sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dinheiro: Coisa do Demônio?

Ui! que terrível!

Vamos dizer de outra maneira:

O dinheiro é como um GÊNIO capaz de satisfazer desejos?

Sim, é claro.

Já tenho explanado aqui por diversas vezes que as palavras demônio e gênio são cognatas, tendo sua origem comum na palavra Djin – que originou por sua vez Gênio, Daemon, Dimon e Demônio.

O Djin a princípio representa uma força elemental, telúrica, que pode ser um guardião de uma fonte ou uma potência capaz de cumprir ordens e desejos (o que tte relação direta com as chamadas "fontes do desejo", tão comuns na Europa e Ásia).

O Djin não pode ser classificado como “mau” ou muito menos como a fonte de um mal. Ele é sumariamente amoral e cumpre as ordens de seu senhor.

A noção de um gênio engarrafado que nos chegou de maneira tão bela através de contos como Aladin – (Alá – Senhor, Djin Gênio ou Demônio) é uma maneira simbólica, folclórica de falar sobre estas potências que colocadas sob o jugo da consciência humana são capazes de realizar desejos.

Livros exotéricos tratam da capacidade que tais “demônios” têm de sob, ordem, trazerem prosperidade, riqueza, fortunas, de criarem até mesmo cidades inteiras.

O “demônio” portanto, não é algo intrinsecamente mau, mas uma potência amoral que pode ser colocada à serviço dos mais variados fins. Tal como o dinheiro. E é exatamente o que fazem a maioria das igrejas evangélicas ao colocarem tais potências "sob jugo", especialmente na chamada Teologia da Prosperidade.

A questão que se trata é que este este “demônio” ou, para não suscitar desnecessários preconceitos, “gênio” é também uma força semiconsciente, ou seja, possui vontade própria. O engenho humano consiste em fazer com que esta força seja canalizada para os devidos fins.

Dinheiro (ou seria Djinnheiro?)

Vou citar aqui um pequeno trecho do discurso de Francisco D'Anconia , personagem do livro

A Revolta do Atlas, de Ayn Hand

"Então o senhor acha que o dinheiro é a origem de todo o mal? [...]

Ele é um instrumento de troca, que só pod
e existir quando há bens produzidos e homens capazes de produzí-los [...]

O dinheiro permite que você obtenha em troca dos seus produtos e de seu trabalho aquilo que seus produtos e seu trabalho valem para os homens que o adquirem, nada mais do que isso [...]

é preciso oferecer valores, não dores [...] o vínculo comum entre os homens não é a troca de sofrimento, mas a troca de bens. O dinheiro exige que o senhor venda não a sua fraqueza à estupidez humana, mas o seu talento à razão humana [...]

o dinheiro é só um instrumento [...] ele lhe dá meios de satisfazer seus desejos, mas não lhe cria os desejos.
...
Então o senhor dirá que o dinheiro é mau.

Mau porque ele não substitui o seu amor-próprio? Mau porque ele não permite que o senhor aproveite e goze sua depravação? [...]

O dinheiro é produto da virtude, mas não dá virtude nem redime vícios. Ele não lhe dá o que o senhor não merece, nem em termos materiais nem espirituais [...]
O dinheiro é um meio. Para quem busca conquistá-lo de forma honesta e merecida, como recompensa por aquilo que produziu e por sua competência, que gosta do que faz e sabe o que quer dele - traz liberdade, satisfação e realiza sonhos. Para aqueles que o obtém sem produzir, sem merecer ou que o consideram um fim, o dinheiro será uma lembrança disso e não trará a satisfação que almejavam.
Dinheiro é necessário, muito ou pouco, dependendo do tamanho dos seus objetivos. Obtê-lo, de acordo com o que você produz ou ajuda a produzir, honestamente, com o seu trabalho - é a raiz de todo o desenvolvimento que nossa sociedade alcançou. Não valorizar isso é a raiz de todo o mal.


Em outros termos, a afirmação do dinheiro como uma força amoral capaz de satisfazer os desejos, ou trazer destruição.
***
Na Escola dos Orixás
A escola dos Orixás trata das forças arquetípicas que regem o comportamento humano e universal.

Na grande escola dos Orixás, aprende-se desde cedo a respeitar o Exú.

O Exú, ao contrário do que querem fazer crer os cristãos não é o “diabo” e muito menos o “satanás”.
O Exu é na verdade o regente de todas as trocas que acontecem no planeta. É o mensageiro entre o humano e o divino, e também entre os diferentes aspectos da divindade. Ele não é mau, nem bom ele é uma força amoral, realiza o que lhe pedem.
O Exu é o regente das trocas e do dinheiro.
O regente do trabalho é Ogum.

O regente da riqueza é Oxumaré.
Na escola dos Orixás, aprende-se que cada um, representa um diferente ponto de vista sobre a realidade e aprende-se desde cedo que cada ponto de vista, mesmo quando antagônico em aparência, é intrinsecamente verdadeiro. Aprende-se a lidar com as contradições.

O Ponto de vista do Exú contém verdades insofismáveis.

Como o belo discurso realista e amoral de Francisco D'Ancona.
Mas sabe-se também, que não é possível viver a realidade apenas com um único ponto de vista. A realidade em que vivemos é feita de multiplicidade. Deste modo, uma pessoa que lhe falte dinheiro provavelmente não será plena e realizada, pois lhe faltarão meios para satisfazer suas necessidades. Do mesmo modo, uma pessoa pode ser muito rica e totalmente insatisfeita, infeliz, por que lhe falta, desenvolver outros aspectos de sua personalidade.
É onde entra a diferença entre riqueza e prosperidade.
Oxóssi é o regente da prosperidade.
Ele, o caçador nos ensina de maneira simples e bela que temos que correr atrás de nossa própria caça. Não podemos esperar que ela caia do céu, ou viver sustentado por outros. Mas ensina também que a caça deve ser compartilhada, pois só assim há prosperidade.
***
Capitalismo X Socialismo
Por vezes, me cansa por demais o debate entre Capitalismo X Socialismo. No meu ponto de vista, me parece um debate infrutífero e totalmente distorcido da realidade mais íntima do ser humano.
Valores presentes no sistema capitalista, são valores humanos e qualquer sistema que o tente abolir estará fadado ao fracasso. Como por exemplo, a realização dos talentos individuais (ser "caçador"). Tire esta possibilidade do ser humano e ele tende a se tornar acomodado. É como tolher uma das mais importantes forças do progresso individual, e por conseguinte, coletivo.

