terça-feira, 9 de agosto de 2011

São Paulo terá Dia do Orgulho Hetero



E para provar que em SP não tem só "viado", a Câmara de SP aprovou o "Dia do Orgulho Hetero".

Apesar do título, me parece mais uma "frescura", assim como o dia do orgulho gay.

E o que é pior, acho que só vai ter "macho" no dia. Será que alguma mulher que vai querer "comemorar" esse dia?



Prefiro "comemorar" minha condição heterossexual, bebendo um vinho com a namorada.


O projeto passou com absoluta maioria na câmara da maior cidade do país, o projeto é de autoria do vereador Carlos Apolinário (DEM). É bem estranho, verdade, mas com tanto alarde em torno dos direitos dos homossexuais, como negar àqueles que não o são, o direito de se manifestarem?



E vc, o que acha?

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CZS, agora também sem Cinema



Esta semana fomos brindados com a notícia de que a única sala de exibição de cinema de CZS foi fechada. Maravilha! Assim piora mais um pouco a proverbial falta de lazer de nossa querida cidade.



Segundo "Zezão", arrendatário do Cine Romeu, a baixa frequencia não estava dando para pagar as contas. Os cinemas passam por dificuldade em todo lugar. Em SP, capital nacional das salas de exibição, muitos cinemas tradicionais viraram bingos e igrejas evangélicas. Nada contra. Mas em SP, o fenômeno se deu principalmente por conrta da dificuldade de se encontar uma vaga para estacionar. Roubo de veículos nas ruas, etc. O público acabou migrando para as salas nos shopings, mais seguras e com mais serviços agregados (praça de alimentação, compras, etc). Em CZS o problema é outro: falta de público mesmo.



Pode-se até se questionar se filmes de Hollywood podem ser chamados de"cultura", mas certamente é melhor que nada.


Nada contra também os "farinhadas da vida", mas é preciso oferecer algo mais à nossa população do que música ruim e "manguaça".


O caso do cinema é emblemático: não se sutentou como investimento privado, mas quem sabe poderia funcionar com uma "forcinha" do poder público. Quantos filmes poderiam ser exibidos para estudantes de todas as idades, desde o ensino infantil ao universitário, para depois se tornarem trabalhos escolares?



O que me entristece, é que o tão desejado "progresso" é imaginado por mentes sem muitos horizontes que simpelesmente querem repetir o que já existe de pior por aí.


A BR está virando realidade, mas para se construir uma realidade melhor, é preciso saber sonhar e nada melhor para nos ensinar a sonhar, do que as artes: cinema, teatro, música, artes plásticas, literatura, etc...



Corremos o risco de termos uma cidade "integrada" com o resto do Brasil, mas cada vez mais desconectada de si mesmo, mas isso já é tema para outra postagem. Por hora fica meu protesto e meu alerta de que não podemos, como sociedade, deixar que se reduzam ainda mais as já poucas opções de lazer em nossa cidade.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Marechal encontra a paz afinal!


Depois de ter sido pomo da discórdia entre Estado e Municipio, a estátua e bronze de Marechal Thaumaturgo parece ter enconrado seu lugar definitivo no primeiro pórtico da avenida Mâncio Lima. Cruzeiro do Sul deve ser um dos únicos lugares do mundo que tem um logradouro sob responsabilidade do estado e não do município. Bo para o Marechal, que terá seu lugar definitivo. A menos é claro, que alguém resolva transformar o Acre na "Bocalândia".

É bom que se lembre que a estátua foi um presente do Governo do Estado para CZS pelo seu centenário. Cometendo o erro histórico d ecolocar nas mãos do marechal, uma bandeira que ele nunca segurou. Aqui ele está sem bandeira, ainda e bem que podiam trocar pela bandeira do Brasil para ser mais exato com a história. Sou fã de Plácido de Castro e da Revolução Acreana, mas não se pode mudar a história.

É bom que se lembre também que a implicancia com o marechal foi o primeiro ato de Vagner Sales como prefeito que disse que transformaria o local, em áea de lazer. Taí ele hoje:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quem são os "donos" da ayahuasca?


Há alguns meses atrás tive uma conversa, muito positiva por sinal, com uma pessoa do patrimônio histórico sobre proceso de patrimonialização da ayahuasca.

Percebe-se que o caminho encotrado no Brasil para o uso legal da ayahuasca se dá através do conceito de liberdade religiosa. Até aí tudo bem. A questão é que a ayahuasca em seus milênios, nunca foi religão por si só. Segundo os estudos antropológicos a respeito, a bebida era muito mais um "acessório" dentro de uma cosmovisão já existente (até por que o conceito de religião parece estranho aos povos indígenas). É muito mais um instrumento de acesso a esta cosmovisão do que um eixo a qual orbita a comunidade.

Dentro deste processo que fez com que a sociedade brasileira tomasse contato com esta bebida milenar, é natural que cada vez mais pessoas se interessem em conhecê-la em sua origem.

Conversava neste final de semana justamente sobre isso com o cacique Nixi Waca do povo Yawanawá, mais conhecido no Acre, como Biraci Brasil.
Nixi Waca reconhece a importância das religões ayahuasqueiras para o reconhecimento da sociedade nacional sobre os conhecimentos indígenas. Para ele, a existência de grupos ayahuasqueiros em todo país cria uma comunidade significativa de potenciais aliados do movimeto indígena Mas para que isto se torne uma realidade é preciso que se conheça a verdadeira origem deste conhecimento.

"As pessoas querem beber o uni (ayahuasca) com liberdade, mas também com responsabilidade. Para iso, estão buscando nas origens. Quem foi que trouxe essa bebida, foi Cristovão Colombo? Foi Pedro Álvares Cabral? Não, isso é nosso, é dos povos indígenas. Tem gente que diz: veio do Peru. E o que é o Peru? Quem criou o Brasil, a Colômbia e o Equador. Antes era tudo nosso, dos povos indígenas. Nós nascemos junto com esta bebida que não conhece fronteiras. Tem gente que esconde a verdade: de que a ayahuasca é algo da cultura indígena e dos povos indígenas. Mas esta é uma época em que as máscaras estão caindo. Tanto as máscaras do mal, quanto as do bem. Eu tenho a minha máscara de uma jibóia toda pintada. Uma máscara que mete medo, mas por trás dela sou uma pessoa que ama seus filhos, que brinca com os menoriznhos, que se torna criança também, sem medo. E tem gente que usa uma máscara bonita e por trás dela é uma pessoa que só quer as coisas para si. Esta é uma época do fim das máscaras, para que todos conheçam a verdade."

sexta-feira, 29 de julho de 2011

CZS no JN



Confesso que fazia tempo que não via o JN. É a pior forma de saber da "realidade". Aquilo é um pasquim distorcido de tudo que acontece no mundo. esta semana caabei assitindo duas vezes. Uma delas enquanto estava esperando por uma pizza. Foi divertido.



