sexta-feira, 24 de maio de 2013

Jovem cruzeirense-yawanawá participa de encontro sobre conhecimentos tradicionais em Paris

Biraci Jr. Yawanawá pode se orgulhar de ser ao mesmo tempo cruzeirense e Yawanawá. Filho da cruzeirense Norma Negreiros e do cacique Yawanawá Biriaci Brasil, Biraci Jr, ou Iskunkuá  é um dos mais jovens yawanawá a realizar o juramento sagrado do muká, que dentro da tradição yawanawá o coloca no caminho do conhecimento tradicional e da espiritualidade.
Iskunkuá , juntamente com Putanny Yawanawá e outras lideranças indígenas do Acre, irá participar nesta semana de um encontro promovido com o apoio da UNESCO em Paris com o seguinte tema: Transição e Transmissão dos Conhecimentos Tradicionais.
“Vou falar para um público estimado em três mil empresários dos setores de indústria petrolífera, mineradoras, hidrelétricas e madeireiras. A idéia do encontro é sensibilizar este setor da economia da importância dos conhecimentos tradicionais para a manutenção da vida no planeta. “
A proposta do congresso é promover o diálogo entre o conhecimento tradicional e a ciência tecnológica.
O congresso reflete o entendimento de que os conhecimentos tradicionais poderão ter um papel essencial para que a humanidade supere os desafios sociais e ambientais resultantes da superpopulação mundial e do aumento do consumo no mundo todo.
“O conhecimento tradicional adquirido ao longo de centenas de anos será essencial para a adaptação aos desafios do século XXI.  Ainda assim, as profundas alterações econômicas e sociais, devem-se às inovações tecnológicas, que estão tornando cada vez mais difícil a transmissão de conhecimentos às próximas gerações. Uma transmissão bem sucedida de conhecimentos tradicionais será a chave para adquirir a transição bem sucedida. Como poderemos facilitar a transmissão de herança cultural e poder utilizá-la num processo de transformação? “Esta é a pergunta feita por Jérome Beilin, empresário proponente do Congresso.
Redação Juruá On Line

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Encantado! Homem atira em boto e fica perturbado



Escrito por Jorge Natal - publicado no jornal Voz do Norte, Cruzeiro do Sul-AC 
Depois de atirar num boto que estava perturbando sua pescaria Valdecir da Costa Souza, 20, passou a apresentar perturbações psicológicas e afirma que os animais estão o atraindo. Além de ouvir vozes ele vê um homem sentado numa pedra no rio tentando levá-lo para a água e o problema está preocupando os familiares.
Tudo começou quando Valdecir participava de uma pescaria junto com o primo Natanael dos Santos, em uma comunidade do interior do Amazonas e alguns botos rasgavam as redes e comiam o peixe, momento que o pescador resolveu dar um tiro num dos animais.
Segundo conta o primo, imediatamente após o tiro, surgiram vários botos ao redor do barco que tentaram alagar a embarcação e eles não conseguiram continuar a pescaria. Mesmo depois do barco ter sido ancorado nas margens do rio os animais não foram embora, momento em que Valdecir começou a passar mal.
“Comecei a passar mal e apareceu um homem em cima de uma pedra branca no meio do rio que tentava levá-lo para a água. Ele me chamava e dizia que ai me levar”, contou o pescador ainda abatido, que no momento pedia socorro ao primo que afirmou que eram muitos botos e quando eles apareciam Valdecir começava a passar mal.
“Quando eu ficava perto do meu primo, que estava comigo na pescaria, eles se afastavam e o homem desaparecia”, conta ainda assustado em sua residência. Depois que chegou em casa o pescador deu muito trabalho a família que tinha que segurá-lo a força pois ele queria entrar no rio.
Segundo a tia do pescador, Lúcia dos Santos, todas as vezes que Valdecir sentia a presença dos botos ficava com a voz diferente e com muita força. “Não sei o que acontecia, ele começava a desmaiar depois queria entrar no rio. Eram nove homens e três mulheres para poder segurá-lo”, afirmou.
O pai pescador, José Alberto de Souza, 62, conta que também já foi vitima de um boto, quando estava com amigos madeireiros nas margens de um igarapé na fronteira com o Peru. Eles jogavam baralho quando sentiu algo estranho no corpo e via um homem sobre uma pedra no igarapé que tentava levá-lo para a água.
José Alberto afirma que tudo começou depois que seu pai desapareceu nas águas do Rio Juruá, encantado por um boto. “Meu estava numa canoa que naufragou e vários botos começaram a boiar no local, ele nunca foi encontrado. Depois ele apareceu para minha esposa dizendo que estava em um boto e que eu precisava desencantá-lo. Ela me disse antes mesmo dele aparecer três vezes, depois disso nunca mais voltou”, ressaltou. 
* Daqui há alguns dias, prometo trazer a versão dos botos, que contestam o pescador. 

