, que estão em grande parte atreladas não ao conceito de saúde, mas de lucro.

No meu ponto de vista, a saída a longo prazo não é investir somas cada vez maiores em curas mirabolantes, mas uma mudança gradual para um novo paradigma da saúde, tal qual já foi preconizado pela UNESCO na Declaração de Veneza, de 1986.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Tributo ao pai da ficção científica no cinema - George Meliés


Pertenço a uma geração que cresceu sob o entusiasmo das promessas da ficção científica. Batalhas interestelares, espaçonaves e povos alienígenas foram parte imprtante de meu universo simbólico.

As batalhas de sabres-de-luz da trilogia Guerra nas Estrelas deixaram impressões tão indeléveis que até hoje me pego tendo pesadelos com Darth Vader. Apesar dos estrambólicos efeitos especiais, a mensagem é simples e universal: o medo gera o ódio, e o ódio, gera o mal. E também a idéia trancedente de que o universo é todo permeado por uma força invisível, acessível à vontade humana.

Ainda que não fizesse parte da minha geração, assisti com curiosidade a 2001, uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick (1969). O filme investigava a origem e os limites da inteligência e da compreensão humana.

A ficção científica da década de foi marcada pelo 90 o romance noir Blade Runner que através do conceito de clone, indagava acerca de nossa humanidade.

Matrix, explorou o universo virtual para questionar o próprio conceito de realidade.

Avatar usa a ficção cientifica para nos colocar diante das relações com nosso próprio planeta.

Tron, em sua segunda versão, explora através da abstração o conceito de Criador e da relação deste com o universo criado.

Os estupendos efeitos especiais que mantém a platéia mesmerizada permitem uma viagem da mente em que são apresentadas as mais variadas concepções do universo. Algo que talvez aos filósofos da antiguidade demandasse horas de exposição para que somente após muito esforço, uma pequena platéia de eruditos as pudesse compreender.

No mundo moderno, a ficção científica representa o papel que muito provavelmente cumpriam os mitos antigos. A Odisséia de Homero, longe de ser apenas uma fábula é também um guia do comportamento humano que coloca á disposição do ouvinte ou leitor todas as características de um homem vitorioso.

***
Júlio Verne foi quem começou, na literatura a usar a ciência, e não mais a magia, para fazer nossos pensamentos alçarem o vôo mais alto da imaginação.
Entre seus livros destacam-se Viagem ao Centro da Terra, 20 mil léguas submarinas e Viagem ao Mundo em 80 dias. Todos já adaptados ao cinema.

***

George Meliés foi o pioneiro em adaptar as obras de Júlio Verne ao cinema, é conhecido especialmente pelo clássico Viagem à Lua de 1902. Para assistir ao pequeno vídeo de 8 minutos, clique aqui
Meliés era um mágico ilusionista, discípulo do grande Houdini. Ao deparar-se com a invenção dos irmãos Lumiére logo lhe surgiram na mente explorar as possibilidades do cinema além do universo real, ou em suas palavras "dar vida aos sonhos". Surgiam, na alvorada do século XX, os primeiros "efeitos especiais".

Sua história, ou pelo menos parte dela pode ser apreciada no filme "A Invenção de Hugo Cabret", atualmente em cartaz em Rio Branco.
O filme é na verdade um grande tributo à obra e a vida deste gênio que pode ser considerado o pai da ficção científica no cinema, ou para ser mais preciso pioneiro do "cinema de fantasia".