Divertidíssima a reportagem em que uma nova rica vindo lá de Miami diz que se sente "envergonhada" de chegar no Brasil e ver as filas nos aeroportos. A matéria era uma esculhambação geral com o sistema aeroportuário brasileiro. Só faltou dizer o óbvio: está assim porque muita gente está viajando de avião, reflexos de uma economia em crescimento, mas tem gente que se sente ressentida com o fato de mais gente poder viajar de avião. Ou seja, a reportagem é uma visão distorcida, que provoca indiganação até naquilo que deveria trazer contentamento.



No dia seguinte, vem a reparação: na forma de uma notinha minuscula no canto da tela, falada de meia boca pelo apresentador: Brasil foi o país em que os vôos domésticos mais cresceram. Porque não uma reportagem mostrando as famílias da nova classe média brasileira que podem visitar os parentes de avião, em Minas, Norte e Nordeste ou no Paraná?



Mas confesso que foi bacana ver a matéria sobre a queda da malária no Acre, leia-se Juruá, pois é aqui que o negócio pega. Só achei a matéria fraca de exemplos. O repórter esteve apenas em um ramal de RBR e a única entrevistada teve apenas 4 malárias. Ora, aqui no Juruá se encontra gente que teve mais de 30. Só eu tive 13.

Cruzeiro do Sul foi citado nominalmente como exemplo de combate à malária, portanto faltaram imagens da cidade para dar mais embasamento à reportagem.



Mesmo assim, parabéns ao governo, especialmente Tião Viana que é o principal responsável por essa redução desde quando estava no senado. A verdade tem que ser dita. Parabéns tb à Juruá FM, que na época foi o principal canal de comunicação para que a capital soubese do que estava se passando aqui.

Acompanhei de perto toda esta situação e é uma vitória saber que os números continuam caindo.



E voltando ao JN, que tal a matéria sobre o novo Estado da Palestina? Os idiotas preferem mostrar o arame farpado em Israel do que a festa dos palestinos...


E assim, o jornal que se diz sério e que preza pela qualidade e imparcialidade da informação se converte em panfleto sionista...




As drogas matam, a caretice também


Neste semana tivemos a morte de Amy Winehouse, lembrada com mais uma entre as dezenas de artistas que dperderam a vida por abuso de drogas. Abuso, é bom que se diga, e não apenas uso. Sim, porque a diferença entre o remédio e o veneno é a dose, já diziam os antigos gregos e romanos, e até a inocente e pura água também mata, caso alguém se afogue no rio.

Faço minhas a spalavras da pesquisadora que disse: " É normal de quem tem consciência, experimentar com a consciência". Ou seja, desde que o mundo é mundo, o ser humano experimenta coisas que alterem a sua percepção.

Nas Américas principalmente, foi desenvolvidsa uma verdadeira ciência a partir das chamadas plantas de poder: peyote, ayahuasca, wachuma, etc... Mesmo os inocentes mate, chocolate e guaraná, vem da mesma seara.

Como praticante de xamanismo, minha opinião sobre as drogas é que na verdade a grande tragédia foi a profanação deste conhecimento pelo capitalismo. Foi assim aque a sagrada folha de coca, virou a hedionda cocaína, e que o sagrado tabaco virou o cigarro dos maços de malboro e holywood, e por aí vai.

Para mim, a solução para o problema das drogas, seria admitir a necessidade de experimentação, e fazer este estudo com os verdadeiros mestres destas ciências. Para a coca, procurem os quetchuás ou ayamarás, para a marijuana, os hindus shivaístas, e etc...

****

Mas também esta semana, provou que se as drogas matam, a caretice também. Que outro nome dar à atitude do belo rapaz louro de olhos azuis que se deidicou a matar jovens reunidos do PT norueguês? Se sua mente não fosse tão careta, podia ter dado outra resposta às suas inquietações, podia fazer esportes radicais na Nova Zelândia, ou experimentar peyote no Novo México, podia ter feito uma savana na África, ou assistido o carnaval no Rio de Janeiro (duvido que mesmo com toda sua arrogância, não ia acabar se rendendo ao charme da mulata). Mas preferiu disparar arma de fogo contra jovens trabalhistas.

Caretice. Não vejo outro nome para fundamentalismo cristão de extrema-direita.
Acho que Jesus, há mais de dois mil anos atrás, certamente não era careta.

A caretice é isso, é não enxergar o mundo com todas as suas cores e possibilidades e não se engane, mesmo usar "drogas" não é antídoto para isso. Quando morava em SP, tinhamos as chamadas "hipinhas malufistas", que se vestiam todas descoladas, fumavam maconha, mas continuavam votando no "rouba mas faz".

Bem, de uma forma ou de outra não é recomendável fazer o que a Amy fez, perder as estribeiras e se entregar nas drogas e álcool. Mas muito pior foi o tal do Breivik, que matou cerca de 92 pessoas inocentes em nome de qualquer asneira. Se tivesse que escolher entre uma loucura e outra, preferia a da Amy.

Ampliar a visão de mundo é algo urgente para uma humanidade que está diante do limiar que pode fazer a diferença entre a existência e a extinção.
Quando ampliamos nossa visão de mundo, ampiamos também as diferentes possibilidades de futuro para a humanidade.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Campanha Pimpolho Prefeito 2012


Tendo em vista o crescente desgaste do prefeito Vagner Sales, quero aqui neste espaço do blog, sugerir um nome para concorrer à sucessão municipal: Pimpolho 2012.

Tenho certeza que será mais uma "unanimidade" na coluna de Moreira Jorge. Afinal, o cara saca tudo de Juruá. Bem, com a baba que ele e o AC 24 horas ganha do garoto propaganda da lacoste, talvez até eu...

Falando sério...

Estou seriamente preocupado com o futuro de CZS e já virei um daqueles chatos que ficam prenunciando tragédia, mas não custa insitir: estamos às vesperas de conclusão da Br e a antes agradável CZS já dá mostras de que não vai suportar o crescimento. Só uma administração séria e realmente comprometida com o futuro da cidade e mais que tudo, com visão urbanística teria coindições de responder ao desafio. O problema é que boa parte da sociedade ainda está meio adormecida, acreditando que o problema de sua rua é só o problema de sua rua, sem conseguir ter uma visão geral do problema. Uma visão moderna da cidade, poderia fazer de CZS um verdadeiro brinco nesta floresta, uma cidade arborizada, bonita, com muitas áreas de lazer, agradável, limpa e com oportunidades para todos.

Infelizmente estamos mais perto do oposto disso, uma cidade barulhenta e caótica, cheia de problemas de uma cidade grande, mas sem os mesmos confortos e oportunidades. Rio Branco é uma cidade assim. Ainda que as últimas administrações tenham tido uma boa visão de urbanismo, estão apenas correndo atrás do prejuízo de décadas de crescimento desordenado.

Aliás, o espaço urbano apenas reflete uma sociedade de desiguais. E que desigualdade maior pode haver em CZS onde meia dúzia é dona da quase totalidade de terrenos urbanos?