terça-feira, 21 de maio de 2013

“Que comam brioches!” Os ecos de Maria Antonieta na magistratura brasileira


Tenho me mantido a uma confortável e segura distância dos acontecimentos envolvendo a provável demissão dos 11 mil funcionários públicos no Estado do Acre.
Felizmente, graças aos meus deuses pagãos, sobrevivo bem em meu trabalho na iniciativa privada. Confesso que sempre achei uma forma de fraqueza humana quem se escora na estabilidade do emprego público, muitas vezes sem nenhuma identidade com o que faz, prestando por vezes, um serviço abaixo da linha de miséria.
Talvez por isso, não tenha verdadeiramente me sensibilizado com a situação dos prováveis demissionários e suas famílias. Afinal, o engenho humano prova que para tudo, dá-se um jeito e a necessidade é a mãe das invenções.
Contudo, a recente declaração do nobre magistrado Giordani Dourado, acaba de me ganhar para a causa dos 11 mil.

"Manifestando-me agora como juiz e membro do movimento associativo (ASMAC), entendo que a decisão do STF lastreou-se em parâmetros constitucionais sólidos, os quais, ao fundamentarem a exigência de concurso para o provimento de cargo no serviço público, prestigiam a moralidade e a impessoalidade administrativas, bem como o mérito de quem estuda com sacrifício, às vezes em detrimento de sadias noites de sono, para lograr justa aprovação em certame público. Atacar gratuitamente o STF e propor desobediência civil contra a decisão da Suprema Corte reflete o mais medíocre e oportunista pensamento populista que contamina como vírus letal as instituições latino-americanas. Sou magistrado porque estudei, sofri, chorei e superei as dificuldades de um concurso dificílimo. E tenho muito orgulho disso. Para aqueles que infelizmente serão afastados da administração pelo erro grosseiro de maus administradores, caberá a justa indenização, mas não a permanência no cargo em manifesta ofensa à Constituição da República."

Com todo respeito ao magistrado, que diga-se de passagem exerceu com  destacado denodo o cumprimento de suas funções em Cruzeiro do Sul e que manteve suas portas abertas como poucos em nossa cidade, mas a afirmação, ainda que juridicamente embasada, me soa eivada de flagrante desrespeito à real situação destas 11 mil famílias. Só é portador de tal frieza quem vive em uma cúpula dourada, cercado de benesses e prerrogativas estranhas ao conjunto da população.

Ainda com respeito ao magistrado, mas não posso deixar de ver nesta declaração os ecos de uma afamada frase, dita ou atribuída à Maria Antonieta em que, como resposta à falta de pão que afligia os sans culotes da Paris do século XVIII mandou-lhes dizer que comessem brioches.

Nunca comi brioches e acredito que a maioria da população acreana também nem faça idéia de qual seja o gosto da iguaria, mas a sua sugestão de que os 11 mil abandonem a luta de sua sobrevivência em favor da decisão do STF deve ter deixado um gosto amargo na boca de quem depende deste emprego para sustentar suas famílias.

A constituição, o STF e todas as instâncias jurídicas que compõem o estado democrático de direito somente existem porque a população, lá no distante século XVIII deu como resposta à provocação de Maria Antonieta, a guilhotina.

Tivesse a turba sido obediente e engolido os desaforados "brioches"  da rainha ainda viveríamos em regime absolutista.

Por mais embasado que o STF possa estar, se os magistrados não forem capazes de sentir a angústia destes 11 mil pais e mães de família, terão se tornado tão inúteis no século XXI quanto uma Maria Antonieta togada.

A história ensina que quando a ordem é injusta, o justo é desobedecer.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

A religião em “Crônicas do Gelo e do Fogo” - Parte 1 - Os Sete Deuses de Westeros


Leandro Altheman

Neste (nem tão) breve ensaio, pretendo discorrer sobre as principais religiões retratadas na obra ficcional de George R.R. Martin e a partir do simbolismo presente no seu universo fantástico, demonstrar que os elementos revelados encontram-se em algumas das religiões do passado e do presente da humanidade.
O tema atraiu-me a partir de quando percebi que boa parte da trama se desenrola a partir da cosmovisão de cada personagem. Ou seja, em sua obra a religião e a religiosidade, ou a falta dela desempenham um papel fundamental a determinar as respostas de cada personagem-narrador. Esta percepção pode ajudar-nos a entender as diferenças fundamentais entre algumas das principais cosmovisões em nosso próprio mundo.

