terça-feira, 9 de agosto de 2011
São Paulo terá Dia do Orgulho Hetero
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
CZS, agora também sem Cinema

terça-feira, 2 de agosto de 2011
Marechal encontra a paz afinal!
Depois de ter sido pomo da discórdia entre Estado e Municipio, a estátua e bronze de Marechal Thaumaturgo parece ter enconrado seu lugar definitivo no primeiro pórtico da avenida Mâncio Lima. Cruzeiro do Sul deve ser um dos únicos lugares do mundo que tem um logradouro sob responsabilidade do estado e não do município. Bo para o Marechal, que terá seu lugar definitivo. A menos é claro, que alguém resolva transformar o Acre na "Bocalândia".
É bom que se lembre que a estátua foi um presente do Governo do Estado para CZS pelo seu centenário. Cometendo o erro histórico d ecolocar nas mãos do marechal, uma bandeira que ele nunca segurou. Aqui ele está sem bandeira, ainda e bem que podiam trocar pela bandeira do Brasil para ser mais exato com a história. Sou fã de Plácido de Castro e da Revolução Acreana, mas não se pode mudar a história.
É bom que se lembre também que a implicancia com o marechal foi o primeiro ato de Vagner Sales como prefeito que disse que transformaria o local, em áea de lazer. Taí ele hoje:
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Quem são os "donos" da ayahuasca?

Há alguns meses atrás tive uma conversa, muito positiva por sinal, com uma pessoa do patrimônio histórico sobre proceso de patrimonialização da ayahuasca.
Percebe-se que o caminho encotrado no Brasil para o uso legal da ayahuasca se dá através do conceito de liberdade religiosa. Até aí tudo bem. A questão é que a ayahuasca em seus milênios, nunca foi religão por si só. Segundo os estudos antropológicos a respeito, a bebida era muito mais um "acessório" dentro de uma cosmovisão já existente (até por que o conceito de religião parece estranho aos povos indígenas). É muito mais um instrumento de acesso a esta cosmovisão do que um eixo a qual orbita a comunidade.
Dentro deste processo que fez com que a sociedade brasileira tomasse contato com esta bebida milenar, é natural que cada vez mais pessoas se interessem em conhecê-la em sua origem.
Conversava neste final de semana justamente sobre isso com o cacique Nixi Waca do povo Yawanawá, mais conhecido no Acre, como Biraci Brasil.
Nixi Waca reconhece a importância das religões ayahuasqueiras para o reconhecimento da sociedade nacional sobre os conhecimentos indígenas. Para ele, a existência de grupos ayahuasqueiros em todo país cria uma comunidade significativa de potenciais aliados do movimeto indígena Mas para que isto se torne uma realidade é preciso que se conheça a verdadeira origem deste conhecimento.
"As pessoas querem beber o uni (ayahuasca) com liberdade, mas também com responsabilidade. Para iso, estão buscando nas origens. Quem foi que trouxe essa bebida, foi Cristovão Colombo? Foi Pedro Álvares Cabral? Não, isso é nosso, é dos povos indígenas. Tem gente que diz: veio do Peru. E o que é o Peru? Quem criou o Brasil, a Colômbia e o Equador. Antes era tudo nosso, dos povos indígenas. Nós nascemos junto com esta bebida que não conhece fronteiras. Tem gente que esconde a verdade: de que a ayahuasca é algo da cultura indígena e dos povos indígenas. Mas esta é uma época em que as máscaras estão caindo. Tanto as máscaras do mal, quanto as do bem. Eu tenho a minha máscara de uma jibóia toda pintada. Uma máscara que mete medo, mas por trás dela sou uma pessoa que ama seus filhos, que brinca com os menoriznhos, que se torna criança também, sem medo. E tem gente que usa uma máscara bonita e por trás dela é uma pessoa que só quer as coisas para si. Esta é uma época do fim das máscaras, para que todos conheçam a verdade."
sexta-feira, 29 de julho de 2011
CZS no JN

