terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Rio Acre volta a subir e número de famílias desabrigadas tende a aumentar
sábado, 28 de janeiro de 2012
Manual do Perfeito Idiota...

No final da década de 90, quando as leis de mercado pareciam ter dado o seu canto vitorioso sobre toda e qualquer tese socialista, três autores latino-americanos lançaram "O Manual do Perfeito Idiota Latino Americano".
O livro satirizava as chamadas "posições de esquerda"e tornou-se uma espécie de referência para o pensamento conservador latino -americano.
Carlos Marighella escreveu o "Manual do Guerrilheiro Urbano" enquanto Che Guevara criou a chamada "teoria foquista" de guerrilha. Hoje, ambas as teses parecem de fato, pueris quando analisadas sobre o prisma da história. Mas é fato: Carlos Marighella e Che Guevara foram de FATO guerrilheiros e não desenvolveram suas teses a apartir de gabinetes de ar condicionado.
Não eram almofadinhas como Plínio Apuleyo Mendoza, Carlos Alberto Montaner e Álvaro Vargas Llosa (filho de Mario Vargas).
A minha tese é simples: só um guerrilheiro pode escrever um manual sobre guerrilha, enquanto somente um perfeito idiota é capaz de escrever um manual de como se tornar um perfeito idiota.
Basta seguir suas teses. É o caminho seguro para a idiotia.
O Manual acabou derrotado pela história. O Neoliberalismo afundou e segue agora um neo-keynesianismo. O que se vive hoje é o "New Deal" revisitado. Não se trata de socialismo, mas também não é liberalismo. Foi através do "New Deal" que o capitalismo se recuperou após a crise de 1929. Foi um rompimento com as teses do liberalismo clássico na economia.
Ainda assim, o tal "Manual" continua sendo a principal, se não a única, fonte de referência para os pensadores (?) liberais. Recentemente, os pupilos de Vitor Civita (aquele apátrida dono da Editora Abril, que não é brasileiro, nem italiano, nem argentino) produziram mais dois novos manuais para a idiotia das massas: O(s) Guia(s) Politicamente Incorreto(s).
Eles estão criando uma nova legião de "perfeitos imbecis politicamente incorretos".
O “pensador” imbecil politicamente incorreto: Adora chamar socialistas de “anacrônicos” e os guerrilheiros que lutaram contra a ditadura de “terroristas”, mas apoia golpes de Estado “constitucionais”. Um torturado? “Apenas um idiota que se deixou apanhar.” Foge do debate de idéias como o diabo da cruz, optando por ridicularizar os adversários com apelidos tolos. Em vez de se ocupar em escrever livros elogiando os próprios ídolos, prefere a fórmula dos guias que detonam os ídolos alheios –os de esquerda, claro. Sua principal característica é confundir inteligência com escrever e falar corretamente o português.
Sua visão de humor é a do bullying. Sua principal característica é não ser engraçado.
Sua visão de mundo pode ser resumida na frase “primeiro eu”. Não lhe importa a desigualdade social desde que ele esteja bem. O pobre para o cidadão imbecil é, antes de tudo, um incompetente. Portanto, que mal haveria em rir dele? É radicalmente contra o bolsa-família porque estimula uma “preguiça” que, segundo ele, todo pobre (sobretudo se for nordestino) possui correndo em seu sangue. Apesar disso ele é favorável a que O Estado sustente bancos falidos pelo bem do "capitalismo" que tanto defende.
Também é contrário a qualquer tipo de ação afirmativa: se a pessoa não conseguiu chegar lá, problema dela, não é ele que tem de “pagar o prejuízo”. Sua principal característica é não possuir ideias além das que propagam os “pensadores” e os comediantes imbecis politicamente incorretos.
Portanto, cuidado, se você se enquadra em algumas destas características pode estar sendo um "perfeito imbecil politicamnete incoreto"****
Na esteira da idiotia segue sempre firme o incólume Diogo Mainardi.