A verdade é que a farsa da administração coronelista é apenas um reflexo de uma parcela importante de sociedade igualmente preconceituosa e atrasada, que por pura falta de informação se deixou levar pelo discurso fácil e raivoso do anti-petismo.
Uma maneira de pensar (ou de não-pensar) que perde a força na mesma medida em que esta sociedade tem acesso à informação e oportunidades.

O desgaste de Vagner Sales é não ter compreendido a tempo, que a sociedade cruzeirense mudou e está mudando, que existe uma classe média em crescimento, de que uma fatia importante de sua juventude estudou fora e volta contra outra visão, de que a Universidade da Floresta abriu as portas para que filhos de agricultores e ex-seringueiros tivessem acesso à formação universitária.

Mais cedo ou mais tarde, esta transformação social vai se traduzir em mudança política, e aí, os coronéis terão seu lugar, na história.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Viva Ollanta!

Amanhã, o líder nacionalista Ollanta Humalla assume a presidência do Peru. Momento histórico para a América Latina. O Peru sempre foi pautado pelo neoliberalismo mais descarado e agora um quetchua assume o poder prometendo desenvolver uma política semelhante a do governo Lula.

Ollante teve que moderar o discurso e se aproximar da centro-esquerda de Toledo para poder vencer a filha de Fujimori, Keiko.

Acompanhei de perto esta mudança no cenário peruano entre os anos de 2009 e 2011. Em 2009 Ololante era uma unanimidade entre os serranos e 'quetchuablantes' , especialmente agricultores e mineiros, mas era tido com sérias ressalvas pela classe média peruana e mesmo pela classe pobre não identificada com os movimentos étnicos e sociais do Peru. A crise mundial que dimunui a entrada de dólares do turismo estadunidense- europeu e a mudança no tom de discurso de Ollanta cativou uma parcela importante da sociedade e em 2011, gente que antes tinha medo dele passou a gritar a plenos pulmões : "Viva Olanta!"

A imprensa vendida brasileira vai esbravejar com seu pit bul Arnaldo Jabor, sobre o cresciumento da esquerda na AL.
Mas a entrada do Peru, no bloco de países com orientação política à esquerda, é mais um severo golpe no já decadente neoliberalismo.

Aqui da fronteira noroeste do Brasil, meu desejo de boa sorte ao novo presidente...

PS: A bandeira colorida é a Wipala, bandeira tradicional andina que representa a união dos povos do Tawantinsuyu, não tem nada a ver com GLBT, não...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Fundamentalismo Cristão faz vítimas na Noruega


O que têm a ver o massacre na Noruega, com a chacina do Realengo e a candidatura de José Serra?

São três expressões do crescente fundamentalismo cristão, ainda que muita gente não queira ver as coisas deste modo.
José Serra soube aproveitar a onda fundamentalista e aproveitou a polarização, embalado por este pensamento retrógrado ao estilo TFP, que andava meio adormecido.
Serra só não decolocou porque a prosperidade econômica alavancada pelo Governo Lula foi um apelo muito mais forte para a nova classe média.
O massacre do Realengo foi praticado por um louco, aparentemente sem nenhuma vinculação com células terroristas, mas revela um pouco a psiqué do assassino terrorista - se sente um "escolhido" para lutar contra os "impuros". Tanto faz ser islâmico ou cristão, a estupidez é a mesma só à espera de uma bandeira para justificar seus atos criminosos.

Já no caso da Noruega, o próprio assassino confessou ser um fundamentalista cristão, conclamando a luta contra a "mistura de raças" e o marxismo. Broxa. Soubesse como é bom ter uma morena nos braços não fazia uma merda dessas.

No Brasil, país da tolerância, parecia até pouco tempo impossível que tais idéias ganhassem corpo, mas o massacre do Realengo provou que talvez estejamos errados.

Com as mãos sujas de sangue, os sites cristãos apressam-se em dizer "este filho não é meu". Claro que não se espera de nenhuma igreja que oriente seus dscípulos a "sair matando".
Mas isso também serve para pensarmos que talvez os "terroristas islâmicos" não sejam criados dentro das mesquitas. O fundamentalismo religioso, de qualquer denominação serve de motivação para assassinos que agem em defesa de algo. No caso dos islâmicos, a real motivação é a defesa de um modelo de sociedade, do memso modo que o assassino norueguês.

"Ser um cristão pode significar muitas coisas: que você acredita e quer proteger a herança cristã da Europa cultural, o patrimônio cultural europeu, nossas normas (códigos morais e as estruturas sociais incluídos), as nossas tradições e nossos sistemas políticos modernos, que são baseados no cristianismo (protestantismo, catolicismo e cristianismo ortodoxo) e no legado do iluminismo europeu
"

Veja também o que ele falou sobre o Brasil

"Nos próximos 70 anos, os conservadores precisam tomar o poder político e militar numa combinação de luta armada e democrática … A alternativa será um modelo de contínua bastardização, muito parecido com o modelo brasileiro: onde, graças a uma revolução marxista, se criou uma mistura de raças da Europa, Ásia e África."

Anders Behnring Breivik

Muito lúcida a análise do colunista Walter Hupsel.

" ... Os “especialistas”, atônitos com o ocorrido, tentaram, de toda e qualquer maneira, encaixar uma explicação qualquer que remetesse aos muçulmanos. Qualquer coisa, naquele momento, servia a eles, nos seus delírios, nas suas elucubrações. Diria eu que estavam estado de êxtase hipnótico, apontando o dedo rua afora e vendo fantasmas em todos os lugares..."

No entanto, depoius que ficou clara a posição de extremista cristão, procurou-se desvincular a motivação (pseudo) religiosa.

" Desde os primeiros momentos já estava claro, pra qualquer pessoa que tentasse entender o que se passava, que o alvo dos atentados não era a Noruega, ou mesmo o governo, mas sim um partido, uma posição política. Era claro, logo, que o atentado fora levado a cabo por razões internas.

O alvo, o modus operandi, tudo indicava solidamente pra nacionalistas noruegueses, para extrema-direita. Mas a mídia olhou, e não viu. Não quis ver.

Quando finalmente enxergou, as características “religiosas” do assassino, do terrorista norueguês, foram esquecidas. Ele tornou-se uma radical louco, um homem perturbado aos olhos dos jornais. Afinal era um de nós."

Ou seja, só os "outros" podem ser terroristas com motivcações religiosas, os cristãos, nunca...São apenas "loucos". Vamos revisitar o rio Tauarí, minha gente...

Em 1998, uma violenta manifestação de fanatismo religioso provocou o assassinato de seis pessoas, inclusive duas crianças, e o espancamento coletivo dos moradores de Lavras, uma típica comunidade do interior da floresta amazônica isolada nos confins do rio Tauari, município de Tarauacá, no Estado do Acre.