As drogas matam, a caretice também

Neste semana tivemos a morte de Amy Winehouse, lembrada com mais uma entre as dezenas de artistas que dperderam a vida por abuso de drogas. Abuso, é bom que se diga, e não apenas uso. Sim, porque a diferença entre o
remédio e o veneno é a dose, já diziam os antigos gregos e romanos, e até a inocente e pura água também mata, caso alguém se afogue no rio.Faço minhas a spalavras da pesquisadora que disse: " É normal de quem tem consciência, experimentar com a consciência". Ou seja, desde que o mundo é mundo, o ser humano experimenta coisas que alterem a sua percepção.
Nas Américas principalmente, foi desenvolvidsa uma verdadeira ciência a partir das chamadas plantas de poder: peyote, ayahuasca, wachuma, etc... Mesmo os inocentes mate, chocolate e guaraná, vem da mesma seara.
Como praticante de xamanismo, minha opinião sobre as drogas é que na verdade a grande tragédia foi a profanação deste conhecimento pelo capitalismo. Foi assim aque a sagrada folha de coca, virou a hedionda cocaína, e que o sagrado tabaco virou o cigarro dos maços de malboro e holywood, e por aí vai.
Para mim, a solução para o problema das drogas, seria admitir a necessidade de experimentação, e fazer este estudo com os verdadeiros mestres destas ciências. Para a coca, procurem os quetchuás ou ayamarás, para a marijuana, os hindus shivaístas, e etc...
****
Mas também esta semana, provou que se as drogas matam, a caretice também. Que outro nome dar à atitude do belo rapaz louro de olhos azuis que se deidicou a matar jovens reunidos do PT norueguês? Se sua mente não fosse tão careta, podia ter dado outra resposta às suas inquietações, podia fazer esportes radicais na Nova Zelândia, ou experimentar peyote no Novo México, podia ter feito uma savana na África, ou assistido o carnaval no Rio de Janeiro (duvido que mesmo com toda sua arrogância, não ia acabar se rendendo ao charme da mulata). Mas preferiu disparar arma de fogo contra jovens trabalhistas.
Caretice. Não vejo outro nome para fundamentalismo cristão de extrema-direita.
Acho que Jesus, há mais de dois mil anos atrás, certamente não era careta.
A caretice é isso, é não enxergar o mundo com todas as suas cores e possibilidades e não se engane, mesmo usar "drogas" não é antídoto para isso. Quando morava em SP, tinhamos as chamadas "hipinhas malufistas", que se vestiam todas descoladas, fumavam maconha, mas continuavam votando no "rouba mas faz".
Bem, de uma forma ou de outra não é recomendável fazer o que a Amy fez, perder as estribeiras e se entregar nas drogas e álcool. Mas muito pior foi o tal do Breivik, que matou cerca de 92 pessoas inocentes em nome de qualquer asneira. Se tivesse que escolher entre uma loucura e outra, preferia a da Amy.
Ampliar a visão de mundo é algo urgente para uma humanidade que está diante do limiar que pode fazer a diferença entre a existência e a extinção.
Quando ampliamos nossa visão de mundo, ampiamos também as diferentes possibilidades de futuro para a humanidade.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Campanha Pimpolho Prefeito 2012

Tendo em vista o crescente desgaste do prefeito Vagner Sales, quero aqui neste espaço do blog, sugerir um nome para concorrer à sucessão municipal: Pimpolho 2012.
Tenho certeza que será mais uma "unanimidade" na coluna de Moreira Jorge. Afinal, o cara saca tudo de Juruá. Bem, com a baba que ele e o AC 24 horas ganha do garoto propaganda da lacoste, talvez até eu...
Falando sério...
Estou seriamente preocupado com o futuro de CZS e já virei um daqueles chatos que ficam prenunciando tragédia, mas não custa insitir: estamos às vesperas de conclusão da Br e a antes agradável CZS já dá mostras de que não vai suportar o crescimento. Só uma administração séria e realmente comprometida com o futuro da cidade e mais que tudo, com visão urbanística teria coindições de responder ao desafio. O problema é que boa parte da sociedade ainda está meio adormecida, acreditando que o problema de sua rua é só o problema de sua rua, sem conseguir ter uma visão geral do problema. Uma visão moderna da cidade, poderia fazer de CZS um verdadeiro brinco nesta floresta, uma cidade arborizada, bonita, com muitas áreas de lazer, agradável, limpa e com oportunidades para todos.
Infelizmente estamos mais perto do oposto disso, uma cidade barulhenta e caótica, cheia de problemas de uma cidade grande, mas sem os mesmos confortos e oportunidades. Rio Branco é uma cidade assim. Ainda que as últimas administrações tenham tido uma boa visão de urbanismo, estão apenas correndo atrás do prejuízo de décadas de crescimento desordenado.
Aliás, o espaço urbano apenas reflete uma sociedade de desiguais. E que desigualdade maior pode haver em CZS onde meia dúzia é dona da quase totalidade de terrenos urbanos?
A verdade é que a farsa da administração coronelista é apenas um reflexo de uma parcela importante de sociedade igualmente preconceituosa e atrasada, que por pura falta de informação se deixou levar pelo discurso fácil e raivoso do anti-petismo.
Uma maneira de pensar (ou de não-pensar) que perde a força na mesma medida em que esta sociedade tem acesso à informação e oportunidades.
O desgaste de Vagner Sales é não ter compreendido a tempo, que a sociedade cruzeirense mudou e está mudando, que existe uma classe média em crescimento, de que uma fatia importante de sua juventude estudou fora e volta contra outra visão, de que a Universidade da Floresta abriu as portas para que filhos de agricultores e ex-seringueiros tivessem acesso à formação universitária.Mais cedo ou mais tarde, esta transformação social vai se traduzir em mudança política, e aí, os coronéis terão seu lugar, na história.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Viva Ollanta!
Amanhã, o líder nacionalista Ollanta Humalla assume a presidência do Peru. Momento histórico para a América Latina. O Peru sempre foi pautado pelo neoliberalismo mais descarado e agora um quetchua assume o poder prometendo desenvolver uma política semelhante a do governo Lula.Ollante teve que moderar o discurso e se aproximar da centro-esquerda de Toledo para poder vencer a filha de Fujimori, Keiko.
Acompanhei de perto esta mudança no cenário peruano entre os anos de 2009 e 2011. Em 2009 Ololante era uma unanimidade entre os serranos e 'quetchuablantes' , especialmente agricultores e mineiros, mas era tido com sérias ressalvas pela classe média peruana e mesmo pela classe pobre não identificada com os movimentos étnicos e sociais do Peru. A crise mundial que dimunui a entrada de dólares do turismo estadunidense- europeu e a mudança no tom de discurso de Ollanta cativou uma parcela importante da sociedade e em 2011, gente que antes tinha medo dele passou a gritar a plenos pulmões : "Viva Olanta!"
A imprensa vendida brasileira vai esbravejar com seu pit bul Arnaldo Jabor, sobre o cresciumento da esquerda na AL.
Mas a entrada do Peru, no bloco de países com orientação política à esquerda, é mais um severo golpe no já decadente neoliberalismo.
Aqui da fronteira noroeste do Brasil, meu desejo de boa sorte ao novo presidente...
PS: A bandeira colorida é a Wipala, bandeira tradicional andina que representa a união dos povos do Tawantinsuyu, não tem nada a ver com GLBT, não...
terça-feira, 26 de julho de 2011
Fundamentalismo Cristão faz vítimas na Noruega