Meu amigo, nada contra o sujeito ser anti-petista, anti-lulista, ou seja lá o que for. Mas gastar um espaço inteiro na sua coluna semanal para atacar o folclore brasileiro?
É isso mesmo, Diogo Manardi gasta sua verborragia perseguindo o prosaico saci-pererê com uma perna só. É o perfeito idiota que vê inimigo em todos os lados, que não sabe diferenciar o joio do trigo, que não sabe defender suas teses sem destilar um profundo e doentio rancor.
Mas Mainardi ainda não é o perfeito idiota. Ele afinal, vive em Veneza e recebe muito bem para destilar seu ódio contra tudo o que é brasileiro. O perfeito idiota são os que acreditam e seguem suas teses em solo pátrio.
Mainardi é um caso simples de "brasileirofobia". Para seu infortúnio (e nosso) um problema de saúde de seu filho que não pôde ser solucionado no Brasil, fez com que ele criasse um ódio a tudo o que é brasileiro.
É famosa a sua frase de que se o Acre foi comprado por um cavalo à Bolívia, o Brasil deveria tomar o cavalo de volta. Claro que para ele o Acre não vale um cavalo, ele mora em Veneza e ganha em dólares, o Acre não significa nada para ele. Ele não é o perfeito idiota. O perfeito idiota acreano é o que acha o máximo o que diz Mainardi, para quem sua palavra é lida como se fossem os fundamentos de uma profecia iluminada.
O perfeito idiota acreano, vive no Acre e acha que a sua terra não vale um cavalo.
Segue pequeno trecho da biografia do herói do perfeito idiota acreano.
" Depois de uma infância comendo Sucrilho, foi para a Europa às custas do papai. Mainardi sempre fora um pivete-problema, que aprendeu palavrões aos 3 anos e aos 15 foi expulso da escola porque fazia redações atacando seus colegas de sala. Mainardi sempre gostou de ballet clássico e seu sonho era viver um romance de Tolstoy ao som de Beethovem. Para justificar sua indolência, disse ao papai que abrisse o cofrinho porquê seu filhinho queria fazer a London School of Economists. Mas na Inglaterra, Mainardi descobriu que trabalhar e produzir qualquer coisa útil nunca foram suas habilidades. Cursou apenas o primeiro ano; foi jubilado na London School, mas mesmo assim, ostenta a fracassada experiência acadêmica com orgulho. Alega que se deu mal por que não lhe sobrava tempo para estudar, já que usava todo seu tempo para criticar seus colegas de faculdade, comer virado a paulista e lula, seu prato preferido. Sem escolaridade, só arranjou emprego graças às amizades de infância de papai, que brincou de amarelinha com os atuais donos da Editora Abril, quando criança. "
Sua Psiqué é muito bem representada pela caricatura de um "Síndrome", os de Anton Egô, ou do Plankton
****
Mas existe também o perfeito idiota cruzeirense.
Ele odeia a sua cidade
"Cruzeiro do Sul apodreceu de dentro pra fora"
Mas vive nela, porque não tem competência de se estabelecer em uma grande metrópole.
Não compreende o amor que têm as pessoas que saem para estudar e voltam para contribuir com a cidade.
"Dizem amar o Acre e fazem juras de amor a esse lugar, vão a Cruzeiro e passam as férias andando no carro do papai, de óculos escuro e olhar imponente, como se pensassem: "Voltei pra mostrar pra vocês que eu tô fazendo alguma coisa importante da minha vida".
Mas mesmo assim, faz a mesma coisa: vai, estuda e volta, com a diferença que afirma aos quatro cantos que só se importa consigo mesmo, que não quer contribuir com nada além do próprio bolso.
Para o perfeito idiota cruzeirense qualquer sinal de prosperidade em Cruzeiro do Sul, só é explicável pelo tráfico de drogas.
"Lá existem os taxistas traficantes, figurões bem de vida, ... Eles são amigos da polícia e da sociedade imbecil e o tráfico é tão evidente que se tornou natural. Os tais comerciantes são milionários e agiotas ...o dinheiro sujo da sonegação, da agiotagem, do tráfico de drogas, do tráfico de influência, da usura, e dos inimagináveis atos à margem da lei em uma cidade sem lei".
