Moto: Yamaha Lander 250 ano 2011
1ºTrecho : Cruzeiro do Sul-Rio Branco (aprox. 650 km)
1ºTrecho : Cruzeiro do Sul-Rio Branco (aprox. 650 km)
A viagem teve início pela BR 364 em Cruzeiro do Sul. Para um viajante que inicia seu trajeto pelo ponto extremo Noroeste do Brasil em direção ao sudeste, a sensação será de que as rodovias melhoram gradativamente a medida em que se aproximam de São Paulo. Para um viajante que vá no sentido oposto, o que é mais provável, a impressão será a inversa, de modo que quando o mesmo alcançar o trecho Rio Branco-Cruzeiro do Sul, irá se deparar com uma rodovia ainda em fase de implantação, com muitos trechos ruins.
Contudo é preciso dizer que a rodovia federal BR-364, no trecho
Cruzeiro do Sul-Rio Branco vem melhorando gradativamente ano após ano. Neste
ano por exemplo, não me deparei com os desmoronamentos laterais que no ano
anterior eram comuns. Há dois trechos consolidados: Juruá-Liberdade e Sena Madureira-Rio
Branco, este último completamente refeito. Há dois trechos críticos com risco
de derrapagem. Um deles próximo ao rio Gregório (70km de Tarauacá) e outro próximo
ao rio Macapá (entre Feijó e o Purus). No restante do trajeto, a rodovia apresenta
uma pista bastante irregular, que obriga o condutor a manter uma velocidade
compatível com a segurança da via, que no meu caso variava entre 70 e 85 km/h em
média.
2º Trecho Rio Branco- Porto Velho (550Km)
A BR 364 segue em bom estado a partir da saída de Rio
Branco, piorando consideravelmente a partir da divisa com Rondônia.
Condições da BR no estado de Rondônia |
É necessário realizar a travessia do rio Madeira de balsa, o
que acrescenta 30 minutos à viagem. A travessia é paga e o pagamento deve ser feito em um
guichê, antes de se adentrar à balsa.
Travessia da Balsa do rio Madeira |
A partir da travessia, a qualidade da pista melhora
sensivelmente. Este foi o trecho danificado pelas alagações do ano de 2014, que
isolaram o estado do Acre do restante do país. Ainda não foi totalmente
refeito, e há o risco que novas alagações venham a cobrir novamente a pista.
O lago formado pelas hidrelétricas: ameaça constante à BR 364 |
É possível perceber a marca da linha d’água da última
alagação nas árvores ao redor. De pé, no estribo de minha moto, esta marca
atingia o meu peito.
3ºTrecho Porto
Velho-Vilhena (720km)
A estrada é razoável. O trafego de caminhões é
intenso, mas não senti grande perigo. Há
uma boa oferta de serviços mecânicos e peças de reposição ao longo deste
trecho, com destaque para os municípios de Ji-Paraná e Ariquemes.
Vilhena é uma cidade "paranaense" na entrada da Amazônia.
Possui boa quantidade de lojas, serviços e hospedagem.
4º Trecho Vilhena- Cáceres-MT (540 km)
Floresta em Terra Indígena contrasta com... |
A estrada pareceu-me razoável, o tráfego de carretas de soja
é intenso, o que exige muita atenção. Desgastei completamente as pastilhas de freio.
Ultrapassagens são especialmente arriscadas. A paisagem varia bastante: de extensos
plantios de soja, a belas florestas, especialmente nas partes onde se cruzam duas
terras indígenas.
Extensos plantios de soja |
Centro Geodésico da América do Sul em Cuiabá |
Após uma passagem rápida por Cuiabá, dirigi-me à Chapada dos Guimarães
Não é obrigatória a passagem pela Chapada, mas achei que
valia a pena e por isso acrescentei mais 120 Km (ida e volta) que separam
Cuiabá, da Chapada. Vale muito a pena.
O Mirante no Morro dos Ventos |
O que chamou a atenção nesta rodovia estadual foi o tráfego
doméstico, predominantemente de carros de passeio, esconde perigos por trás da
aparente “inocência”.