O que têm a ver o massacre na Noruega, com a chacina do Realengo e a candidatura de José Serra?
São três expressões do crescente fundamentalismo cristão, ainda que muita gente não queira ver as coisas deste modo.
José Serra soube aproveitar a onda fundamentalista e aproveitou a polarização, embalado por este pensamento retrógrado ao estilo TFP, que andava meio adormecido.
Serra só não decolocou porque a prosperidade econômica alavancada pelo Governo Lula foi um apelo muito mais forte para a nova classe média.
O massacre do Realengo foi praticado por um louco, aparentemente sem nenhuma vinculação com células terroristas, mas revela um pouco a psiqué do assassino terrorista - se sente um "escolhido" para lutar contra os "impuros". Tanto faz ser islâmico ou cristão, a estupidez é a mesma só à espera de uma bandeira para justificar seus atos criminosos.
Já no caso da Noruega, o próprio assassino confessou ser um fundamentalista cristão, conclamando a luta contra a "mistura de raças" e o marxismo. Broxa. Soubesse como é bom ter uma morena nos braços não fazia uma merda dessas.
No Brasil, país da tolerância, parecia até pouco tempo impossível que tais idéias ganhassem corpo, mas o massacre do Realengo provou que talvez estejamos errados.

Com as mãos sujas de sangue, os sites cristãos apressam-se em dizer "este filho não é meu". Claro que não se espera de nenhuma igreja que oriente seus dscípulos a "sair matando".
Mas isso também serve para pensarmos que talvez os "terroristas islâmicos" não sejam criados dentro das mesquitas. O fundamentalismo religioso, de qualquer denominação serve de motivação para assassinos que agem em defesa de algo. No caso dos islâmicos, a real motivação é a defesa de um modelo de sociedade, do memso modo que o assassino norueguês.
"Ser um cristão pode significar muitas coisas: que você acredita e quer proteger a herança cristã da Europa cultural, o patrimônio cultural europeu, nossas normas (códigos morais e as estruturas sociais incluídos), as nossas tradições e nossos sistemas políticos modernos, que são baseados no cristianismo (protestantismo, catolicismo e cristianismo ortodoxo) e no legado do iluminismo europeu"
Veja também o que ele falou sobre o Brasil
"Nos próximos 70 anos, os conservadores precisam tomar o poder político e militar numa combinação de luta armada e democrática … A alternativa será um modelo de contínua bastardização, muito parecido com o modelo brasileiro: onde, graças a uma revolução marxista, se criou uma mistura de raças da Europa, Ásia e África."
Anders Behnring Breivik
Muito lúcida a análise do colunista Walter Hupsel.
" ... Os “especialistas”, atônitos com o ocorrido, tentaram, de toda e qualquer maneira, encaixar uma explicação qualquer que remetesse aos muçulmanos. Qualquer coisa, naquele momento, servia a eles, nos seus delírios, nas suas elucubrações. Diria eu que estavam estado de êxtase hipnótico, apontando o dedo rua afora e vendo fantasmas em todos os lugares..."
No entanto, depoius que ficou clara a posição de extremista cristão, procurou-se desvincular a motivação (pseudo) religiosa.
" Desde os primeiros momentos já estava claro, pra qualquer pessoa que tentasse entender o que se passava, que o alvo dos atentados não era a Noruega, ou mesmo o governo, mas sim um partido, uma posição política. Era claro, logo, que o atentado fora levado a cabo por razões internas.
O alvo, o modus operandi, tudo indicava solidamente pra nacionalistas noruegueses, para extrema-direita. Mas a mídia olhou, e não viu. Não quis ver.
Quando finalmente enxergou, as características “religiosas” do assassino, do terrorista norueguês, foram esquecidas. Ele tornou-se uma radical louco, um homem perturbado aos olhos dos jornais. Afinal era um de nós."
Ou seja, só os "outros" podem ser terroristas com motivcações religiosas, os cristãos, nunca...São apenas "loucos". Vamos revisitar o rio Tauarí, minha gente...
Em 1998, uma violenta manifestação de fanatismo religioso provocou o assassinato de seis pessoas, inclusive duas crianças, e o espancamento coletivo dos moradores de Lavras, uma típica comunidade do interior da floresta amazônica isolada nos confins do rio Tauari, município de Tarauacá, no Estado do Acre.Para saber mais sobre o fundamentalismo cristão:
Menino é forçado a comer papel em ritual religioso na Escola
PS: É bom o cruzeirense Chinganga tomar cuidado. De pele morena, dançarino de salsa e merengue, pode se tornar uma vítima dos Neo-nazi-broxas-(pseudo) cristãos Noruegueses!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Existe Vida após a fama?