Começaremos pela religião mais difundida em Westeros: Os Sete.

Os Sete

Os sete nos são incrivelmente familiares e talvez o porque disto esteja claro para alguns de seus leitores, mas não para todos.
Os Sete representam os principais arquétipos que regem a humanidade. Podemos dizer que esta fé simboliza uma segunda etapa na cosmovisão da humanidade. Precedida pelo pan-teísmo natural (a qual falaremos logo adiante) e sucedida pelo monoteísmo dualista, a religião arquetípica foi quem dominou  a cosmovisão da antiguidade.
Egípcios a ensaiaram sob a forma seu deuses antropomórficos, inicialmente espíritos tutelares ligados à geografia do próprio Nilo, a medida em que se organizava o seu espaço político, seus deuses também se organizavam para dar forma à cosmovisão não mais de um grupo, povoado ou cidade, mas de uma nação. Com o tempo, cada um destes deuses passou a desempenhar um papel arquetípico representando os ciclos de vida, morte e renascimento, assistido pelo povo egípcio às margens do Nilo e reinterpretado como parte da encenação cósmica do próprio universo.
Processo semelhante se assistiu no lado asiático do crescente fértil. A medida em que cidades povos e reinos  eram integrados, seus espíritos tutelares passaram a constituir um panteão, dando assim uma fé comum aos povos da mesopotâmia. Se é correto afirmar que um império é feito com armas, é tão correto afirmar que o que mantém coeso é a sua cosmovisão, destinada a amoldar os anseios, preocupações e destinos de cada indivíduo ao destino de sua própria nação.
Mais foi com os gregos que os deuses ganharam forma e conteúdo arquetípicos que nos são mais familiares. A cosmovisão engendrada pelo mundo helênico e adotada pelos romanos permanece viva em nosso século, sem que muitas vezes nos demos conta disso. A trindade Zeus-Poseidon-Hades ainda é reverenciada ainda que de forma distinta. Ares continua a tumultuar os destinos da humanidade, mesmo que a ordem de “ataque preventivo” parta do mais pio dos cristãos. Felizmente, Afrodite continua também a provocar os suspiros de homens e mulheres apaixonados e Atena, a nos inspirar a sua sabedoria. Sem é claro esquecer do veloz Hermes que ganha asas digitais para levar as mensagens de um lado a outro do planeta e ainda hoje é reverenciado por comerciantes e contadores sem que se deem conta disso.
George R.R. Martin captou a essência fundamental do politeísmo arquetípico e os representou maravilhosamente sob a forma dos Sete.
O Pai, A Mãe, O Guerreiro, O Ferreiro, A Velha, A Donzela e finalmente O Estranho capta
m os movimentos essenciais da alma humana quando ele se volta ao desconhecido em busca de  justiça, misericórdia, força (para lutar ou para trabalhar), sabedoria, amor...
 E como uma verdadeira fé arquetípica, também não deixa de fora aquilo que não se compreende e nem se deseja, mas que faz parte da realidade: O Estranho.
Digo sem medo de errar que uma religião que contemple o estranho gosto da morte, a risada louca dos deuses, o caos incompreensível aos olhos humanos tende a ser uma religião mais honesta aos seus seguidores. Uma religião que não torne anátema o que não está nos planos do homem cria uma psique mais sadia, mais propensa a aceitar que nem tudo se é como se deseja, que nossas vontades não são maiores que os “caprichos”dos deuses e que apesar de encontrarmos a ordem em abundância no universo, o caos também é igualmente abundante. Se existe uma divindade, que melhor maneira de explicar as pernas tortas, os olhos vesgos, a doença e a loucura do que aceitar que loucura representa também um aspecto da divindade?