Para saber mais sobre o fundamentalismo cristão:

Menino é forçado a comer papel em ritual religioso na Escola


PS: É bom o cruzeirense Chinganga tomar cuidado. De pele morena, dançarino de salsa e merengue, pode se tornar uma vítima dos Neo-nazi-broxas-(pseudo) cristãos Noruegueses!

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Existe Vida após a fama?


A morte de Amy Winehouse foi o assunto do final se semana. Vai engrossar a lista dos artistas que morreram no auge da carreira, por excesso de algum tipo de substância lícita ou ilícita: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, Raul Seixas, Michael Jackson. Kurt Cobain fica fora da lista porque se matou mesmo, mas provavelmemte por alguma depressão causada também por excesso de drogas.

Munição para os moralistas que defendem as proibições... Bem, se tudo que mata fosse proibido, deveria estar na lista o álcool, o cigarro e as motocicletas.

John Lennon não conta, foi assassinado na porta do edifício Dakota em Nova Iorque por um dois chamado Mark Chapman, que dizem as más línguas, teria sido treinado pela CIA. John Lennon faz parte de outra lista: a dos pacifistas assassinados, fica junto
com Mahatma Gandi e Isaac Rabin...

Mas não interressa, o objetivo da postagem não é esse, mas que a fama, com ou sem drogas, traz um efeito devastador na vida de qualquer pessoa.

Por exemplo: Você já ouviu falar em Robert Caradeire? Se você tem menos de 35 anos é provavel que não. Ele era famoso no final da década de 70 quando fazia o papel em um seriado de TV: Kung Fu do Oeste. Caiu no total esquecimento e se matou a uns dois anos atrás num quarto de hotel de uma maneira para lá de esquisita: se masturbando. Aparentemente ele pendurou o pescoço mas não tinha a intensão de se matar, era, segundo a polícia, uma maneira de dar mais "emoção" à sua punheta. Mas acabou morrendo asfixiado. Trágico? Irônico? Sei lá. Sei que não é fácil para uma pessoa sobreviver à fama.

Faço uma comparação desta vida em laboratorio de miniatura que é o Juruá. ,De certa forma experimentei uma pequena dose desta fama tornado-me uma espécie de celebridade local.
Não vou negar: é bem legal. Às vezes chateia um pouco também, é verdade, mas muitas portas se abrem. Ocorre que a tal da fama vicia e é por isso que na verdade ninguém quer largar o osso. Há uma confusão entre a identidade real da pessoa e a televisiva, e quando o sujeito, por alguma razão, se desliga daquilo, ocorre algo como uma "síndrome de abstinência" às vezes entrando em depressão.

Passado o sufoco, a vida volta 'a normalidade, mas os primeiros dias são difíceis e é como se a pessoa simplesmente "não existisse". Para mim, basta ir a Tarauacá e a fama acaba, volto ao sagrado anonimato. Agora imagine para uma pessoa que não pode se esconder em lugar enhum do mundo?

Um pouco de non sense
A cena da novela termina com o Tom Cruise pegando um rolo de papel higiênico no botequim da esquina (sim, ele também limpa a bunda) e com uma fã perguntando por que ele não está mais na TV e o que ele vai fazer com o papel...

- Pendurar no teto e me enforcar!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Noticias da BR 364







Tive a oportunidade de viajar pela BR 364 duas vezes este ano e aproveito este espaço para compartilhar com meus leitores, informações sobre a estrada e o andamento da obra.




Para quem ainda não sabe, a rodovia já está totalmente asfaltada entre Rio Branco e Manoel Urbano. A ponte do Purus já dá trafegabilidade, reduzindo consideravelmente o tempo de espera nas balsas, que naquele trecho já chegou a durar 24 horas para caminhões pesados (já vi filas de quase quatro quilometros de caminhões esperando para atravessar).



O asfalto ultrapassa a entrada para Manoel Urbano e quando ele termina tem início um trecho em obras, já com terraplanagem em muitos deles. São aproximadamente 40 km de barro. após este trecho, são aprox. 10 km de asfalto e novamente barro, na minha contagem 37 km. Ou seja, o que falat para ser asfaltado e concluir a BR, nos meus calculos são 77 km, excluindo-se obaviamente os 20 km de recuperação na entrada de Tarauacá, que também já começou a receber o asfalto, os 11 km da variante e mais alguns trechos pequenos de cabeceiras de pontes e acessos.



A ponte do rio Jurupari é uma das poucas que ainda não estão prontas, mas os trabalho são intensos. a ponte teve de ser redimensionada pois na forte invernada dete ano, as aguas cobriram parte dela.



Neste trecho de barro, o tráfego ainda é precário e no caso de chuva, realmente é necessário aguardar a estrada secar. Com chuva eu não arriscaria naquele trecho, nem com carro anfíbio. Com a estrada estando seca, mesmo carros pequenos passam sem dificuldade.


A ponte do rio Envira está pronta e as máquinas trabalham agora na cabeceira. É a unica travessia que ainda depende de balsa, pois no rio Tarauacá já se pode atravessar pela ponte.





O estado do asfalto no trecho entre os rios Gregório e Liberdade está em péssimo estado e exige atenção redobrada do motorista. Demora-se um pouco mais enste trecho para poder se desviar dos muitos buracos na pista. Do rio Liberdade em direção ao juruá, a estrdaa recém-recuperada está um tapete, lembrando que é preciso muita atenção ao cruzar a terra indígena katukina. Foram colocadas lombadas muito altas e ainda não foram completamente sinalizadas, podendo causar susto aos motoristas.





A partir de Santa Luzia, a estrada está muito bem sinalizada e tem se a impressão de uma rodovia de 'primeiro mundo'.




A variante apresentou boas condições de tráfego mesmo após a pequena chuva da tarde.



A viagem partindo de Rio Branco até Cruzeiro do Sul durou aproximadamente 10 horas. Excluindo-se duas paradas de meia hora em Sena e Feijó, temos uma viagem de 9 horas. Tempo que deve ser reduzido ainda mais a partir do funcionamento da ponte do rio Envira.

Ou seja, em breve vai ter gente andando na BR e dizendo que ela "nunca vai ficar pronta".


Agora, uma coisa é certa, será uma estrada que irá demandar muita manutenção, ainda que é preciso ter em mente que a detreioração da etsrada nos últimos anos se deve principalmente pelo tráfego de caminhões acima do peso, muitos dos quais para carregar insmuos para a rodovia.


Problema que deverá ser minizado com o término da obra e com a instalação de balanças para controlar o peso dos veículos de carga.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cultura urbana em uma cidade da floresta



Acostumado aos imensos painéis grafitados de São Paulo, surpreendeu-me ver esta forma de expressão artística típica das megalópoles
em Rio Branco.
O grafite está realcionado com a cultura do hip hop e na paulicéia, os temas retratam de uma maneira crua, anárquica e subversiva aspectos da realidade urbana: drogas, violência, racismo, e a alienação em torno da "grana que ergue e destrói coisas belas".