A morte de Amy Winehouse foi o assunto do final se semana. Vai engrossar a lista dos artistas que morreram no auge da carreira, por excesso de algum tipo de substância lícita ou ilícita: Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, Raul Seixas, Michael Jackson. Kurt Cobain fica fora da lista porque se matou mesmo, mas provavelmemte por alguma depressão causada também por excesso de drogas.
Munição para os moralistas que defendem as proibições... Bem, se tudo que mata fosse proibido, deveria estar na lista o álcool, o cigarro e as motocicletas.
John Lennon não conta, foi assassinado na porta do edifício Dakota em Nova Iorque por um dois chamado Mark Chapman, que dizem as más línguas, teria sido treinado pela CIA. John Lennon faz parte de outra lista: a dos pacifistas assassinados, fica junto
com Mahatma Gandi e Isaac Rabin...
Mas não interressa, o objetivo da postagem não é esse, mas que a fama, com ou sem drogas, traz um efeito devastador na vida de qualquer pessoa.
Por exemplo: Você já ouviu falar em Robert Caradeire? Se você tem menos de 35 anos é provavel que não. Ele era famoso no final da década de 70 quando fazia o papel em um seriado de TV: Kung Fu do Oeste. Caiu no total esquecimento e se matou a uns dois anos atrás num quarto de hotel de uma maneira para lá de esquisita: se masturbando. Aparentemente ele pendurou o pescoço mas não tinha a intensão de se matar, era, segundo a polícia, uma maneira de dar mais "emoção" à sua punheta. Mas acabou morrendo asfixiado. Trágico? Irônico? Sei lá. Sei que não é fácil para uma pessoa sobreviver à fama.
Faço uma comparação desta vida em laboratorio de miniatura que é o Juruá. ,De certa forma experimentei uma pequena dose desta fama tornado-me uma espécie de celebridade local.
Não vou negar: é bem legal. Às vezes chateia um pouco também, é verdade, mas muitas portas se abrem. Ocorre que a tal da fama vicia e é por isso que na verdade ninguém quer largar o osso. Há uma confusão entre a identidade real da pessoa e a televisiva, e quando o sujeito, por alguma razão, se desliga daquilo, ocorre algo como uma "síndrome de abstinência" às vezes entrando em depressão.

Passado o sufoco, a vida volta 'a normalidade, mas os primeiros dias são difíceis e é como se a pessoa simplesmente "não existisse". Para mim, basta ir a Tarauacá e a fama acaba, volto ao sagrado anonimato. Agora imagine para uma pessoa que não pode se esconder em lugar enhum do mundo?
Um pouco de non sense
A cena da novela termina com o Tom Cruise pegando um rolo de papel higiênico no botequim da esquina (sim, ele também limpa a bunda) e com uma fã perguntando por que ele não está mais na TV e o que ele vai fazer com o papel...
- Pendurar no teto e me enforcar!
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Noticias da BR 364
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Cultura urbana em uma cidade da floresta

Acostumado aos imensos painéis grafitados de São Paulo, surpreendeu-me ver esta forma de expressão artística típica das megalópoles
em Rio Branco.
O grafite está realcionado com a cultura do hip hop e na paulicéia, os temas retratam de uma maneira crua, anárquica e subversiva aspectos da realidade urbana: drogas, violência, racismo, e a alienação em torno da "grana que ergue e destrói coisas belas".