O primeiro acidente que testemunhei foi justamente neste trecho:
um carro de passeio, distraído, acabou colidindo com a traseira de outro. O
condutor, poderia ter se distraído com as belas paisagens do local. Há também
muitas curvas que exigem atenção total e velocidade moderada.
6ºTrecho Cuiabá-Rondonópolis (215 km)
Para mim este foi certamente o trecho mais perigoso e
estressante da viagem. A rodovia federal, que por vezes é a mesma BR 364 e por
vezes muda de nome para BR 173, está em péssimo estado. As obras de duplicação
estão muito atrasadas. O tráfego de caminhões é intenso, pois esta rodovia liga
Cuiabá-Campo Grande e Goiânia. Presenciei balanças e postos rodoviários abandonados.
Há algumas partes com terceira pista, o que facilita a ultrapassagem de
caminhões, mas a rodovia está muito aquém das necessidades de tráfego.
Carreta de Soja tombada |
Serra de São Vicente |
Um alento é o trecho da BR 364 na Serra de São Vicente. Uma paisagem
belíssima em uma rodovia muito boa, mas que ainda assim, exige total atenção do
condutor por suas curvas.
7ºTrecho Rondonópolis - Campo Grande-MS (492 km)
A partir de Rondonópolis, a estrada melhora bastante e as
obras de duplicação estão mais avançadas. Ao adentrar o estado do Mato Grosso
do Sul, a mesma rodovia federal está em melhor estado. As balanças e postos da PRF estão funcionando.
8º Trecho Campo-Grande- Botucatu-SP (764 km)
Eucaliptais: deserto verde |
Há mais de uma opção para sair do estado de Mato Grosso do
Sul em direção ao estado de São Paulo. A escolhida foi por Três Lagoas-Andradina.
Há também uma rota mais ao sul, que entra no estado de São Paulo via Presidente
Epitácio.
Particularmente, achei o trecho bastante esburacado e sem atrativos
visuais. Em sua grande parte são eucaliptais quase sem fim, que continuam mesmo
dentro do estado de São Paulo.
Atravessei a divisa na represa de Jupiá e a partir da
divisa, temos a rodovia estadual Marechal Rondon (SP300) em excelente estado,
já com pista duplicada, o que reduz muito o estresse da viagem. Aqui não há
mais risco de colisão frontal e nem o deslocamento de ar produzido por caminhões no
sentido contrário.
Via Rondon |
O único porém são os
excessivos pedágios. Gastei mais de 30 reais no trajeto até Botucatu.
Normalmente evito dirigir à noite, mas como as condições da
estrada permitiam, realizei o trajeto Bauru-Botucatu já no escuro.
9º Trecho Botucatu-Jundiaí (194 km)
A partir de Botucatu, é possível se continuar pela Marechal Rondon,
ou pela Castelo Branco. A Rondon passa a ser pista simples, mas o trecho é mais
bonito, passando por algumas serras.
De Jundiaí, ainda fui mais adiante, passando por Louveira, Itatiba e Bragança Paulista.
Contudo, após ouvir insistentes apelos de amigos parentes que me alertaram sobre os altos índices de acidentes fatais com motos em SP (seis mortos por dia, em média), os assaltos em faróis e disparos gratuitos contra motociclistas na cidade, decidi deixar a moto em uma cidade do interior e assim evitar um risco desnecessário.
Mais viagens:
Para ler mais sobre a viagem de 2009, ao Peru, com uma Yamaha XTZ 125, clique aqui
De Jundiaí, ainda fui mais adiante, passando por Louveira, Itatiba e Bragança Paulista.
Contudo, após ouvir insistentes apelos de amigos parentes que me alertaram sobre os altos índices de acidentes fatais com motos em SP (seis mortos por dia, em média), os assaltos em faróis e disparos gratuitos contra motociclistas na cidade, decidi deixar a moto em uma cidade do interior e assim evitar um risco desnecessário.
Mais viagens:
Para ler mais sobre a viagem de 2009, ao Peru, com uma Yamaha XTZ 125, clique aqui
Demais essa viagem!!!!
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