Achei muito interessante ver que em Rio Branco, os artistas urbanos fizeram uma releitura da cultura nativa indígena e dos seringueiros, expressando a realidade ancestral do estado criando a partir de uma base cultural 'alienígena' uma expressão artística própria e original.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

On The Road Again


Meus poucos mais sempre valiosos leitores talvez devem estar se perguntando aonde eu fui parar. Minha postagem anterior foi a do dia de São Pedro, e já estamos no dia 11 de junho.
Bem, pelo menos ainda estou ganhando do juruaonline, que parou no dia de Santo Antônio.
Os caras estão tão devagar que ainda nem tiraram meu nome como jornalista responsável.
Se ainda fossee responsável por aquilo, ele não ficaria tanto tempo entregue às baratas.

Estou vivendo de freelance, o que torna a vida incrivelmente mais insegura e excitante. Os free-lances estão para os piratas assim, como os jornalistas contratados estão para os corsários.
Aliás os piratas usavam um nome parecido : ' flibusteiros' que vem do inglês free busters -caçadores livres.

Bem mais divertido singrar os mares do caribe com uma garrafa de rum do que vestir uma peruca rococó da corte do rei George. Os piratas sempre tiveram muito sucesso pois o butim sempre era divido de maneira igualitária entre a tripualação e qualquer capitão babaca que afrouxasse na primeira tempestade, tinha que andar na prancha. A falta de lealdade e de compromisso com a tripualção era punida com a morte. Bons tempos aqueles.

***

Peguei um free-lance para o DERACRE e estou produzindo texto que será utilizado em um material para a Expoacre deste ano.
Realmente as obras estão a todo vapor. Até já perdeu a graça andar na Br, não tem mais aquele caráter de aventura. São apenas pequenos trechos sem asfalto, muitos dos quais já estão imprimados, embora é claro, que uma chuva muda tudo.

Mas é impressionante ver o ritmo de trabalho. Em alguns trechos os trabalhadores vão até 3 horas da madrugada para ganhar o máximo de tempo possível. O único senão é continua chovendo bastante para esta época do ano, quebrando um pouco do ritmo. Mas o fato é que aquela expressão pessimista de que 'nunca vou ver este BR asfaltado" vai ficando cada vez mais esquecida. É certo que gerações inteiras cresceram e nevelheceram ouvindo a promessa da BR, mas é verdade também que a construção da estrada é uma verdadeira epopéia e quem acha 'moleza' deveria acompanhar pelo menos um dia de trabalho no trecho, antes de falar bobagem da sua cadeirinha confortável com ar condicionado. Pode-se dizer o que quiser, menos que falte vontade política para a conclusão desta obra. Isso não significa que a obra não inspire cautela, por exemplo quando o assunto é educação. De que adiantaria rasgar 700 quilometros de floresta se não houvessem investimentos, por exemplo em educação?

Ainda devo permanecer mais uns dia sna corte, e daqui, dependo das condições mando notícias e abraços a todos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sâo Pedro e a chave do Céu


É parece que São Pedro tem mesmo a chave do céu. Pois nem Santo Antônio e nem São João conseguiram fazer a friagem chegar aqui. Mas com São Pedro, finalmente a friagem veio.

Graças à Deus!

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E para ser sincrético, A idéia de se fazer fogueiras neste período é muito mais antigo... é um costume ' pagão' de se comemorar o período de solstício que foi transformado em festa cristão. Mas fala a verdade é ou não é um barato se esquentar ao redor da fogueira?

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No Peru antigo, a chave do céu era representada por uma planta, a Wachuma. Um cactos do deserto utilizado tanto como medicina, quanto para entrar em contato com a divindade. Depois do cristianismo, a Wachuma passou a ser chamada de 'San Piedro'.

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Já na tradição afro-brasileira, o período que compreende a festa dos três santos Antonio, João e Pedro é comemorado como o 'Obá de Xangô'. Orixá da Lei e da Justiça.





* Na imagem, São Pedro, com frio se veste com roupas do altiplano andino

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mensagem de Sirius para o Juruá




Foi assunto da semana a possível ocorrência de OVNIS no município do Guajará e para quem acompanha a blogosfera, sabe que o assunto começou aqui, no espaço virtual ocupado pelos internautas.



Mas a matéria de TV de certa foram coroou a pauta, dando 'credibilidade' ao assunto.



Só um tema destes mesmo para fazer o apresntador sair de sua cadeira, mas valeu a pena, creio.


Em Rio Branco, a possível ocorrência de OVNIS no Juruá virou piada. Andam dizendo na capital que trata-se na verdade do canhão de luz da boate Sirius que foi inaugurada no último sábado.




Mas as imagens apresentadas na TV sugerem outra hipótese.

Elaborei minha própria tese a respeito:



Para mim trata-se de uma nave espacial ultra avançada, movida a motor de rabeta, como sugerem as trêmulas imagens e o som de fundo. O piloto da nave provavelmente foi se encher a cara em algum banho lá do Guajará, cheio de periguete na garupa. E como estava 'lombrado', perdeu a rota e ficou dando volta lá no Guajará, talvez com medo do bafômetro. Pelo menos é o que sugere o balanço da espaçonave. Do jeito que o cara pilota, rapidamene ia se integrar à população local.



Longe de mim duvidar do sujeito que filmou. Acho que tudo é possível, mas não dá pra perder a piada.



Mas melhor ainda foi o Baianinho, do Ramal 3, falando da espaçonave e aproveitando o espaço gratuíto para fazer publicidade do terreno:



- Tô com medo. Se encontrar alguém que queira comprar o meu terreno, eu vendo...



Baianinho, baianinho, quem não te conhece que te compre...



O ex-candidato a vereador mostra o braço em frente às câmeras



-Tô todo arrupiado, olha só..


Liga não, deve ser coruba, Baianinho



***


Foi a oportunidade esperada para toda sorte de teorias conspiratórias serem derramadas sobre o público. De que os governos escondem a existências dos aliens e de que eles já vivem entre nós e que a indústria petrolífera não quer que conheçamos a sua tecnologia. Tudo isso é possível. Mas alguém se lembrou de vistar o SIPAM?


Poderia ser um balão meteorológico, ou outro fenômeno. Ou talvez mesmo um Objeto Voador Não Identificado que teria obrigatoriamente de ter aparecido nos radares do SIPAM. Bem, se eles negassem informação, aí sim talvez justificasse a teoria conspiratória.



***



Não sou tolo o suficiente para afirmar a existência de ETs, nem tolo o bastante para negá-la. Tive aulas de fundamentos de astronomia na faculdade. Uma forma que a USP encontrou de fazer com que os futuros jornalistas não falassem tanta bobagem a respeito de assuntos que desconhecem, ou pior, que conhecem, mas sob uma ótica viciada.



Nas aulas de astronomia tratamos de probabiliadades e a probabilidade de haver vida inteligente no Universo além da Terra, é muito alta.



Agora é preciso muito cuidado na hora de transformar isto em matéria, para não fazer o um programa jornalístico um circo de esquisitices.