Achei muito interessante ver que em Rio Branco, os artistas urbanos fizeram uma releitura da cultura nativa indígena e dos seringueiros, expressando a realidade ancestral do estado criando a partir de uma base cultural 'alienígena' uma expressão artística própria e original.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
On The Road Again

Meus poucos mais sempre valiosos leitores talvez devem estar se perguntando aonde eu fui parar. Minha postagem anterior foi a do dia de São Pedro, e já estamos no dia 11 de junho.
Bem, pelo menos ainda estou ganhando do juruaonline, que parou no dia de Santo Antônio.
Os caras estão tão devagar que ainda nem tiraram meu nome como jornalista responsável.
Se ainda fossee responsável por aquilo, ele não ficaria tanto tempo entregue às baratas.
Estou vivendo de freelance, o que torna a vida incrivelmente mais insegura e excitante. Os free-lances estão para os piratas assim, como os jornalistas contratados estão para os corsários.
Aliás os piratas usavam um nome parecido : ' flibusteiros' que vem do inglês free busters -caçadores livres.
Bem mais divertido singrar os mares do caribe com uma garrafa de rum do que vestir uma peruca rococó da corte do rei George. Os piratas sempre tiveram muito sucesso pois o butim sempre era divido de maneira igualitária entre a tripualação e qualquer capitão babaca que afrouxasse na primeira tempestade, tinha que andar na prancha. A falta de lealdade e de compromisso com a tripualção era punida com a morte. Bons tempos aqueles.
***
Peguei um free-lance para o DERACRE e estou produzindo texto que será utilizado em um material para a Expoacre deste ano.
Realmente as obras estão a todo vapor. Até já perdeu a graça andar na Br, não tem mais aquele caráter de aventura. São apenas pequenos trechos sem asfalto, muitos dos quais já estão imprimados, embora é claro, que uma chuva muda tudo.
Mas é impressionante ver o ritmo de trabalho. Em alguns trechos os trabalhadores vão até 3 horas da madrugada para ganhar o máximo de tempo possível. O único senão é continua chovendo bastante para esta época do ano, quebrando um pouco do ritmo. Mas o fato é que aquela expressão pessimista de que 'nunca vou ver este BR asfaltado" vai ficando cada vez mais esquecida. É certo que gerações inteiras cresceram e nevelheceram ouvindo a promessa da BR, mas é verdade também que a construção da estrada é uma verdadeira epopéia e quem acha 'moleza' deveria acompanhar pelo menos um dia de trabalho no trecho, antes de falar bobagem da sua cadeirinha confortável com ar condicionado. Pode-se dizer o que quiser, menos que falte vontade política para a conclusão desta obra. Isso não significa que a obra não inspire cautela, por exemplo quando o assunto é educação. De que adiantaria rasgar 700 quilometros de floresta se não houvessem investimentos, por exemplo em educação?
Ainda devo permanecer mais uns dia sna corte, e daqui, dependo das condições mando notícias e abraços a todos.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sâo Pedro e a chave do Céu

É parece que São Pedro tem mesmo a chave do céu. Pois nem Santo Antônio e nem São João conseguiram fazer a friagem chegar aqui. Mas com São Pedro, finalmente a friagem veio.
Graças à Deus!
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E para ser sincrético, A idéia de se fazer fogueiras neste período é muito mais antigo... é um costume ' pagão' de se comemorar o período de solstício que foi transformado em festa cristão. Mas fala a verdade é ou não é um barato se esquentar ao redor da fogueira?

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No Peru antigo, a chave do céu era representada por uma planta, a Wachuma. Um cactos do deserto utilizado tanto como medicina, quanto para entrar em contato com a divindade. Depois do cristianismo, a Wachuma passou a ser chamada de 'San Piedro'.
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Já na tradição afro-brasileira, o período que compreende a festa dos três santos Antonio, João e Pedro é comemorado como o 'Obá de Xangô'. Orixá da Lei e da Justiça.* Na imagem, São Pedro, com frio se veste com roupas do altiplano andino
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Mensagem de Sirius para o Juruá

que trata-se na verdade do canhão de luz da boate Sirius que foi inaugurada no último sábado. quarta-feira, 22 de junho de 2011
Solstício de Inverno... e nada de friagem por aqui


