sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Boas Supresas na Capital

Com uma semana de Rio Branco, já começo a me adaptar a este trânsito meio maluco e a compreender um poucoda dinâmica da cidade, que é bem diferente de CZS por sinal.
Mas no geral, nesta semana, as surpresas positivas superram de longe qualquer expectativa negativa que tinha sobre a capital.

* A primeira delas veio na forma de uma exposição realizada pelo professor Amilton Peregrino de Matos, do curso de docência indígena do Campus Floresta (CZS) da UFAC. A exposição trouxe desenhos dos indigenas Huni Kuin do Jordão retratando as mirações da ayahuasca. A maior surpresa foi a grande presença do público que lotou o local para ouvir as apresentações musicais dos Huni Kuin, de Shanehu Yawanawá e do grupo do sr. Antônio Pedro, que traz um som de raíz dos seringais do vale do Acre. Tenho certeza que uma exposição como esta em CZS não reuniria mais do que uma dúzia de gatos pingados, mas aqui, o público apareceu.

* A segunda foi o show do Mawaca um grupo musical do sudeste. O estilo poderia ser chamado de "etnic music" - uma releitura das musicas e tradições dos povos ao redor do mundo, com enfoque nos nativos brasileiros. Aconteceu no Teatrão e foi casa cheia. Com dança e música de primeiríssima qualidade, as "meninas" conseguiram vencer a perplexidade e apatia do público jovem e provocar aplausos entusiasmados na platéia. Conhecendo a realidade do: sexo e corote sem Rock n' Roll de CZS acho que seria dificil mobilizar o público com este tipo de proposta.

* A terceira foi conhecer um grupo de pessoas que trabalha as questões ambientais na Trasancreana. Não são ongueiros de gabinete com ar condicionado, nem gente com DAS para perturbar produtores, mas gente que com muita boa v0ontade, põe os pés no ramal e vão fazendo o trabalho do beija-flor de apagar incêndios e concientizar os produtores. O trabalho deste peuqneo grupo já tem dado resultado e podem-se ver as mudas de árvores e as APPs sendo preservadas e recuperadas, além de conseguirem impedir a venda ilegal de terras.
Essa gente com pé no chão e amor no coração está conseguindo ter sucesso em fazer algo onde às vezes o estado falha.

* Em outras palavras, é muito bom saber que existe vida social além da política, das relações de interesse e familiares, e as pessoas possam reunir-se por suas afinidades e agir de acordo com uma causa comum. Um movimento que será cada vez mais a nova realidade, a partir das redes sociais que substituem a antiga hierarquia piramidal por uma eficiente teia, onde todos podem ser os protagonistas da mudança.

*