Ou se for este o caminho, beleza, abraça-se então o bizarro com unhas e dentes, sem medo de ser feliz. Mas neste formato, não há uma esquisitice melhor do que outra.



***


Pra que fogueira, São João ?



Agora na hipótese remota de termos sido realmente visitados por seres inteligentes de ouro planeta, só posso ver uma razão para isso: devem estar preocupados com aquecimento global que deixou esta noite de São João mais quente que o carnaval em Salvador.










quarta-feira, 22 de junho de 2011

Solstício de Inverno... e nada de friagem por aqui




Para quem não sabe, ontem, dia 21 de junho foi o chamado solstício de inverno no hemisfério sul. É o dia do ano em que os rais solares incidem em menor quantidade sobre a metade sul do globo terrestres, provocando a noite mais longa do ano nesta parte do planeta. Coisas que um "bom pagão" deve saber.


Por esta razão, o dia 21 de junho tende a ser também um dos dias mais frios do ano (sempre se falando de hemisfério sul).



A propósito, alguém sentiu frio ontem?



A partir do dia 22, começa novamente a crescer a inmcvidencia de raios solares e a temperatura tende a aumentar, sempre levando em consideração que os deslocamentos de massa de ar, frios ou quesntes não são nada exatos, mas esta é a tendência devido á posição do planeta em relação ao sol.



O que estou querendo dizer é que ontem acabou o "prazo" para uma friagem este ano,e a tendência é esquentar...




Cacete... esquentar mais do que já está?



Exatamente. Será que ninguém percebeu ainda ou estão achando 'normal' este clima?



Será que diante deste evidente aumento na temperatura dá para ser tão 'relativista' em relação à legislação ambiental? Não estamos mais falando de preservar macacos e araras, mas a própria vida no planeta, o que inclui as nossas.


No Congresso discute-se a mudança no Código Florestal Brasileiro, uma flexibilização das duras leis ambietais que penalizam o setor produtivo, especialmente na amazônia. Tudo isso é verdade. Mas o que se vai se produzir caso a temperatura continuar subindo?



Podemos estar diante de um futuro de incertezas, mas pelo menos uma coisa é certa: não vai faltar churrasquinho !

terça-feira, 21 de junho de 2011

Frágil Comunicação
























Papo sério...

Um colega de trabalho, tão desempregado quanto eu próprio, veio me reclamar da falta de autonomia nas decisões que emperra praticamente tudo aqui no Juruá. Drama sentido na pele pela equipe de jornalismo da TV Aldeia, há dois meses sem receber.

O resultado das últimas eleições trouxe para muitos a seguinte leitura: não vale a pena investir em um meio de comunicação caro e dispendioso como o sistema público de comunicação, se o seu impacto social é pequeno, em outras palavras: pouca audiência e quase nenhum dividendo político. Parece ser mais interessante investir diretamente nas empresas de comunicação já com audiência consagrada do que tentar disputar de igual para igual com elas, e perder.

Num primeiro momento faz sentido. Mas estive à frente de um importante meio de comunicação o tempo suficiente para saber que as coisas não são bem assim. Isto porque em parte audiência destes meios de comunicação se consagra por contemplar na sua pauta assuntos mais populares e uma abordagem popular. Isto faz com que a pauta diária se afaste naturalmente dos assuntos "de governo".
Ou seja, se não houver uma assessoria capaz de produzir material para alimentar as empresas de comunicação, as pautas "governamentais" acabam sendo preteridas por outras, talvez até de menor importância social, mas que sejam mais apelativas no que cerne à audiência. Não há nada de errado nisso, é a dinâmica de um meio de comunicação que depende de audiência para se manter. Mas o fato é que o problema permanece: a população deixa de conhecer o trabalho do governo e sua importância.
Testemunhei o fato de que a prefeitura de Cruzeiro do Sul, com menor estrutura, conseguia ter um alcance maior na divulgação de suas ações. Isto porque a sua assessoria produz material para os meios de comunicação locais, resolvendo parte do problema da falta de conteúdo dos jornais.

Nem de longe isso se trata de uma crítica pontual ou pessoal. É uma questão de redefinir os papéis do Sistema Público de Comunicação. Ou se parte definitivamente para um trabalho de assessoria de imprensa, sem medo de ser feliz ou se redefine o sistema como realmente público, o que não é sinônimo de estatal.

Hoje no Juruá não há uma coisa nem outra, e se o resultado político na última eleição foi insatisfatório, pode se esperar um fiasco ainda maior no próximo se a questão não for redimensionada.

Se o papel escolhido for o de uma assessoria, ótimo, é só colocar a estrutura para produzir em cima dos trabalhos das secretarias no Juruá. Caso a decisão seja realmente criar um sistema público de comunicação, então teremos que ... ouvir o público e não tentar fazer com que o público diga aquilo que o governo quer ouvir.

A coisa não funciona deste jeito e mesmo sendo ainda a maior parte da população do Juruá de baixa escolaridade (quadro que está mudando), a sensibilidade fala mais alto e o povo percebe que está havendo manipulação grosseira. Já quando a manipulação é pensada in loco, mesmo quando tosca, costuma funcionar...


Que me desculpem os bons profissionais da Companhia de Selva, mas a linguagem elaborada por eles nunca 'colou' por aqui. Talvez algo bem mais simples, sem tanta elaboração case muito melhor com o jeitão 'meio brega' da nossa gente.







Um outro aspecto é o impacto que o fechamento de um meio de comunicação teve sobre a categoria no que se refere a questão trabalhista. Uma categoria já fragilizada pela decisão do STF de abolir a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão se vê quase que impelida a buscar outros meios de vida, ou se submeter as condições aviltantes por vezes impostas pelas empresas que têm no jornalista 'um qualquer'. Só quem ganha com isso são os...













Com seus pensamentos cheio de incertezas e muitas vezes sem ser valorizado pelo seu trabalho, é assim muitas vezes que vai para rua um profissional para defender os interesses da população, sem a garantia que seus próprios direitos serão respeitados.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Governo do Estado regulariza terras no segundo distrito de Cruzeiro do Sul

Cerca de 500 famílias devem receber Título de Direito Real de Concessão de uso das terras estaduais

A abertura da ponte certamente mudou o cenário e a dinâmica de cidade de Cruzeiro do Sul, a partir da integração do seu segundo distrito. Mas para que esta obra também se traduza em cidadania para os moradores do entorno, estão previstas ações conjuntas de governo para o local.
A primeira destas ações é a regularização fundiária das mais de 500 famílias que vivem nas glebas Miritizal, Retumba e Crôa. A ação é promovida através do ITERACRE - Instituto de Terras do Acre, órgão responsável pelas terras estaduais, como as que estão situadas do outro lado do rio Juruá.
“A ação visa principalmente levar cidadania a estas pessoas”, explica Lindenberg Chaves, chefe da representação do ITEACRE no Juruá. “Algumas pessoas vivem no local há mais de 20 anos, com muitas dificuldades de se aposentar e sem direto por exemplo, à credito bancário.”
O Laudo de Identificação Fundiária (LIF) começou a cerca de um mês e deve continuar até que todas as moradias sejam cadastradas.
O Vice-Governador César Messias também já anunciou a próxima ação de governo para o Miritizal que será a pavimentação e o saneamento básico do bairro através do DEPASA que já iniciou o processo de levantamento topográfico do Miritizal.
(Leandro Altheman)

Trânsito de Cruzeiro do Sul: Quanto mais mexe, mais fede



E põe semáforo, e pinta faixa, e faz rotatória e tira rotatória, e o trânsito de Cruzeiro do sul só piora a cada dia.