terça-feira, 21 de junho de 2011
Frágil Comunicação

Um colega de trabalho, tão desempregado quanto eu próprio, veio me reclamar da falta de autonomia nas decisões que emperra praticamente tudo aqui no Juruá. Drama sentido na pele pela equipe de jornalismo da TV Aldeia, há dois meses sem receber.
O resultado das últimas eleições trouxe para muitos a seguinte leitura: não vale a pena investir em um meio de comunicação caro e dispendioso como o sistema público de comunicação, se o seu impacto social é pequeno, em outras palavras: pouca audiência e quase nenhum dividendo político. Parece ser mais interessante investir diretamente nas empresas de comunicação já com audiência consagrada do que tentar disputar de igual para igual com elas, e perder.
Num primeiro momento faz sentido. Mas estive à frente de um importante meio de comunicação o tempo suficiente para saber que as coisas não são bem assim. Isto porque em parte audiência destes meios de comunicação se consagra por contemplar na sua pauta assuntos mais populares e uma abordagem popular. Isto faz com que a pauta diária se afaste naturalmente dos assuntos "de governo".
Ou seja, se não houver uma assessoria capaz de produzir material para alimentar as empresas de comunicação, as pautas "governamentais" acabam sendo preteridas por outras, talvez até de menor importância social, mas que sejam mais apelativas no que cerne à audiência. Não há nada de errado nisso, é a dinâmica de um meio de comunicação que depende de audiência para se manter. Mas o fato é que o problema permanece: a população deixa de conhecer o trabalho do governo e sua importância.
Testemunhei o fato de que a prefeitura de Cruzeiro do Sul, com menor estrutura, conseguia ter um alcance maior na divulgação de suas ações. Isto porque a sua assessoria produz material para os meios de comunicação locais, resolvendo parte do problema da falta de conteúdo dos jornais.
Nem de longe isso se trata de uma crítica pontual ou pessoal. É uma questão de redefinir os papéis do Sistema Público de Comunicação. Ou se parte definitivamente para um trabalho de assessoria de imprensa, sem medo de ser feliz ou se redefine o sistema como realmente público, o que não é sinônimo de estatal.
Hoje no Juruá não há uma coisa nem outra, e se o resultado político na última eleição foi insatisfatório, pode se esperar um fiasco ainda maior no próximo se a questão não for redimensionada.
Se o papel escolhido for o de uma assessoria, ótimo, é só colocar a estrutura para produzir em cima dos trabalhos das secretarias no Juruá. Caso a decisão seja realmente criar um sistema público de comunicação, então teremos que ... ouvir o público e não tentar fazer com que o público diga aquilo que o governo quer ouvir.
A coisa não funciona deste jeito e mesmo sendo ainda a maior parte da população do Juruá de baixa escolaridade (quadro que está mudando), a sensibilidade fala mais alto e o povo percebe que está havendo manipulação grosseira. Já quando a manipulação é pensada in loco, mesmo quando tosca, costuma funcionar...
Que me desculpem os bons profissionais da Companhia de Selva, mas a linguagem elaborada por eles nunca 'colou' por aqui. Talvez algo bem mais simples, sem tanta elaboração case muito melhor com o jeitão 'meio brega' da nossa gente.

quinta-feira, 16 de junho de 2011
Governo do Estado regulariza terras no segundo distrito de Cruzeiro do Sul
A abertura da ponte certamente mudou o cenário e a dinâmica de cidade de Cruzeiro do Sul, a partir da integração do seu segundo distrito. Mas para que esta obra também se traduza em cidadania para os moradores do entorno, estão previstas ações conjuntas de governo para o local.
A primeira destas ações é a regularização fundiária das mais de 500 famílias que vivem nas glebas Miritizal, Retumba e Crôa. A ação é promovida através do ITERACRE - Instituto de Terras do Acre, órgão responsável pelas terras estaduais, como as que estão situadas do outro lado do rio Juruá.
“A ação visa principalmente levar cidadania a estas pessoas”, explica Lindenberg Chaves, chefe da representação do ITEACRE no Juruá. “Algumas pessoas vivem no local há mais de 20 anos, com muitas dificuldades de se aposentar e sem direto por exemplo, à credito bancário.”
O Laudo de Identificação Fundiária (LIF) começou a cerca de um mês e deve continuar até que todas as moradias sejam cadastradas.
O Vice-Governador César Messias também já anunciou a próxima ação de governo para o Miritizal que será a pavimentação e o saneamento básico do bairro através do DEPASA que já iniciou o processo de levantamento topográfico do Miritizal.
(Leandro Altheman)
Trânsito de Cruzeiro do Sul: Quanto mais mexe, mais fede