Notem que suas críticas poderiam até parecer "revolucionárias", de alguém quer quer transformar a realidade. Mas não se trata disso. Ele não é "revolucionário" é apenas o jovenzinho(que logo mais não o será) revoltado que quer apenas a sua fatia na podridão que tanto critica. Dê a ele um pedaço do queijo podre que o rato logo para de reclamar e volta a sua metralhadora para defender o seu pedaço de queijo podre. Ele não se importa agora de defender os supostos "traficantes" e receber os seus honorários daquilo que antes chamou de "dinheiro sujo do tráfico e da sonegação".
Ele, que não tem amigos, só pode achar a amizade algo ruim.
"Todas as pessoas se conhecem, e acham que pela amizade resolvem tudo"
Nutre um profundo desdém pelos educadores da cidade
"Lá existe somente uma escola de ensino particular, a das irmãs dominicanas, onde tive o desprazer de estudar com professores desqualificados, antiquados e, perdoem-me, burros."
E o pior, é que o motivo de todo ódio e rancor, no fundo é só uma insatisfação pessoal, por não ter conseguido satisfazer o seu desejo.
"Comem as menininhas deslumbradas com o universitário de qualquer-curso-por-aí"
Mas depois de criticar, faz exatamente o mesmo, pois é a única maneira de se satisfazer.
O Perfeito Idiota Cruzeirense se sente um iluminado acima do bem e do mal, destinado a varrer a cidade de seu "atraso". Mas apóia incondicionalmente qualquer coronel (aí ele não se incomoda que seja um "analfabeto") que esteja no poder.
Ele escreve com cada ação sua mais um capítulo do manual da perfeita idiotia.
Eu não preciso dizer quem é o perfeito idiota. O perfeito idiota logo mais estará me atacando em seu blog. O perfeito idiota irá tentar se defender, buscando erros de português ou propalando suas enfadonhas frases feitas contra Che Guevara e Marx, como se fossem grande novidade.
Mas não adianta, pois lhe acompanha por onde for, como a marca do judeu errante, a mística do perfeito idiota, reconhecível, pelo cheiro, à distância.
Eu não posso criar um manual sobre o perfeito idiota. Só um perfeito idiota pode.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Policial que deveria defender estudantes na USP, comete estupro

Vocês se lembram daquela história de levar a PM para o Campus da USP, poruqe havia sido cometido um estupro? E os estudantes protestaram e a mídia disse que eram todos uns maconheiros?
O PM Renato Guimarães da Silva tem vinte anos de corporação e foi preso após ser reconhecido pela estudante. Ao ver a foto do policial mostrada na delegacia, segundo um tenente que acompanhou o caso, a estudante começou a tremer.
Há ainda mais nove casos de ação com as mesmas características e na mesma região. As vítimas serão chamadas para fazer o reconhecimento do estuprador.
As imagens divulgadas pela imprensa mostram o policial sendo levado preso. Diferentemente do tratamento dado a alguns estudantes durante a desocupação da reitoria da USP ou aos estudantes em manifestação contra o aumento da passagem no Piauí ou ainda os moradores do bairro Pinheirinho em São José dos Campos, o policial não foi algemado.
Esse caso é mais um em uma lista de abusos cometidos pelos policiais. A conversa de segurança com a utilização da polícia militar cai por terra com as sistemáticas denúncias cometidas tanto fora do período de trabalho como na atuação orientada na repressão contra a população.
Em Teresina, outro policial militar foi preso em flagrante acusado de ter estuprado uma garota de 10 anos, filha de sua namorada. A própria mãe flagrou o crime.
Alguém ainda pode acreditar na conversa de João Grandino Rodas, de que a PM está na USP para proteger a comunidade universitária? Tanto Rodas, como o governo e toda a imprensa direitista usaram os casos de estupro na cidade universitária como um dos motivos da importância da PM no local. Agora esse suposto argumento mais se parece uma piada de mau gosto.