Não adianta querer fazer mágica. Muito se resolveria se os condutores tivessem um pouquinho mais de educação e prudência. Mas isso parece ser pedir demais.

A frota de veículos só tende a aumentar e o centro da cidade, obviamente, não comporta a quantidade de veículos. Pode escrever: vai piorar e muito, até porque a cidade parece um sapo hipnotizado por uma cobra com a abertura da BR, mas não está enxergando que virão caminhões pesados e não terão aonde estacionar. Não há regulamentação de carga e descarga, nossas ladeiras são ingremes demais e falta visibilidade nos cruzamentos. Junte tudo isso ao pior motorista da galáxia e teremos um cenário de pesadelo no trânsito de Cruzeiro do Sul.

Chega a ser engraçado ver os caminhões "de fora" neste período de verão, se perdendo nas ruas que não chegam a lugar algum. Isto porque o normal seriam que houvessem quadras, quarteirões que poderiam ser circundados pelos veículos. Mas aqui, muitas ruas não terminam. É apenas um asfalto jogado para conseguir votos em tempo de eleição. Não tem sequer escoamento de águas pluviais, o que significa que é obra para durar no máximo, 4 anos. Tempo exato para a próxima eleição.

Um dia desses, no João Alves, um caminhão de entrega de móveis entrou numa rua e não conseguiu sair. Precisou ser guinchado por uma pá mecânica para voltar.

A empresa que presta serviço à Eletroacre atendeu em um só dia, cerca de 20 ocorrências de fios elétricos arrebetados pro caminhões. Para os moradores afetados, a imperícia é dos caminhoneiros. "Eu venho do Paraná, faço entrega em tudo que é cidade de Goiás, Mato Grosso, Rondônia... Meu caminhão é padronizado pelo INMETRO para não derrubar fios". Então quem é que está errrado?

Não adinata querer respolver os probelams "no varejo". O que falta à Cruzeiro do Sul é um planejamento para redimensionar a cidade de acordo com os novos desafios.

Caso não haja este planejamento, o que o cruzeirense pode esperar é uma cidade cada vez mais desumanada, caótica e brutal, onde crianças e idosos terão de ficar em casa para não correr o risco de atropelamento, onde as ladeiras e cruzeamentos serão testemunhas de muitos acidentes, alguns fatais.

Se a cidade não for pensada, redimensionada, descentralizada e organizada, vai ter muita gente com saudade do tempo em que a estrada abria só três meses por ano.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cadê a 'minha' friagem?




Bem, hoje, é 13 de junho, dia de Santo Antônio, e também, segundo os mais antigos, data que coincide com época de friagem. No entanto, quem caminha no centro de Cruzeiro do Sul hoje, deve ter notado quão forte e insuportável está a temperatura.



Para quem acompanha o noticiário meteorológico, perceberá que as massas de ar frio não estão tendo 'força' suficiente para chegar até a latitude do Juruá. No sul, a temperatura está dentro da normalidade para esta época do ano, mas a friagem simplesmnte não conseguiu até agora alcançar esata região, devido à intensidade da masssas de ar quente que está sobre a região.



Se isso implicar em mais queimadas, teremos um ciclo interminável de menos chuvas, mais calor, e mais queimadas, até resultar na desertificação ou savanização da amazônia.



O fato é que o aquecimento global já é uma realidade que não deixa dúvidas. Pode-se até discutir qual é o papel do homem neste processo, uma vez que a Terra passa por mudanças climáticas muito antes do primeiro 'antropo' ficar de pé, mas que o 'negócio' tá esquentando, isso tá.



Enquanto se discute a mudança no código florestal, com a bancada ruralista querendo ampliar cada vez mais as áreas desmatadas, se esquece que mudanças climáticas podem comprometer totalmente a produção, seja lá do que for.



Por ocasião da decisão do MPF/MPE de multar criadores e frigoríficos, a reação popular foi um espetáculo à parte, com gente defendendo direito ao prosaico 'churrasquinho'.



Agora com um sol de rachar às vésperas do solstício de inverno, período em que o sol fica mais 'distante' do hemisfério sul, fico imaginando um mundo onde não vai faltar 'churrasquinho', mas ninguém poderia sair à rua de dia, devido ao calor humanamente insuportável que estará fazendo no asfalto.

sábado, 11 de junho de 2011

Imagem do Dia


Não se trata de erro ortográfico. Foi escrito como se pronuncia na região.






























sexta-feira, 10 de junho de 2011

Cruzeiro do Sul 'mostra a bunda'

Com a abertura da ponte, alguns contrastes que já eram evidentes para os olhares mais aguçados, tornaram-se visíveis agora a todos. O mais óbvio, é de que a obra da ponte que oferece uma arquitetura e confere uma ar de modernidade à anatomia urbana de Cruzeiro do Sul, tem no seu "Lado B"(de bunda), a feiúra da porta de entrada da cidade.

E não estou falando somente das casas da Lagoa, não.




"Sempre só falam mal dos pobres, mas quem está mais sujando e poluindo essa parte da cidade é a classe empresarial", disse o líder comunitário Chaguinha da Lagoa.



Falar mal das casas mal enjambradas da lagoa, é chover no molhado e qualquer apresentador de TV a serviço do patronato enche a boca para dizer.
Agora quero ouvir dizer que quem construiu a cidade literalmente "de bunda" para o Juruá, foi a classe empresarial. Nada contra aqueles que produzem "emprego e renda", como diz o bordão tradicional, mas o poder público e a sociedade deveriam cobrar um pouquinho mais de quem pode mais.

A imagem do Boulervard Thaumaturgo, jogando todo o esgoto na frente da cidade, é tão despudorada quando a do menino do Miritizal que no dia da abertura da ponte arriou seu shorts rasgado e posicionou a sua bunda em uma das aberturas da ponte. "Vou inaugurar a ponte", disse o menino. Mirando o Juruá com o "olho que nada vê" ele despejou o conteúdo imundo de suas tripas que por sorte não acertou nenhum catraia que navegava em baixo.

Nosso Juruá não tem a mesma sorte e o rio que possibilita a vida nesta região, seja humana, animal ou vegetal recebe diariamente a ingratidão de seus habitantes mais ilustres.

Além do esgoto, o lixo é jogado sem nenhum constrangimento, todos os dias, nas suas margens.