Não adianta querer fazer mágica. Muito se resolveria se os condutores tivessem um pouquinho mais de educação e prudência. Mas isso parece ser pedir demais.
A frota de veículos só tende a aumentar e o centro da cidade, obviamente, não comporta a quantidade de veículos. Pode escrever: vai piorar e muito, até porque a cidade parece um sapo hipnotizado por uma cobra com a abertura da BR, mas não está enxergando que virão caminhões pesados e não terão aonde estacionar. Não há regulamentação de carga e descarga, nossas ladeiras são ingremes demais e falta visibilidade nos cruzamentos. Junte tudo isso ao pior motorista da galáxia e teremos um cenário de pesadelo no trânsito de Cruzeiro do Sul.
Chega a ser engraçado ver os caminhões "de fora" neste período de verão, se perdendo nas ruas que não chegam a lugar algum. Isto porque o normal seriam que houvessem quadras, quarteirões que poderiam ser circundados pelos veículos. Mas aqui, muitas ruas não terminam. É apenas um asfalto jogado para conseguir votos em tempo de eleição. Não tem sequer escoamento de águas pluviais, o que significa que é obra para durar no máximo, 4 anos. Tempo exato para a próxima eleição.
Um dia desses, no João Alves, um caminhão de entrega de móveis entrou numa rua e não conseguiu sair. Precisou ser guinchado por uma pá mecânica para voltar.
A empresa que presta serviço à Eletroacre atendeu em um só dia, cerca de 20 ocorrências de fios elétricos arrebetados pro caminhões. Para os moradores afetados, a imperícia é dos caminhoneiros. "Eu venho do Paraná, faço entrega em tudo que é cidade de Goiás, Mato Grosso, Rondônia... Meu caminhão é padronizado pelo INMETRO para não derrubar fios". Então quem é que está errrado?
Não adinata querer respolver os probelams "no varejo". O que falta à Cruzeiro do Sul é um planejamento para redimensionar a cidade de acordo com os novos desafios.
Caso não haja este planejamento, o que o cruzeirense pode esperar é uma cidade cada vez mais desumanada, caótica e brutal, onde crianças e idosos terão de ficar em casa para não correr o risco de atropelamento, onde as ladeiras e cruzeamentos serão testemunhas de muitos acidentes, alguns fatais.
Se a cidade não for pensada, redimensionada, descentralizada e organizada, vai ter muita gente com saudade do tempo em que a estrada abria só três meses por ano.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Cadê a 'minha' friagem?
sábado, 11 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Cruzeiro do Sul 'mostra a bunda'
E não estou falando somente das casas da Lagoa, não.
"Sempre só falam mal dos pobres, mas quem está mais sujando e poluindo essa parte da cidade é a classe empresarial", disse o líder comunitário Chaguinha da Lagoa.
Falar mal das casas mal enjambradas da lagoa, é chover no molhado e qualquer apresentador de TV a serviço do patronato enche a boca para dizer.
Agora quero ouvir dizer que quem construiu a cidade literalmente "de bunda" para o Juruá, foi a classe empresarial. Nada contra aqueles que produzem "emprego e renda", como diz o bordão tradicional, mas o poder público e a sociedade deveriam cobrar um pouquinho mais de quem pode mais.
A imagem do Boulervard Thaumaturgo, jogando todo o esgoto na frente da cidade, é tão despudorada quando a do menino do Miritizal que no dia da abertura da ponte arriou seu shorts rasgado e posicionou a sua bunda em uma das aberturas da ponte. "Vou inaugurar a ponte", disse o menino. Mirando o Juruá com o "olho que nada vê" ele despejou o conteúdo imundo de suas tripas que por sorte não acertou nenhum catraia que navegava em baixo.
Nosso Juruá não tem a mesma sorte e o rio que possibilita a vida nesta região, seja humana, animal ou vegetal recebe diariamente a ingratidão de seus habitantes mais ilustres.
Além do esgoto, o lixo é jogado sem nenhum constrangimento, todos os dias, nas suas margens.
Na verdade, a abertura da ponte sobre o Juruá será apenas a primeira, de muitas outras obras implantadas em aço, cimento e asfalto que ao invés de 'modernizarem' nossa cidade vão apenas evidenciar o distanciamento que existe entre a realidade de poucos e a da maioria.
Não, não sou um estraga prazer, apenas estou fora da ufania em torno da ponte e da BR. São obras importantes, sim, mas é preciso ter pé no chão para evitar que o sonho se transforme em pesadelo. É preciso antes de tudo, que a sociedade seja capaz de apontar o rumo que deseja para sua cidade, para seu povo, para sua juventude.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
"Eu me demito ! " - Porque saí da Rádio e TV Juruá