Os septões mais esclarecidos são unânimes em afirmar que o politeísmo da fé nos Sete é apenas aparente em que em sua essência é na verdade, uma fé monoteísta. Nada representa isto melhor do que o arco-íris. A luz de um único sol se divide em sete raios coloridos cada um com uma qualidade específica, mas ainda assim, ligados intrinsecamente à luz primordial que os gerou. Por esta razão as coroas dos septões são feitas de cristal, uma referência à luz que se decompõe no espectro de cores que se traduz na diversidade da realidade, sem jamais negar a existência de uma única fonte primeva que a tudo criou.
Este pressuposto de um Criador primordial que se manifesta na diversidade arquetípica está viva e presente nos cultos afro-brasileiros aos Orixás. Uma mente despreparada pode enxergar na umbanda e no candomblé traços do politeísmo pagão Greco-romano, suplantado, ao menos parcialmente, pela fé aparentemente mais simples e esclarecida, do monoteísmo abraâmico.
Contudo, assim como nos Sete de Westeros, o politeísmo dos Orixás é apenas aparente. Os sacerdotes dos Orixás sabem e ensinam que tudo partiu de um Criador Uno, e que este mesmo Uno, delegou sua própria divindade a seres por ele criados, seres divinosem sua essência cada qual irradiando um brilho próprio, uma qualidade específica a quem a humanidade recorre em temos de necessidades também específicas (justiça, amor, força, sabedorias, etc).
Na umbanda, esta referência aos sete raios do arco-iris é tão evidente que também sete é o seu número. Sete são as suas linhas: Oxalá, Iemanjá, Xangô, Ogum, Oxossi, Iansã e Exu (esta divisão que varia conforme o autor, para melhores esclarecimentos, sugiro a leitura da obra de umbanda exotérica de Rubens Sarraceni). O Criador recebe muitos nomes, sendo o mais usual Olodumaré. Este deve ser reverenciado, mas contudo, permanece inalcansável diretamente, somente por meio de seu Orixá, um filho, pode conhecer a vontade do Criador Supremo.
Já no candomblé esta categorização não é tão simples, e é até difícil se afirmar quantos Orixás existem, ainda que os mesmos Sete sejam os reverenciados, surgem outros tão importantes quanto: Oxum, Omulu e Obaluaê, Obá, Iroco, Ifá, Lodum Edé, e tantos outros quanto sejam possíveis representar arquétipos humanos e da natureza.
Se podemos dizer que o culto Orixá é um politeísmo aparente, que revela em seu âmago, um monoteísmo, algo semelhante pode ser dito do monoteísmo abrâamico. Seu aparente monoteísmo não nega a existência de divindades que descendem do Criador primordial.
Tais divindades estão representadas como os Elohim – seres divinos.
A cabala que é parte integrante deste conhecimento explica que o Criador primordial permanece em um lugar fora do tempo e do espaço manifesto, pois é anterior e ulterior a estes. É chamado de o “Imanifesto” (a cosmogonia Tupi-Guarani também se refere de modo semelhante ao Criador primordial como a essência que dá forma e conteúdo a tudo, não tendo porém ele próprio, forma ou conteúdo – ler mais em Tupã Tenondé – Kaká Verá Jecupé).
Para os cabalistas, contudo, o Criador inalcansável pode ser percebido através de suas múltiplas manifestações, representado em sua diversidade pela árvore da vida.
(Princípio semelhante se encontra no politeísmo monista hindu)
Ou seja, para os sacerdotes da cabala, Deus é Um, mas presente em múltiplas manifestações divinas. Esta mesma questão pode ser colocada a partir da frase atribuída a Jesus na cruz: Eli, Eli lama sabatsani – mormente traduzida por Senhor, senhor, porque me abandonaste – Eli, contudo é o plural de El – senhor , ou seja, o mais correto seria Senhores, senhores, porque me abandonastes. Os estudiosos da bíblia diriam que trata-se de um plural majestático  que equivale dizer que o Deus Unitário é tão imenso, que não cabe em apenas um.
Seja como for, a fé dos Sete representa muito bem os arquétipos humanos responsáveis pela qual se dá a interpretação do universo. Se Carl Gustav Jung estiver correto, a clareza com que cada um lida com estes arquétipos em sua vida é que determinará o grau de saúde da psique e de realização do indivíduo.