Na verdade, a abertura da ponte sobre o Juruá será apenas a primeira, de muitas outras obras implantadas em aço, cimento e asfalto que ao invés de 'modernizarem' nossa cidade vão apenas evidenciar o distanciamento que existe entre a realidade de poucos e a da maioria.



Não, não sou um estraga prazer, apenas estou fora da ufania em torno da ponte e da BR. São obras importantes, sim, mas é preciso ter pé no chão para evitar que o sonho se transforme em pesadelo. É preciso antes de tudo, que a sociedade seja capaz de apontar o rumo que deseja para sua cidade, para seu povo, para sua juventude.

Legenda: Ao lado da recém-aberta ponte do Juruá, os urubus são os vigilantes que indicam a presença da morte. Os urubus aceitaram posar para a foto desde que seu cache fosse doado para instituições de caridade.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

"Eu me demito ! " - Porque saí da Rádio e TV Juruá



Para os menos informados, quero dizer que pedi demissão da função de Coordenador de Jornalismo da Rádio e TV Juruá e por isso meus poucos, mas adoráveis fãs, não vão ver mais este rostinho bonito (?) na telinha, pelo menos por enquanto.

Relutei muito em fazer uma postagem sobre o assunto, uma vez que poderia parecer que estaria expondo o meio de comunicação em que trabalhava. No entanto, decidi que meu público tem o direito de saber porque não estou mais a frente do maior meio de comunicação do Juruá e para este fim, utilizar o humilde espaço deste blog para isso, não me parece assim, algo tão recriminável.

Então vamos lá.

Em primeiro lugar, antes de quaisquer explicações quero deixar claro que a apesar das divergencias de pensamento, meu maior sentimento que fica é o de gratidão. Comandar o maior meio de comunicação do vale do Juruá, ainda que por um curto período, é uma experiência que não tem preço. E agradeço a esta oportunidade ao dono da emissora, James Cameli a quem, sempre considerei e considero, um amigo.

E é justamente por considerá-lo um amigo, que me sinto totalmente a vontade de discordar das posições tomadas à frente da empresa, que culminaram com minha demissão voluntária.

Creio ser mais honesto o livre e respeitoso discordar do que a falsa suberserviência que apenas aguarda o momento oportuno para cravar as presas peçonhentas na vulnerável jugular.
As razões que levaram a esta decisão tiverma início a partir da contratação de um recém-formado Engenheiro de Produção para o cargo de direção da empresa. Nada pessoal.

Houve uma promessa por parte de James Cameli de que o novo administrador não faria ingerências no jornalismo. Promessa que foi por incontáveis vezes, descumprida. O novato, em parte encantado pela comunicação e outra com o próprio poder que o cargo trazia, começou a dar 'pitaco' em tudo: desde conteúdo do jornal até o enquandramento das câmeras.

Por fim, resolveu reiventar a roda e propôs, em uma reunião que cumprissemos uma escala de trabalho. Ora, isso era exatamente o que já vinhamos fazendo há mais de anos. Apresentou a idéia como grande 'novidade' como se tivesse sido iluminado pelo espírito do saber.

Após a sua 'epifania luminosa' tentou impor que nossas três reporteres acumulassem novas funções, sem a devida remuneração. A repórter Jaqueline Teles (prêmio estadual de jornalismo em 2009), disse cabalmente que recusava-se a cumprir nova função, ampliando sua carga horária, a menos que isso implicasse em acréscimo no salário. Foi esta posição, em conformidade com o que estabelece o sindicato da categoria, que lhe custou a alcunha de "preguiçosa", pecha que foi também direcionada à outra colega de trabalho, Dayana Maia.
Jaqueline cabou sendo demitida por recusar-se a acumular funções sem a devida remuneração.

Assim, a RTV Juruá livrou-se questionadora Jaqueline Teles e o público ficou sem questionadora Jaqueline Teles. Ou seja, o que a empresa considera como defeito, é na verdade a maior qualidade de um jornalista.




Não podia admitir também o que foi dito de Dayana Maia. Nos momentos mais difíceis de saúde ou de desgaste mental, foi ela quem me socorreu. Sem que nunca fosse necessário pedir, Dayana sempre ocupou a minha função nos momentos de maior cansaço, enfrentando como uma verdadeira Valquíria, o Sol e Chuva inclementes do Juruá.


Seguindo a mesma lógica da linha de produção de uma fábrica de salsichas, o novo diretor enviou relatório em planilha, apontando apenas uma repórter como 'produtiva'. Ocorre que em sua avaliação, três 'stand-ups' (VT que demoram menos de 5 minutos cada um), valem mais do que uma matéria bem produzida, bem pensada.


Assim permanece a velha política do 'encher lingüiça', onde o âncora, pela falta de conteúdo do jornal se vê obrigado a entreter o público com um 'show man', comentando e dando opiniões até sobre aquilo que desconhece. Ninguém é obrigado a saber tudo, mas como gerar conteúdo crítico, se os repórteres são cobrados em quantidade e não em qualidade de produção?


A opinião que deixei explicita na minha carta de demissão é de que jamais houve 'preguiça' na minha equipe mas que sempre tive que lutar contra o 'monstro da desmotivação', simplesmente pelo fato de que o trabalho destes profissionais nunca foi reconhecido e que a epresa dobrou o seu faturamente, sem compartilhar o fruto deste sucesso com aqueles que sempre carregaram a empresa nas costas.

Não é momento de falsa modéstia, sou formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, considerada a melhor escola da América Latina nesta área e uma das melhores do mundo. Se a opinião profissional de um engenheiro recém formado e recém chegado na área vale mais do que um jornalista formado na melhor escola deste país, com 15 anos de profissão, não há realmente motivos para permanecer no cargo.

A gota d'água veio quando fui solicitado a selecionar currículos e treinar estagiários como forma de pressionar minha equipe a cumprir tarefas além de suas atribuições. Não aceitei e por isso pedi minha demissão.

Com isso fica claro que a política da empresa é formar um staff de estagiários obedientes pela metade do preço.

Não há interesse da empresa em zelar por uma informação de qualidade para o público.
Sempre afirmei e afirmo que faço jornalismo para o público e não para o patrão.


Gostaria de poder mudar esta realidade, não para manter o polpudo salário que a empresa me pagava, mas pelo respeito e compromisso que tenho com o meu público e com as tranformações sociais que virão a reboque do crescimento econômico do Juruá.


Mas, a empresa fez suas escolhas e eu faço as minhas, se não posso mudar esta mentalidade, fico feliz e já me sinto em parte vitorioso por não participar dela.
Considero que é importante a lealdade à linha editorial da empresa, mas definido isto a notícia deve ter como foco o telespectador, ouvinte e leitor, e não o dono da empresa ou os anunciantes. Esse é o Jornalismo que eu aprendi da Escola e este é o Jornalismo que faço todos os dias.



É com este mesmo respeito que me despeço do público da RTV Juruá.