Tais valores tão eloquentemente defendidos por Ayn Hand, fazem parte do arquétipo humano do caçador (aquele que vai atrás).
São exatamente a antítese do sistema paternalista, assitencialista e coronelista defendido pelo "perfeito idiota".
O paternalismo, na qual se assenta a força política do atual gestor municipal de Cruzeiro do Sul, pressupõe uma relação de renovada dependência através de "dívidas de favor" (caixões, dentaduras, TFD's, empreguinhos miseráveis, etc).
É sobretudo escravizante, não conduz nem à autonomia individual, e nem muito menos ao progresso coletivo. É tão somente o engessamento das relações em um nível muito próximo ao dos velhos seringais. Ou seja, é o pior exemplo de um capitalismo periférico, baseado na mentira, na usura, na apropriação de direitos.
É sobretudo, uma aposta na incapacidade do ser humano de ser livre e autônomo

***

Como bem disse Francisco D'Ancona, para quem torna fim aquilo que deveria ser meio, não haverá satisfação.
Por esta razão, acredito no valor e na importância do dinheiro (especialmente como justa recompensa pelo trabalho) mas não o bastante para fazer dele um “ismo” em minha vida. Isto equivaleria a torná-lo uma finalidade em si mesmo.
Não me importo e utilizar os meios disponíveis para a realização da minha individualidade, do meu dharma. Mas não farei de minha vida, uma defesa estúpida de um sistema que mostra, diuturnamente, suas falhas e fracassos. Até por que pela máxima do Laissez Faire, o capitalismo não precisa disso: ele mesmo se auto-regula, se auto-protege e se auto-defende.

Poderia dizer a título de provocação que o capitalismo é uma droga, que faz bilhões de viciados correm atrás de fortunas das maneiras mais inimaginadas possíveis a fim de satisfazerem seus desejos, a maioria das vezes contudo, sem sucesso. É o que acontece quando um meio é transformado em um fim em si mesmo.
Pela mesmas razões aqui expostas, não creio que deixar o “livre-mercado” decidir seja a melhor maneira de conduzir o capital. Uma força amoral semi-conciente, precisa de um pulso firme que a conduza. O contrário seria o equivalente a montar em um cavalo e permitir que ele vá para onde quiser. No entanto, um bom condutor jamais irá ignorar os avisos de um cavalo diante de um perigo, mas quem dá ordens, é o condutor.
Certamente o Estado não é o melhor instrumento de condução do capitalismo, mas é o que dispomos no momento. Relegá-lo a um papel secundário perante ao mercado, seria destinar toda a sociedade a um papel de servidão ao instrumento que na verdade, deveria nos servir.
Do mesmo modo, o socialismo contém também elementos e valores que são intrínsecos à humanidade. A necessidade de compartilhar a riqueza a fim de gerar prosperidade não surgiu com Karl Marx, surgiu ainda nas cavernas, quando o ser humano ainda aprendia a falar. Aliás é um valor anterior à própria humanidade, pois está presente mesmo entre os Lobos e os Leões. Caçar e dividir a caça, ganhar o pão e compartilhá-lo são dois lados da mesma moeda, nos ensinam as forças arquetípicas dos Orixás.

Negar a necessidade de compartilhar em favor de um individualismo desmedido conduzirá nossa sociedade ao cadafalso.
***
Este é um tema muito amplo e não se esgota assim facilmente.
Este nada mais é do que um breve ensaio e exposição de idéias que comumente não são compartilhadas.
Além das relações de troca entre os seres humanos, há também a relação de troca com a natureza, pois é dela que sai tudo afinal e ignorá-la no processo de construção da riqueza é outros dos pontos obscuros do atual sistema.
Em ocasião oportuna, tratarei novamente sobre o conceito andino de Ayni ou reciprocidade. Um conceito que não se esgota somente entre as relações humanas, mas também entre os seres humanos e a natureza que o cerca e que permite a vida.
Continuo insistindo que, as tradições antigas têm muito a nos ensinar sobre o mundo em que vivemos, de modo simples e compreensível.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Hoje é Dia de Iemanjá


Odoiá!

Neste dia 2 de fevereiro, comemora-se em todo país, especialmente nas cidades litorâneas, o dia de Iemanjá.

Iemanjá juntamente com Ogum, são os Orixás Africanos mais cultuados no Brasil.

No panteão afro-brasileiro, Iemanjá, a Rainha do Mar é considerada a mãe dos Orixás, juntamente com Oxalá, o Pai.

A palavra Orixá significa: Ori - senhor ; xá - cabeça. literalmente "senhor da cabeça" pois entende-se que cada pessoa tenha um Orixá, um "senhor da Cabeça" que rege o seu destino, em conjunto com todos os demais, mas sempre havendo um que prepondera sobre o destino da pessoa.

No Brasil, a tradição sobreviveu graças ao sincretismo com os santos católicos, permitindo deste modo, o culto velado aos Orixás.

Politeísmo?

Estudiosos dos cultos afro-brasileiros chegam a afirmar que o politeísmo da religião africana é apenas aparente, uma vez que atribui-se a origem de tudo a um Criador primordial, denominado, em Yorubá, Olorum.

Na cosmogonia dos Orixás, Olorum (o Criador) teria dado forma e vida a outros seres divinos, para que eles cuidassem das diferentes etapas da criação, assim surgem Iemanjá e Oxalá, e partir destes os demais Orixás.

A idéia de multiplas divindades partindo de um ser primordial não é exclusividade dos culto afro-brasileiros. O Hinduísmo afirma algo semelhante, admitindo a existência de uma pluralidade divina, obedecendo a um ser divino primordial.

Mesmo no judaísmo, da qual o cristianismo é originado, admite-se a existência dos Elohim (aproximadamente "aqueles senhores") seres divinos com papéis específicas na criação. Eles são traduzidos, de maneira um tanto quanto imprecisa como "anjos" - do grego angelus - mensageiros.

Até hoje é motivo de controvérsias entre estudiosos por que Jesus teria dito "Eli Eli lama sabatsani"traduzido como "Senhor, senhor, por que me abandonaste". Sendo que na verdade, a palavra Eli, é o plural de El (Senhor), ou seja "senhores". A versão mais aceita é que seria um "plural majestático" ou seja pela sua grandeza, Deus é revelado como muitos, o que em outras palavras significa adimitir a pluralidade não na origem, mas nas suas manifestações.

E em homenagem à Rainha do Mar deixo aqui o link da música "Lenda das Sereias" na voz de Marisa Monte.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PT oficializa candidatura de Marcus Alexandre (e outras embiaras...)



"Opinião não é Poder"
Dom Juan Mathus (Mestre de Carlos Castañeda)

O Partido dos Trabalhadores lançou oficialmente na noite desta terça-feira a pré-candidatura de Marcus Alexandre à prefeitura da capital.
A solenidade supreendeu pela grande quantidade de militantes que lotou o Teatro Plácido de Castro durante a plenária.
O deputado federal Sibá Machado retirou oficialmente o seu nome da disputa. Sibá era apoiado pelos movimentos sociais do Acre.
O evento contou com a participação de direigentes dos partidos que compõe a FPA.