sábado, 18 de maio de 2013

Indígenas Acreanos manifestam indignação com Governo Dilma


Lideranças Indígenas do Estado do Acre, Sudoeste do Amazonas e Noroeste de Rondônia estiveram reunidos  entre os dias 14 a 16 em Rio Branco – Eles Manifestaram indignação contra as ações do Governo Dilma que mudam as regras do jogo na demarcação de terras    indígenas e abrem as portas para as intervenções sem consulta.
Leia a Carta na Integra
Rio Branco-AC, 16 de maio de 2013.
Nós lideranças indígenas representantes de 14 povos e organizações do estado do Acre, sul do amazonas e noroeste de Rondônia, reunidos entre os dias 14, 15 e 16 de maio, vimos expressar a nossa grande preocupação e indignação com as recentes medidas adotadas pelo Governo Dilma Rousseff e a bancada ruralista do Congresso Nacional. A mais recente delas diz respeito à tentativa de acabar de vez com os processos de demarcação de terras indígenas e quilombolas, a partir da instalação da CPI da FUNAI e do INCRA. Esta CPI visa paralisar as demarcações das terras indígenas e revisar as já homologadas. Nós perguntamos a todos: o que irá acontecer conosco, os povos indígenas?
Estamos preocupados com o projeto de exploração de petróleo e gás natural no Vale do Juruá, com as hidrelétricas que atingiram os Kaxarari – que estão sendo ameaçados pelos fazendeiros, com os projetos de ligação do Acre ao Peru por meio de rodovias que irão sangrar a floresta, onde há parentes em isolamento voluntário, com as ameaças à liderança Francisco Saldanha e Antonio José, respectivamente da TI São Paulino e TI Valparaíso.
Nossas terras e culturas estão sendo destruídas e com isso todo o nosso conhecimento milenar. Somos parte da natureza e ela faz parte de nós, mas a cada dia surgem novas ameaças que põe em risco a nossa integridade física e os nossos territórios. Exemplifica isto as PECs 215 e 237, além do Projeto de Lei de Mineração, que se aprovadas, vão retalhar o nosso território de ponta a ponta.
Por isso exigimos a imediata demarcação das terras indígenas do Acre, Sul do Amazonas e noroeste de Rondônia, queremos também resaltar a grande importância do fortalecimento da FUNAI com as implantações das CTl, para que possamos agilizar os estudos das demarcações e revisões de limites das TI, para nos esta fundação continua sendo muito importante portanto pedimos ao governo Dilma que trate com respeito e atenção o trabalho que vem sendo feito pela FUNAI e dando mais condições e ampliando os servidores para dar conta desta demanda o qual nos povos indígenas lutamos e esperamos a muitos anos pelas demarcações de nossos território.
Queremos deixar bem claro que nunca fomos inimigos do governo somos contra e desaprovamos a forma que somos tratados sem o mínimo de respeito, vendo a cada dia mais os nossos direitos sendo violado, estamos a cada vez mais sendo ignorando e massacrados, essa bancada de ruralistas, nos tratando como se fôssemos de outra espécie, animais e não humanos, portanto pedimos as partes mundiais que faça uma interferência ao governo brasileiro o qual acusamos de omissão aos direitos de nossos povos, pedimos ainda que a organização das nações unidas por parte da secretaria de direitos humanos cobre esclarecimentos imediato e coloque o governo sobre alerta por maltratar o seu povo.
Por fim queremos dizer que a floresta é a nossa vida e o mundo precisa dela pra viver a força da humanidade esta nas raízes das grandes arvores a essência da vida esta nas nascentes das águas, a cura da humanidade esta nas pequenas ervas de poderes que nos conhecemos e podemos ajudar o mundo a se curar, queremos viver em paz ver nossos filhos nascer e crescer vivendo dignamente para isso necessitamos ter nossos territórios devolvidos através das demarcações e protegidos pelas seguranças deste pais e queremos transmitir o nosso conhecimento ao mundo para que passamos ter paz nesta terra.
POVOS E ORGANIZAÇÕES INDÍGENAS DO ESTADO DO ACRE, NOROESTE DE RONDONIA e SUL DO AMAZONAS. ORGANIZAÇÕES
01- ORGANIZAÇÃO DOS POVOS INDIGENAS DO RIO JURUÁ- OPIRJ
02-ORGANIZAÇÃO DOS POVOS INDIGENAS DE TARAUACA-OPITA
03-ORGANIZAÇÃO DOS POVOS INDIGENAS DO RIO ENVIRA-OPIRI
04- CORDENAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES INDIGENAS DA AMAZONIA BRASILEIRA-COIAB
05 – ORGANIZAÇÕA DOS PROFESORIS INDIGENAS DO ACRE-OPIAC
06-ASSOCIAÇÃO DO MOVIMENTO DOS ARGENTES AGROFLORESTAIS INDIGENAS DO ACRE-AMAIAC
07-ASSOCIAÇÃO SOCIO CULTURAL E AMBIENTAL KUNTAMANÃ-ASCAK
08-ASSOCIAÇÃO SOCIO CULTURAL YAWANAWA-ASCY
09-FEDERAÇÃO DO POVO INDIGENA HUNI-KUI DO ACRE-FEPHAC
10-ORGANIZAÇÃO DO POVO INDIGENA APURINÃ JAMAMADI DO AMAZONAS-OPIAJABAM
POVOS INDIGENAS
01 YAWANAWA
02- KUNTANAWA
03 HUNI-KUI
04- NUKINI
05-JAMINAWA
06-APOLIMA ARARA
07- PUYANAWA
08-AYSHANINKA
09-NAWA
10-APURINÃ
11-JAMAMADI
12-MANCHINERI
13-SHAWÃDAWA
14-KAXARARI