Relutei muito em fazer uma postagem sobre o assunto, uma vez que poderia parecer que estaria expondo o meio de comunicação em que trabalhava. No entanto, decidi que meu público tem o direito de saber porque não estou mais a frente do maior meio de comunicação do Juruá e para este fim, utilizar o humilde espaço deste blog para isso, não me parece assim, algo tão recriminável.
Então vamos lá.
Em primeiro lugar, antes de quaisquer explicações quero deixar claro que a apesar das divergencias de pensamento, meu maior sentimento que fica é o de gratidão. Comandar o maior meio de comunicação do vale do Juruá, ainda que por um curto período, é uma experiência que não tem preço. E agradeço a esta oportunidade ao dono da emissora, James Cameli a quem, sempre considerei e considero, um amigo.
E é justamente por considerá-lo um amigo, que me sinto totalmente a vontade de discordar das posições tomadas à frente da empresa, que culminaram com minha demissão voluntária.
Creio ser mais honesto o livre e respeitoso discordar do que a falsa suberserviência que apenas aguarda o momento oportuno para cravar as presas peçonhentas na vulnerável jugular.
As razões que levaram a esta decisão tiverma início a partir da contratação de um recém-formado Engenheiro de Produção para o cargo de direção da empresa. Nada pessoal.
Houve uma promessa por parte de James Cameli de que o novo administrador não faria ingerências no jornalismo. Promessa que foi por incontáveis vezes, descumprida. O novato, em parte encantado pela comunicação e outra com o próprio poder que o cargo trazia, começou a dar 'pitaco' em tudo: desde conteúdo do jornal até o enquandramento das câmeras.
Por fim, resolveu reiventar a roda e propôs, em uma reunião que cumprissemos uma escala de trabalho. Ora, isso era exatamente o que já vinhamos fazendo há mais de anos. Apresentou a idéia como grande 'novidade' como se tivesse sido iluminado pelo espírito do saber.
Após a sua 'epifania luminosa' tentou impor que nossas três reporteres acumulassem novas funções, sem a devida remuneração. A repórter Jaqueline Teles (prêmio estadual de jornalismo em 2009), disse cabalmente que recusava-se a cumprir nova função, ampliando sua carga horária, a menos que isso implicasse em acréscimo no salário. Foi esta posição, em conformidade com o que estabelece o sindicato da categoria, que lhe custou a alcunha de "preguiçosa", pecha que foi também direcionada à outra colega de trabalho, Dayana Maia.
Jaqueline cabou sendo demitida por recusar-se a acumular funções sem a devida remuneração.
Assim, a RTV Juruá livrou-se questionadora Jaqueline Teles e o público ficou sem questionadora Jaqueline Teles. Ou seja, o que a empresa considera como defeito, é na verdade a maior qualidade de um jornalista.
Não podia admitir também o que foi dito de Dayana Maia. Nos momentos mais difíceis de saúde ou de desgaste mental, foi ela quem me socorreu. Sem que nunca fosse necessário pedir, Dayana sempre ocupou a minha função nos momentos de maior cansaço, enfrentando como uma verdadeira Valquíria, o Sol e Chuva inclementes do Juruá.
Seguindo a mesma lógica da linha de produção de uma fábrica de salsichas, o novo diretor enviou relatório em planilha, apontando apenas uma repórter como 'produtiva'. Ocorre que em sua avaliação, três 'stand-ups' (VT que demoram menos de 5 minutos cada um), valem mais do que uma matéria bem produzida, bem pensada.
Assim permanece a velha política do 'encher lingüiça', onde o âncora, pela falta de conteúdo do jornal se vê obrigado a entreter o público com um 'show man', comentando e dando opiniões até sobre aquilo que desconhece. Ninguém é obrigado a saber tudo, mas como gerar conteúdo crítico, se os repórteres são cobrados em quantidade e não em qualidade de produção?
A opinião que deixei explicita na minha carta de demissão é de que jamais houve 'preguiça' na minha equipe mas que sempre tive que lutar contra o 'monstro da desmotivação', simplesmente pelo fato de que o trabalho destes profissionais nunca foi reconhecido e que a epresa dobrou o seu faturamente, sem compartilhar o fruto deste sucesso com aqueles que sempre carregaram a empresa nas costas.
Não é momento de falsa modéstia, sou formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP, considerada a melhor escola da América Latina nesta área e uma das melhores do mundo. Se a opinião profissional de um engenheiro recém formado e recém chegado na área vale mais do que um jornalista formado na melhor escola deste país, com 15 anos de profissão, não há realmente motivos para permanecer no cargo.
A gota d'água veio quando fui solicitado a selecionar currículos e treinar estagiários como forma de pressionar minha equipe a cumprir tarefas além de suas atribuições. Não aceitei e por isso pedi minha demissão.
Com isso fica claro que a política da empresa é formar um staff de estagiários obedientes pela metade do preço.
Não há interesse da empresa em zelar por uma informação de qualidade para o público.
Sempre afirmei e afirmo que faço jornalismo para o público e não para o patrão. 
Gostaria de poder mudar esta realidade, não para manter o polpudo salário que a empresa me pagava, mas pelo respeito e compromisso que tenho com o meu público e com as tranformações sociais que virão a reboque do crescimento econômico do Juruá.
Mas, a empresa fez suas escolhas e eu faço as minhas, se não posso mudar esta mentalidade, fico feliz e já me sinto em parte vitorioso por não participar dela.
Considero que é importante a lealdade à linha editorial da empresa, mas definido isto a notícia deve ter como foco o telespectador, ouvinte e leitor, e não o dono da empresa ou os anunciantes. Esse é o Jornalismo que eu aprendi da Escola e este é o Jornalismo que faço todos os dias.
É com este mesmo respeito que me despeço do público da RTV Juruá.