Durante a sua fala Márcio Batista (PCdoB) disse que o nome de Marcus Alexandre enriquece o debate da disputa pela sucessão municipal dentro da FPA.
Cauteloso e diplomático, o governador Tião Viana disse que o nome de Marcus Alexandre será agora colocado à apreciação pela FPA com "respeito e humildade". Para o governador sua competência comprovada à frente do DERACRE já o qualifica para dirigir a maior cidade do estado.

Além de sua gestão de sucesso á frente do DERACRE, os palestrantes também lembraram muito da participação de Marcus Alexandre, ainda quando estudante universitário, no movimento cara-pintada "Fora Collor".

A próxima etapa agora será na plenária da FPA.

***

Embiaras

- Nos bastidores se falava ontem que as conversas internas na FPA já estavam "adiantadas" o que nas entrelinhas sugere que Perpétua deverá retirar sua candidatura.

- "Conversas adiantadas" pode significar mesmo uma cahamada dura do PT em cima do PCdoB a nível nacional. São muitos os cargos ocupados por comunistas em pastas comandadas pelo PT. Isto é inegável.

- Uma coisa é certa, Marcus Alexandre já deu prova de competência é é muito carismático. resta saber como ele vai reagir contra o fogo pesado que deve vim pela parte da oposição.

- Em uma conversa rápida ontem, com o proprietário de uma pizzaria:

"gosto muito do Marcus Alexandre, mas precisa ver quem tem mais voto, por que a oposição vem com tudo pra cima"

- Quem estava todo faceiro ontem era o senador Aníbal Diniz. É o principal beneficiado do "escorregão" dado pelo deputado federal e postulante ao Senado, Gladson Cameli.

- Um erro humano e se Gladson errou como cidadão e motorista ao tomar umas "biritas" a mais, acertou ao não usar suas prerrogativas parlamentares no flagrante. Tem gente que se passasse pelo mesmo ia 'processar o guarda'.

- Veremos como ele vai responder ao fato, mas nunca faltou a Gladson a humildade para reconhecer os seus erros.

- Perco o amigo, mas não a piada: será que ele estava sóbrio quando decidiu fazer esta aliança com Vagner Sales.

- Vai ver ele acreditou no que leu na coluna do Moreira Jorge.

- A verdade é que Vagner está caindo de podre, e o principal culpado é ele mesmo. Tinha tudo na mão para ser um contraponto aos Viana, mas consegue ser muito pior do que eles: o dobro de arrogância e a metade da competência.

- Basta tirar pela "qualidade" do "perfeito idiota" que agora compõe a sua "valorosa" "tropa de choque". Deve estar de olho em algum pedaço do queijo podre que tanto criticou.

- E tem mais porrada no coroné esta semana. Denúncia de descaso nas escolas da zona rural. A matéria, escrita pelo competente Archibaldo Antunes do Página 20. O mesmo que fez Vagner perder as estribeiras ao vivo na Juruá FM. Concidência ou não, foi depois daquele episódio, que o "perfeito idiota" se pôs a me atacar.

- O denunciante, mais uma vez é Rafael Dene, de quem já fiz uma reportagem sobre ele. Vagner até agorta tem se limitado a desqulificá-lo, sem responder às acusações. Mesma estratégia do seu assecla, o "perfeito idiota".

... Depois tem mais

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Rio Acre volta a subir e número de famílias desabrigadas tende a aumentar






O rio Acre voltou a subir nesta semana.
Na manhã desta terça-feira, a régua de medição do Corpo de Bombeiros, instalada no Bairro 6 de Agosto (2º Distrito) marcava
14 metros de 58 centímetros, mais de um metro acima da cota de transbordamento do rio.
Os Bairros 6 de Agosto, e as baixadas do Habitasa e da Cadeia Velha são alguns dos mais afetados.
No Parque de Exposições 28 famílias desalojadas pelas cheias estão instaladas em barracas provisórias de lona e madeira. A Prefeitura de Rio Branco garante a estas famílias
três refeições diárias, além de cuidados com a saúde.
Funcionários da prefeitura trabalham na armação de novas barracas. Caso seja necessário, o ginásio do Parque de Exposições tem capacidade para até 600 famílias.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Manual do Perfeito Idiota...


No final da década de 90, quando as leis de mercado pareciam ter dado o seu canto vitorioso sobre toda e qualquer tese socialista, três autores latino-americanos lançaram "O Manual do Perfeito Idiota Latino Americano".
O livro satirizava as chamadas "posições de esquerda"e tornou-se uma espécie de referência para o pensamento conservador latino -americano.

Carlos Marighella escreveu o "Manual do Guerrilheiro Urbano" enquanto Che Guevara criou a chamada "teoria foquista" de guerrilha. Hoje, ambas as teses parecem de fato, pueris quando analisadas sobre o prisma da história. Mas é fato: Carlos Marighella e Che Guevara foram de FATO guerrilheiros e não desenvolveram suas teses a apartir de gabinetes de ar condicionado.
Não eram almofadinhas como Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa (filho de Mario Vargas).

A minha tese é simples: só um guerrilheiro pode escrever um manual sobre guerrilha, enquanto somente um perfeito idiota é capaz de escrever um manual de como se tornar um perfeito idiota.
Basta seguir suas teses. É o caminho seguro para a idiotia.

O Manual acabou derrotado pela história. O Neoliberalismo afundou e segue agora um neo-keynesianismo. O que se vive hoje é o "New Deal" revisitado. Não se trata de socialismo, mas também não é liberalismo. Foi através do "New Deal" que o capitalismo se recuperou após a crise de 1929. Foi um rompimento com as teses do liberalismo clássico na economia.

Ainda assim, o tal "Manual" continua sendo a principal, se não a única, fonte de referência para os pensadores (?) liberais. Recentemente, os pupilos de Vitor Civita (aquele apátrida dono da Editora Abril, que não é brasileiro, nem italiano, nem argentino) produziram mais dois novos manuais para a idiotia das massas: O(s) Guia(s) Politicamente Incorreto(s).

Eles estão criando uma nova legião de "perfeitos imbecis politicamente incorretos".

O “pensador” imbecil politicamente incorreto: Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.

Sua visão de humor é a do bullying. Sua principal característica é não ser engraçado.


Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Apesar disso ele é favorável a que O Estado sustente bancos falidos pelo bem do "capitalismo" que tanto defende.

Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.

Portanto, cuidado, se você se enquadra em algumas destas características pode estar sendo um "perfeito imbecil politicamnete incoreto"


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Na esteira da idiotia segue sempre firme o incólume Diogo Mainardi.

Meu amigo, nada contra o sujeito ser anti-petista, anti-lulista, ou seja lá o que for. Mas gastar um espaço inteiro na sua coluna semanal para atacar o folclore brasileiro?