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Você acreditou no "bolsa-puta"? Bem feito!

Blogueiro que criou "bolsa-puta" chama de "deficientes cognitivos" quem acreditou na fraude
A trollagem na internet continua solta: as mentiras sobre o auxilio-reclusão, "bolsa-crack" e por último, um famigerado "bolsa puta" que se espalhou pela internet como um vira. A fraude partiu do blog "Jornalismo Destemido" que assumiu a autoria da fraude e ainda alfinetou os leitores mais crédulos e os blogueiros que repostaram a notícia.

"Eu sei que não deveria brincar assim, superestimando a inteligência alheia e me sinto culpado pela deficiência cognitiva de alguns que acreditaram em mim." escreveu o blogueiro.

As trollagens preferidas são aquelas tragam em seu conteúdo declarações contra o PT ou mensagens que possam ser traduzidas como o "fim dos tempos" e a "volta de Jesus" por terem grande facilidade de aceitação. A maioria dos leitores não costuma averiguar a fonte e simplesmente, repassa a notícia. 

Veja o que escreveu o blog da Radio Criciúma:  


Mesmo a "notícia" sendo totalmente descabida e o blog ser exclusivamente preenchido com textos de humor, muitos internautas compartilharam nas redes sociais, sem conferir a veracidade, causando revolta dos indignados - que também não procuraram se informar, com a suposta ajuda às garotas de programa. Foram tantas pessoas tomando a informação com verídica que levaram à ira a senadora petista Ana Rita, do Espírito Santo. 


Nota da Senadora Ana Rita (PT-ES)


"O mandato da senadora Ana Rita (PT-ES), presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, esclarece que a matéria publicada no blog de nome Joselito Muller é falsa. O referido projeto não é de sua autoria, além de nunca ter tramitado no Senado Federal. Informamos, ainda, que a senadora já está tomando as devidas providências junto à Procuradoria Geral do Senado, a Polícia do Senado e à Polícia Federal. Em caso de dúvidas, solicitamos acesso à relação dos Projetos de Lei apresentados pela senadora, conforme consta no link abaixo."

http://www.senado.gov.br/atividade/materia/Consulta_parl.asp?Tipo_Cons=15&p_cod_senador=4869


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Águias em Luta


Houve um pouso forçado no último domingo no Aeroporto Internacional de Duluth (Minnesota- EUA), mas não envolvem aviões. 


Duas águias americanas lutavam no ar quando travaram suas garras uma na outra. Em um raro espetáculo da natureza, as águias não foram capazes de soltar a tempo antes de cair para a pista.

"Aparentemente, as águias adultas, às vezes, lutam por territórios", disse o agente de conservação ambiental de Minnesota, Randy Hanzal. "Ela travam sua batalha no ar, batendo umas nas outras e pegando uma águia que se intrometer nas suas garras.

"Normalmente, eles se soltam antes de chegar ao chão, mas, neste caso, suas garras estavam tão profundamente encaixadas umas nas outras foram incapaz de se libertarem antes da queda."

Hanzal foi o único que foi chamado para recolher os pássaros e entregá-los para Wildwoods, um centro de reabilitação da vida selvagem em Duluth, Minnesota.

"Surpreendentemente, as duas águias eram tão calmas que eu às peguei coloquei na parte traseira do meu caminhão", disse Hanzal. "Eu acho que elas estavam mais preocupadas em  ganhar a batalha do que com a minha presença."

Para transportá-las, Hanzal cobriu-os com cobertores e casacos, e prenderam-nas com correias, de acordo com um relatório no Duluth News Tribune.

Após chegar ao centro de reabilitação, uma das águas voou para longe, a outra ainda espera ser tratada para que possa se recuperar.