É isso mesmo, Diogo Manardi gasta sua verborragia perseguindo o prosaico saci-pererê com uma perna só. É o perfeito idiota que vê inimigo em todos os lados, que não sabe diferenciar o joio do trigo, que não sabe defender suas teses sem destilar um profundo e doentio rancor.

Mas Mainardi ainda não é o perfeito idiota. Ele afinal, vive em Veneza e recebe muito bem para destilar seu ódio contra tudo o que é brasileiro. O perfeito idiota são os que acreditam e seguem suas teses em solo pátrio.

Mainardi é um caso simples de "brasileirofobia". Para seu infortúnio (e nosso) um problema de saúde de seu filho que não pôde ser solucionado no Brasil, fez com que ele criasse um ódio a tudo o que é brasileiro.

É famosa a sua frase de que se o Acre foi comprado por um cavalo à Bolívia, o Brasil deveria tomar o cavalo de volta. Claro que para ele o Acre não vale um cavalo, ele mora em Veneza e ganha em dólares, o Acre não significa nada para ele. Ele não é o perfeito idiota. O perfeito idiota acreano é o que acha o máximo o que diz Mainardi, para quem sua palavra é lida como se fossem os fundamentos de uma profecia iluminada.

O perfeito idiota acreano, vive no Acre e acha que a sua terra não vale um cavalo.

Segue pequeno trecho da biografia do herói do perfeito idiota acreano.

" Depois de uma infância comendo Sucrilho, foi para a Europa às custas do papai. Mainardi sempre fora um pivete-problema, que aprendeu palavrões aos 3 anos e aos 15 foi expulso da escola porque fazia redações atacando seus colegas de sala. Mainardi sempre gostou de ballet clássico e seu sonho era viver um romance de Tolstoy ao som de Beethovem. Para justificar sua indolência, disse ao papai que abrisse o cofrinho porquê seu filhinho queria fazer a London School of Economists. Mas na Inglaterra, Mainardi descobriu que trabalhar e produzir qualquer coisa útil nunca foram suas habilidades. Cursou apenas o primeiro ano; foi jubilado na London School, mas mesmo assim, ostenta a fracassada experiência acadêmica com orgulho. Alega que se deu mal por que não lhe sobrava tempo para estudar, já que usava todo seu tempo para criticar seus colegas de faculdade, comer virado a paulista e lula, seu prato preferido. Sem escolaridade, só arranjou emprego graças às amizades de infância de papai, que brincou de amarelinha com os atuais donos da Editora Abril, quando criança. "

Sua Psiqué é muito bem representada pela caricatura de um "Síndrome", os de Anton Egô, ou do Plankton

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Mas existe também o perfeito idiota cruzeirense.

Ele odeia a sua cidade

"Cruzeiro do Sul apodreceu de dentro pra fora"


Mas vive nela, porque não tem competência de se estabelecer em uma grande metrópole.

Não compreende o amor que têm as pessoas que saem para estudar e voltam para contribuir com a cidade.

"Dizem amar o Acre e fazem juras de amor a esse lugar, vão a Cruzeiro e passam as férias andando no carro do papai, de óculos escuro e olhar imponente, como se pensassem: "Voltei pra mostrar pra vocês que eu tô fazendo alguma coisa importante da minha vida".

Mas mesmo assim, faz a mesma coisa: vai, estuda e volta, com a diferença que afirma aos quatro cantos que só se importa consigo mesmo, que não quer contribuir com nada além do próprio bolso.

Para o perfeito idiota cruzeirense qualquer sinal de prosperidade em Cruzeiro do Sul, só é explicável pelo tráfico de drogas.

"Lá existem os taxistas traficantes, figurões bem de vida, ... Eles são amigos da polícia e da sociedade imbecil e o tráfico é tão evidente que se tornou natural. Os tais comerciantes são milionários e agiotas ...o dinheiro sujo da sonegação, da agiotagem, do tráfico de drogas, do tráfico de influência, da usura, e dos inimagináveis atos à margem da lei em uma cidade sem lei".


Notem que suas críticas poderiam até parecer "revolucionárias", de alguém quer quer transformar a realidade. Mas não se trata disso. Ele não é "revolucionário" é apenas o jovenzinho(que logo mais não o será) revoltado que quer apenas a sua fatia na podridão que tanto critica. Dê a ele um pedaço do queijo podre que o rato logo para de reclamar e volta a sua metralhadora para defender o seu pedaço de queijo podre. Ele não se importa agora de defender os supostos "traficantes" e receber os seus honorários daquilo que antes chamou de "dinheiro sujo do tráfico e da sonegação".

Ele, que não tem amigos, só pode achar a amizade algo ruim.

"Todas as pessoas se conhecem, e acham que pela amizade resolvem tudo"

Nutre um profundo desdém pelos educadores da cidade

"Lá existe somente uma escola de ensino particular, a das irmãs dominicanas, onde tive o desprazer de estudar com professores desqualificados, antiquados e, perdoem-me, burros."

E o pior, é que o motivo de todo ódio e rancor, no fundo é só uma insatisfação pessoal, por não ter conseguido satisfazer o seu desejo.

"Comem as menininhas deslumbradas com o universitário de qualquer-curso-por-aí"

Mas depois de criticar, faz exatamente o mesmo, pois é a única maneira de se satisfazer.

O Perfeito Idiota Cruzeirense se sente um iluminado acima do bem e do mal, destinado a varrer a cidade de seu "atraso". Mas apóia incondicionalmente qualquer coronel (aí ele não se incomoda que seja um "analfabeto") que esteja no poder.

Ele escreve com cada ação sua mais um capítulo do manual da perfeita idiotia.

Eu não preciso dizer quem é o perfeito idiota. O perfeito idiota logo mais estará me atacando em seu blog. O perfeito idiota irá tentar se defender, buscando erros de português ou propalando suas enfadonhas frases feitas contra Che Guevara e Marx, como se fossem grande novidade.

Mas não adianta, pois lhe acompanha por onde for, como a marca do judeu errante, a mística do perfeito idiota, reconhecível, pelo cheiro, à distância.

Eu não posso criar um manual sobre o perfeito idiota. Só um perfeito idiota pode.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Policial que deveria defender estudantes na USP, comete estupro


Vocês se lembram daquela história de levar a PM para o Campus da USP, poruqe havia sido cometido um estupro? E os estudantes protestaram e a mídia disse que eram todos uns maconheiros?

Pois bem, veja o que fez um policial com uma estudante que deveria proteger:

Extraído do Blog Universidade Livre Feminista

O PM Renato Guimarães da Silva tem vinte anos de corporação e foi preso após ser reconhecido pela estudante. Ao ver a foto do policial mostrada na delegacia, segundo um tenente que acompanhou o caso, a estudante começou a tremer.

Há ainda mais nove casos de ação com as mesmas características e na mesma região. As vítimas serão chamadas para fazer o reconhecimento do estuprador.

As imagens divulgadas pela imprensa mostram o policial sendo levado preso. Diferentemente do tratamento dado a alguns estudantes durante a desocupação da reitoria da USP ou aos estudantes em manifestação contra o aumento da passagem no Piauí ou ainda os moradores do bairro Pinheirinho em São José dos Campos, o policial não foi algemado.

Esse caso é mais um em uma lista de abusos cometidos pelos policiais. A conversa de segurança com a utilização da polícia militar cai por terra com as sistemáticas denúncias cometidas tanto fora do período de trabalho como na atuação orientada na repressão contra a população.

Em Teresina, outro policial militar foi preso em flagrante acusado de ter estuprado uma garota de 10 anos, filha de sua namorada. A própria mãe flagrou o crime.

Alguém ainda pode acreditar na conversa de João Grandino Rodas, de que a PM está na USP para proteger a comunidade universitária? Tanto Rodas, como o governo e toda a imprensa direitista usaram os casos de estupro na cidade universitária como um dos motivos da importância da PM no local. Agora esse suposto argumento mais se parece uma piada de mau gosto.

A PM não tem como função a proteção dos cidadãos, mas defender os interesses do governo e da burguesia. Os exemplos apenas nesse mês de janeiro mostram a ação da polícia: arma de fogo é apontada para estudante em espaço estudantil, repressão brutal contra usuários de crack no centro de São Paulo para favorecer setor imobiliário, selvagem e ilegal desocupação de terreno no bairro Pinheirinho em São José dos Campos e agora denúncia de policial estuprador. Além disso, a PM reprimiu brutalmente as manifestações contra o aumento da passagem no Piauí, Espírito Santo e Pernambuco. Em Teresina um estudante perdeu a visão por ser atingido por estilhaço de bomba lançada pela PM.

Está mais do que evidente que a operação para colocar a PM na cidade universitária foi fraudulenta. Não se trata de “aumento a insegurança”, mas sim de colocar o plano de privatização da USP em marcha.



A Lei e a Ordem

Não contentes em cometer flagrante balbúrdia contra a administração pública, populares ainda são liderados por mulher que atenta ao pudor.
Criminoso Zumbi em um flagrante de atentado contra a ordem pública e a propriedade privada


Charges: Nativos Americanos



"Ele diz que daqui há 386 anos, esta posição vai fazer todo sentido para nós"


"Ele diz que se chama Colombo e que veio nos descobrir"


Charge

Política habitacional tucana

Leia mais sobre a Desocupação do Pinheirinho em São José dos Campos-SP

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Paulistas querem o Impeachment de Alckmim

O recrudescimento da violência policial motiva uma ação popular contra o atual governador de SP.

Segue abaixo o texto da petição na íntegra:

Nós, cidadãos paulistas, representados no Governo do Estado de São Paulo pelo Sr. Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, pedimos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pela realização urgente de um plebiscito que decida pelo impeachment do governador.

Embora 50,63% dos cidadãos paulistas tenham acreditado que o Sr. Alckmin tivesse capacidade de retornar ao governo para este atual mandato - seu terceiro no governo em uma década -, o que se sucedeu da tomada da posse foi a continuidade do recrudescimento das atitudes não democráticas, autoritárias e corruptas, que já vinham sendo construídas desde seus primeiros mandatos no governo, e que cresceu com seu antecessor (e sucessor do seu segundo mandato), o Sr. José Serra.

Ainda em seus primeiros mandatos, no início dos anos 2000, escândalos envolvendo a Nossa Caixa, então pertencente ao Governo do Estado de São Paulo, foram abafados e jamais esclarecidos. Cerca de 30 milhões de reais em contratos de publicidade caducos foram desviados em esquemas de favorecimento para a base aliada do governador.

No segundo mandato, em contratos para o metrô da cidade de São Paulo envolvendo a Eletropaulo, a Alstom teria dado em propinas para a base do governo ao menos 40 milhões de reais em esquemas de favorecimentos. Não só bastasse isso, descobriu-se que licitações - envolvendo bilhões de reais - das linhas Amarela e Lilás foram falsas, já que já se sabia dentro do governo quem seriam os "vencedores".

Deputados estaduais da oposição tentaram criar várias CPIs para investigar não só estes casos, como inúmeros outros. Abusando do poder executivo e indo contra a Constituição, o Sr. Alckmin barrou a criação de quase todas. Seu sucessor de então, o Sr. Serra, conseguiu que sua base parlamentar na Assembleia Legislativa criasse, por lei, mecanismos que dificultam a criação de CPIs.

Agora, em seu terceiro mandato, o Sr. Alckmin incorporou a postura violenta do Sr. Serra e aprendeu a fazer o uso extremo da força policial a seu dispor. Numa grave sequência de atitudes intransigentes e que ferem inúmeros princípios da Constituição Brasileira, dos Direitos Humanos e da liberdade de imprensa - pra falar no mínimo -, o Sr. Alckmin protagonizou a guerra contra os estudantes da Universidade de São Paulo, contra o bairro da Luz, na cidade de São Paulo, e contra a ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Em todos esses casos, seus representantes, os pliciais militares, não estavam com as devidas identificações e, quando puderam, confiscaram câmeras e celulares que estavam registrando as ações.

As maiores mídias do estado e do país não só noticiaram os fatos com extrema parcialidade, como houve exemplos absurdos de adulteração das informações. Graças a equipamentos milagrosamente não confiscados e graças a relatos de pessoas que estiveram nesses locais, tivemos acesso às verdades e aos interesses por trás das ações.

No caso da Universidade de São Paulo, o Sr. Alckmin está colhendo os frutos que plantou no início dos anos 2000, quando resolveu por dar início a uma paulatina redução orçamentária da Universidade, que intensificou seu sucateamento e evidentemente obrigou a diminuição da Guarda Universitária, dando respaldo à entrada da Polícia Militar no campus da capital. Uma vez dentro, a Polícia Militar do Estado de São Paulo passa a ter plenos poderes coercitivos necessários à proteção de um governo que sabe que está agindo a plenos poderes não democráticos.

Nos casos dos bairros da Luz, na capital, e de Pinheirinho, em São José dos Campos, as ações foram puramente por interesses imobiliários-especulativos que envolvem aliados de peso. As ações - todas bem registradas apesar das investidas contra - estão sendo analisadas por comissões nacionais e internacionais, por ferirem princípios básicos da vida e da democracia.

Pessoas estão morrendo e a mídia não está noticiando.

Este governo do Sr. Alckmin não nos representa.

Pedimos, já, por um plebiscito que decida pelo impeachment do governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho. A democracia tem que voltar ao estado de São Paulo.
Os signatários

eis o link
* Grifei em vermelho para que as pessoas aqui no Acre tenham a noção de que o cerceamento da mídia também ocorre em SP, e de modo muito mais acintoso.


Cultura Pop: O Síndrome

Ele queria ser igual ao seu herói. Mas por absoluta falta de talento, passou a perseguí-lo. Foi assim que o pequeno "Bochecha" tornou-se o terrível "Síndrome".
A brincadeira é óbvia. Quem nunca viu aquele nerdinho que ninguém dá bola ("aqueles imbecis analfabetos"), que não come ninguém ("- aquelas malditas putinhas dão pra todo mundo, menos pra mim") (ui!)
O destino de pessoas assim é pegar uma arma e sair atirando na sala de aula e depois meter uma bala na própria cabeça. Ou então, sem assunto para escrever ficar procurando erros ortográficos para dizer "-tá vendo, eu não falei que ele era um analfabeto".

É o crítico egomaníaco (ver postagem anterior sobre Anton Egô) que acredita que a única maneira de sair de sua própria insignificância é humilhar os outros (ver postagem sobre o "plankton")

Coitado do Capitão Incrível, tem que lidar com uma criancinha mimada e mal-amada que agora possui instrumentos que o tornam "poderoso".

*No final, ele se acaba sozinho, destruído pelos seus próprios "brinquedinhos".

A vocês: Síndromes, Anton Egôs e Planktons, eu dedico esta canção:

"Mas o que mais me dói, você escolheu errado seu super herói"

Breve Diálogo

-Filho não faz assim como "nariz de batata"! Ele não tem amigos!
- Mas, mãe eu já tentei ser amigo dele, mas ele me quer fazer de inimigo

- É querido, é assim mesmo. Ele é tão solitário que precisa arrumar inimigos para não se sentir tão só.
-Tadinho dele, né mãe, o "nariz de batata".

Homenagem com A Ordem da Estrela do Acre

O Governador Tião Viana homenageou na noite desta quinta-feira 87 personalidades que de alguma maneira, contribuiram para o Estado do Acre. Entre os homenageados estavam representantes de diferentes setores com destaque para a saúde, comunicação, letras, construção civil e religiosos.
Entre os homenageados da região do Juruá estavam:

O Bispo Diocesano Dom Mosé
O Pastor Carlos Alberto dos Santos, presidente da Igreja Assembléia de Deus
O Vereador Celso Lima Verde (homenageado pelo trabalho com os hansenianos)A gerente da SESACRE Isanelda Batista Magalhães (principalmente pelo trabalho na redução dos índices de malária no Juruá)
Entre outras autoridades religiosas católicas e evangélicas, o governador homenageou também:

Madrinha Peregrina, viúva de Mestre Irineu, criador da doutrina do Santo Daime;e o Pajé Tatá Txanu , líder espiritual do povo Yawanawá (Alto rio Gregório).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O efeito judaizante do GOSPEL sobre a cultura


Não deixa de ser um fenômeno interessante o fato de que os evangélicos têm progressivamente, adotado cada vez mais simbologias e referências culturais judaicas e israelitas.
Nada mais natural já que a Bíblia trata exclusivamente de acontecimentos narrados pelos povo hebreu.

Estrela de Davi, candelabros e até cópias da arca da aliança são adotadas em algumas igrejas.

Agora, por favor evangélicos usem a estrela de Davi, mas não a bandeira do estado de Israel. É no mínimo assustador ela ser erguida como símbolo religioso. O Estado de Israel é um país onde quem não é judeu é cidadão de segunda ou terceira classe. Um estado violento e autoritário, que não respeita os direitos humanos, que invade outras nações, que destrói as cisternas que os palestinos usam para acumular a água da chuva e fazê-los morre de sede, que os trata como sub humanos, enfim, pode ser exemplo de tudo menos do amor que Jesus pregou.

Eu não duvido que em breve alguns pastores comecem a sugerir a circuncisão e a proibição à carne de porco (leia em Levitas). Na verdade, algumas comunidades evangélicas já estão adotando a comida "Kasher" tal qual preconiza o velho testamento. Também algumas denominações já estão adotando o kipá (espécie de gorro judaico) e o interesse pelo estudo do hebraico tem crescido entre os evangélicos. Não há nada de errado nisso, é o dinamismo da cultura em ação. Mas por favor, só não me chamem de exótico por me pintar de genipapo.

Os cristãos evangélicos parecem esquecer o fato de que os judeus jamais aceitaram Cristo como o seu messias. Para os judeus, Jesus não passa de um mentiroso quando diz que é filho de Deus.
Já os islâmicos aceitam o Jesus, não como filho de Deus, mas como profeta.
Os hinduístas não tem dificuldade nenhuma em aceitar que Jesus seja de fato, filho de Deus.
Para eles, seria mais uma das inúmeras vezes em que Deus se fez carne.

As grandes civilizações da América, Incas, Maias e Astecas, conheciam o valor do sacrifício Segundo alguns historiadores, o sacrifício humano nestas sociedades era inicialmente voluntário e somente mais tarde tornou-se compulsório. Portanto, para eles, é relativamente fácil aceitar que o filho de Deus tenha se feito homem para ser sacrificado, pois isto encontra ecos em mitos muito antigos que falam de algo semelhante já ter ocorrido.
Portanto, o verdadeiro desfio não é evangelizar estes povos. O grande desafio seria evangelizar os adoráveis israelitas. Lanço este desafio para os evangélicos, ao invés de fazer turismo, pregar o evangelho na terra do salvador, onde os cristãos são cidadãos de segunda classe, tolerados pelo Estado, graças ao dinheiro que levam a Jerusalém.

A Cultura é dinâmica em criar e recriar identidades

Isso só prova na verdade o dinamismo da cultura e de sua função de criar e recriar identidades.As referências culturais dos cristãos católicos, estão todas impregnadas da latinidade romana que foi imprimida à religião católica. Nada mais natural, portanto, que os cristãos evangélicos neguem esta latinidade e busquem suas referências culturais em Israel, como forma de afirmação de uma nova identidade, distinto da maioria católica do país.

No entanto, em tempos de cultura de massa, a absorção dos novos símbolos se dá de modo tão mecânico e automático, que por vezes impede de uma reflexão mais aprofundada.

A primeira delas, revela o óbvio: a Bíblia relata acontecimentos que ocorreram em uma parcela ínfima do planeta Terra e trata-se da história de um único povo e não da humanidade.

Portanto quando alguém diz "tal coisa não está na bíblia" equivale dizer apenas que não aconteceu no Oriente Médio, ou que não foi relatado pelos Hebreus.

(1-Isto sem contar que O Pentateuco, ou "Torah" judaico trata apenas daqueilo que era dito às massas. O "Zorah" conhecimento mágico-cabalístico, não está inserido na bíblia, mas faz parte do mesmo conteúdo em que ela foi escrita).

(2- Arqueológos também tratam de tema interessantes, como por exemplo de que os mitos do Gênese e do dilúvio, são na verdade, mesopotâmicos e foram absorvidos depois do cativeiro da babilônia. Outro ponto interessante é que a bíblia também sofreu inúmeras edições. Uma delas, por exempo, foi o "expurgo" da parte feminina de Deus, ou "consorte de Deus, Astarté)

Por questões geográficas ficam totalmente de fora as tradições espiritualistas do Oriente (Krishna, Buda, Lao Tsé), da África (Orixás) e das Américas (e todas as tradições xamânicas do Chile ao Alasca). Negar a estes outros povos a sabedoria, equivale a apostar em um deus mesquinho, que nos mais de 10 mil anos de existência da humanidade, olhou apenas para um único povo.

Certa vez ouvi de um sujeito: "os judeus são os inventores do nazismo. Moisés foi o precursor do nazismo quando disse que o povo judeu era o escolhido e que deveria subjugar os demais, os "incircuncisos".

Bem, exageros à parte, a afirmação faz todo sentido. No entanto, todos os povos tem sua dose de etnocentrismo. Os Maori, da África também dizem algo parecido sobre si mesmos. Os Incas também se declaravam filhos do Sol e destinados a governar as "quatro partes". Para os Arianos do planalto do Irã, seu povo era sinônimo de "elevado", "sagrado", face aos demais.

Portanto, não há nada de errado os hebreus afirmarem o mesmo. Só é preciso levar em conta que se para seus profetas, o povo hebreu é o povo escolhido, para os sábios e profetas de cada povo desta humanidade, seu próprio povo também o é.

É muito comum entre os povos indígenas, por exemplo, que sua auto-denominação os designe como "povo verdedeiro", como se os demais, não o fossem de fato. Kunibo, por exempo quer dizer povo belo ou verdadeiro. O mesmo significado para Huni Kuin. Os Cherokee também são o "povo belo", e por aí vai.

Os Tupis acreditam que eles foram feitos das primeiras palavras que Deus pronunciou e são eles portanto, os legítimos herdeiros desta terra (bem, de fato esta terra era deles, os filhos de Tupã, e se o endereço da "Terra Prometida" é Israel, a "Terra sem males" dos profetas guaranis, fica em algum lugar entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai).

Estamos falando sobre o conceito de alteridade, ou seja, enxergar ao outro em suas diferenças. Conceito que os indígenas da grande família Pano denominam com a palavra "Nauá".

Jesus, libertou muito dos conceitos culturais do povo hebreu e trouxe ensinamentos que são universais. Tão universais que são encontrados paralelos quase idênticos, por exemplo, no Bhavagad Gita, escrituras sagradas do povo hindu. Os ensinos sagrados deixados pelo Avatar (encarnação de Vishnu-Deus) Krishna se assemelham enormente com o que Jesus viria a dizer 4 mil anos mais tarde.

Muitos cursos de Teologia, resumem tão somente, à "bibliologia", ou seja, o estudo do que está na bíblia, como se não houvessem escrituras sagradas e conhecimentos orais em todos os outros povos. O estudo comparado das religiões, nos mostra muito mais semelhanças em suas essências, do que diferenças. Tais diferenças são quando muito, resultado da diversidade cultural e de pontos de vista, que somente enriquecem o conjunto da humanidade.

Jesus disse para que amássemos uns aos outros. Ele não falou da necessidade de uma conversão cultural. O batismo é muito mais uma aceitação e um abrir dos olhos e do coração para as verdades enunciadas. Extamente como disse Krishna, 4 mil anos antes. No entanto, as religiões parecem pregar algo distante desta realidade, como se para "amar ao próximo" devessem primeiro, tornar o "próximo" exatamente igual ao seu próprio reflexo no espelho.

"Tire seu cocar de penas, vista um terno, abandone seus cantos e tradições, esqueça suas hitórias. Pare de pintar o seu rosto, aprenda a cantar como nós. Seja como nós. Aí, sim, eu te amarei" - Essa é a mensagem deixada. Muito distante do "amar ao próximo como a ti mesmo".

Deveriamos pensar que se o índio é "exótico", muito mais exótico é recriar nas Américas, referências culturais de uma terra desértica, que ao invés de "jorrar leite e mel" jorra mesmo é "chumbo quente" para cima dos palestinos.

Lembre-se disso, quando achar estranho alguém pintado de genipapo. Eles não sáo exóticos, exóticos somos nós.

Conhecer e respeitar a validade dos ensinamentos, tradições e verdades de cada povo e de cada individuo, apenas encurtaria a distância para que se cumprisse na Terra o ensinamento de Jesus. "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei"

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Como me tornei Jornalista


Aviso: Por favor, se você não tem bom humor, nem perca seu tempo lendo esta postagem.

Primeiro dia de Aula

Entra na sala o professor de Legislação e Ética, Luis Carlos Rocha, ou simplesmente, o "Rocha". Moreno, meio bonachão, mas muito bem articulado. Um forte sotaque nordestino e um francês impecável. Sandálias de tiras de couro nos pés.

Esta será a primeira aula do curso de jornalismo na ECA-USP. Junto comigo apenas as outras dezenove pessoas que conseguiram a aprovação no vestibular da FUVEST. Eu passara em segundo lugar na minha turma.

Aquele não havia sido o ano do jornalismo. A concorrência fora apenas 49 candidatos/vaga. Publiciddae, naquele ano foram 137/vaga. Já no ano anterior, o jornalismo havia sido "moda" e teve 125/vaga.
No ano seguinte, foi a vez da biologia, beirando os 200 candidatos/vaga.

Rocha faz as apresentações e propõe um pequeno jogo: cada um deveria dizer os motivos pela qual havia escolhido o Jornalismo como carreira.

Comecei a pensar... Foi quase por eliminação. Sempre fora um desastre em ciências exatas (depois, milagorsamente, parece que eu aprendi conceitos que antes me pareciam totalmente ininteligíveis).
Portanto, excluí de cara todas as engenharias. Mesmo que pudessem ser carreiras promissoras, detestaria fazer algo "apenas por dinheiro" e ser um mau e frustrado profissional.

Tampouco, me sentia atraído pela Medicina, ainda que a idéia de ajudar as pessoas me parecesse fascinante.

Meu pendor sempre fora para as humanas. Em especial, História. Meus amigos na Marinha diziam que deveria estudar para administração ou economia. Minha mãe queria que fizesse direito. Pensava em cursar História, mas todos amigos e familiares diziam:

"- não, não faça História não! Você vai passar fome como professor..."

Quando regressei a São Paulo (ainda estava morando em Angra dos Reis) os horizontes se abriram e surgiram duas opções que me interessaram bastante: publicidade e jornalismo.

Haviam muitas gatinhas querendo publicidade, o que certamente foi um fator de motivação.

Mas de volta à SP, o debate político da sucessão municipal acirrou-se e acabei percebendo uma forte vocação para o jornalismo. "não se preocupe, a escola de publicidade fica do lado de jornalismo, você ainda vai ver muitas destas gatinhas por lá..."

Naquele ano de 1992 veio o movimento fora Collor e acabei participando também como um "cara-pintada". Tinha 18 anos na época.

De repente, tudo passou a fazer sentido: uma visão crítica da realidade e a possibilidade de atuar de modo imediato nesta realidade. Para mim era uma espécie de guerrilha sem armas. Possibilidade de ação e movimento e a visão crítica da realidade.

Ainda na Marinha dera meus primeiros passos nas letras, contando um pouco da nosa dura, mas poética realidade como adolescentes em um internato à beira mar, divindo a enseada com os pescadores e as gaivotas.

Escrever aqueles ensaios também me despertara a paixão pela escrita.

O jornalismo me possibilitaria uma ação na realidade, através da escrita e o conhecimento de história como embasamento.

Quando a primeira pessoa respondeu, foi isso que saiu:

"- escolhi jornalismo por que eu gosto de escrever e é uma forma de atuar na realidade... ajudar a mudar o mundo... Ah! e também por que gosto de história e para fazer bom jornalismo, tem que conhecer de história"

Todos os outros dezenove repetiram com pequenas variações, o mesmo tema: gosto pela escrita, vontade de atuar de modo direto na realidade do país e afinidae com história e ciências humanas em geral.

Por estar sentado do outro lado da sala, seria o último a responder, e acharia péssimo dizer a mesma coisa que os outros dezenove já haviam dito.

Foi somente aí que me lembrei, de algo que me ocorrera cerca de dois anos antes.

Algumas amigas minhas da baixada santista foram consultar uma vidente. A cigana jogou cartas para elas, revelando aspectos de suas vidas nos campos amoroso, profissional, pessoal... etc.

Depois de fazer as revelações às minhas amigas, apontou para mim e disse: - E você, não quer saber o que a cigana em para te dizer?

E me aproximei dela então. E ela leu os sortilégios, em cartas, buzios e nas linhas das mãos:

- Você não pode viver dentro de um aquário... Não pode ser serviço de gabinete. Eu recomendo você fazer publicidade ou jornalismo.

Eu nunca mais havia me lembrado daquela consulta e não pesou na minha decisão, mas ali naquela aula do professor Rocha, me lembrei das palavras da cigana...

Finalmente o Prof.Rocha, me arguiu:

-E você, por que escolheu jornalismo.

Eu não resisti e atendendo a máxima: "perco o amigo, mas não a piada", tasquei-lhe:

- Foi o que uma cigana me falou para eu fazer....

Foi aquela gargalhada geral... e acabei sendo chamado por alguns colegas de o "Cigano".

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Polícia Tucana de SP: Corrupta, Ineficiente e Violenta

Ocidente e Oriente: Pontos de Vista

Charge

Dia do Evangélico


Viva a Liberdade religiosa! E Viva o Estado Laico! Se não fosse por ele, talvez os evangélicos fossem até hoje vítimas de perseguição religiosa.

Algumas das melhores pessoas que já conheci, são evangélicas, infelizmente, alguns dos piores canalhas, também.

Contudo, é inegável o papel que es igrejas evangélicas exercem, em especial na região norte. São elas, muitas vezes, na ausência do Estado que promovem o bem-estar e a paz social. Realidade muito evidente na zona rural. A igreja não substitui o estado, também não substitui a cultura, mas onde não existe, uma ou outra, são elas que fazem o papel de promover o necessário amálgama social.

As igrejas, em especial as evangélicas, tem tido sucesso em setores onde o estado é ineficiente. Um exemplo claro é na recuperação de dependentes químicos. Ciente disto, o Governo do Acre tem uma parceria com instituições desta natureza mantidas pelas igrejas.

Algo semelhante pode ser dito sobre a recuperação de pessoas que cometeram crimes. A religião oferece a estas pessoas, algo muito mais importante do que a simples punição: a perspectiva de uma redenção e transformação interior. Verdades a serem sempre ditas e lembradas.

Contudo é importante que a comunidade evangélica cultive em seu seio o sentido de tolerância religiosa, que aceite, ao menos por finalidade de boa convivência, outros pontos de vista.

Infelizmente, algumas denominações praticam uma pregação raivosa contra filosofias e doutrinas que desconhecem. O recrudescimento da intolerância no meio evangélico é tão forte que agora têm se atacado mutuamente.

As tensões entre evangélicos tradicionais, pentecostais e neo-pentecostais veram a público desde que a rede Record, de propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus resolveu publicamente atacar práticas de outras igrejas evangélicas. A Asssembléia de Deus, ainda que de maneira mais discreta e comedida, tem também atacado a chamada "Teologia da Prosperidade" principal responsável pelo crescimento da IURD.

Já a Congregação Cristã do Brasil condena o que para sua comunidade é visto como um excesso de "liberalização dos costumes", liberalização, que diga-se de passagem, foi a principal responsável pela popularização do evangelismo no Brasil.

Já os Adventistas criticam as denominação evangélicas que guardam o domingo, e não o sábado e acreditam piamente, que por esta razão somente eles herdarão o reino dos céus.

Se este é o clima no meio da comunidade evangélica, o que dirão, por exemplo, dos "papistas" e "adoradores de imagens" católicos? E os espíritas cristãos, que tratamento é reservado a eles?
E o que dizer então de islâmicos, budistas, hinduístas e animistas?

Atentos a pequenas diferenças dogmáticas e interpretativas, muitas vezes se esquecem das essência do ensinamento de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei".

E Viva a Liberdade Religiosa!

sábado, 21 de janeiro de 2012

São Sebastião em Xapuri



Um dos aspectos interessantes de Xapuri, é que diferentemente das demais cidades do Vale do Acre, conservou aspectos de sua origem o que em parte faz lembrar alguns cenários de Cruzeiro do Sul. Contudo há mais prédios antigos, muitos dos quais bem conservados. A relação com o rio Acre ainda é intensa e ainda se observa a navegação em pequenas embarcações. Algo que praticamente não se vê nos demais municpios do vale do Acre. A beleza original da cidade faz valer o título de a "Princesinha do Acre"




O clima da segunda maior festa religiosa do estado é empolgante. Se na festa de Nossa Senhora da Glória predominam os tons de azul, aqui, o povo se veste preferivelmente de vermelho, simbolizando a paixão de Cristo e de seu leal soldado, São Sebastião.

Aprendi por exemplo, que a festa de São Sebastião é a mais antiga do Acre. Teve início em 1902 e segundo o pároco, São Sebastião havia sido evocado para por fim aos conflitos entre brasileiros e bolivianos.

A procissão reuniu cerca de 15 mil pessoas.

São Sebastião foi lembrado como santo protetor da ecologia e dos povos da floresta, índios e seringueiros. No Brasil, em alguns estados São Sebastião é sincretizado com Oxóssi, Orixá da caça e Senhor da Floresta.