A PM não tem como função a proteção dos cidadãos, mas defender os interesses do governo e da burguesia. Os exemplos apenas nesse mês de janeiro mostram a ação da polícia: arma de fogo é apontada para estudante em espaço estudantil, repressão brutal contra usuários de crack no centro de São Paulo para favorecer setor imobiliário, selvagem e ilegal desocupação de terreno no bairro Pinheirinho em São José dos Campos e agora denúncia de policial estuprador. Além disso, a PM reprimiu brutalmente as manifestações contra o aumento da passagem no Piauí, Espírito Santo e Pernambuco. Em Teresina um estudante perdeu a visão por ser atingido por estilhaço de bomba lançada pela PM.
Está mais do que evidente que a operação para colocar a PM na cidade universitária foi fraudulenta. Não se trata de “aumento a insegurança”, mas sim de colocar o plano de privatização da USP em marcha.
A Lei e a Ordem
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Paulistas querem o Impeachment de Alckmim

Segue abaixo o texto da petição na íntegra:
Nós, cidadãos paulistas, representados no Governo do Estado de São Paulo pelo Sr. Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, pedimos à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pela realização urgente de um plebiscito que decida pelo impeachment do governador.
Embora 50,63% dos cidadãos paulistas tenham acreditado que o Sr. Alckmin tivesse capacidade de retornar ao governo para este atual mandato - seu terceiro no governo em uma década -, o que se sucedeu da tomada da posse foi a continuidade do recrudescimento das atitudes não democráticas, autoritárias e corruptas, que já vinham sendo construídas desde seus primeiros mandatos no governo, e que cresceu com seu antecessor (e sucessor do seu segundo mandato), o Sr. José Serra.
Ainda em seus primeiros mandatos, no início dos anos 2000, escândalos envolvendo a Nossa Caixa, então pertencente ao Governo do Estado de São Paulo, foram abafados e jamais esclarecidos. Cerca de 30 milhões de reais em contratos de publicidade caducos foram desviados em esquemas de favorecimento para a base aliada do governador.
No segundo mandato, em contratos para o metrô da cidade de São Paulo envolvendo a Eletropaulo, a Alstom teria dado em propinas para a base do governo ao menos 40 milhões de reais em esquemas de favorecimentos. Não só bastasse isso, descobriu-se que licitações - envolvendo bilhões de reais - das linhas Amarela e Lilás foram falsas, já que já se sabia dentro do governo quem seriam os "vencedores".
Deputados estaduais da oposição tentaram criar várias CPIs para investigar não só estes casos, como inúmeros outros. Abusando do poder executivo e indo contra a Constituição, o Sr. Alckmin barrou a criação de quase todas. Seu sucessor de então, o Sr. Serra, conseguiu que sua base parlamentar na Assembleia Legislativa criasse, por lei, mecanismos que dificultam a criação de CPIs.
Agora, em seu terceiro mandato, o Sr. Alckmin incorporou a postura violenta do Sr. Serra e aprendeu a fazer o uso extremo da força policial a seu dispor. Numa grave sequência de atitudes intransigentes e que ferem inúmeros princípios da Constituição Brasileira, dos Direitos Humanos e da liberdade de imprensa - pra falar no mínimo -, o Sr. Alckmin protagonizou a guerra contra os estudantes da Universidade de São Paulo, contra o bairro da Luz, na cidade de São Paulo, e contra a ocupação Pinheirinho, em São José dos Campos. Em todos esses casos, seus representantes, os pliciais militares, não estavam com as devidas identificações e, quando puderam, confiscaram câmeras e celulares que estavam registrando as ações.
As maiores mídias do estado e do país não só not

No caso da Universidade de São Paulo, o Sr. Alckmin está colhendo os frutos que plantou no início dos anos 2000, quando resolveu por dar início a uma paulatina redução orçamentária da Universidade, que intensificou seu sucateamento e evidentemente obrigou a diminuição da Guarda Universitária, dando respaldo à entrada da Polícia Militar no campus da capital. Uma vez dentro, a Polícia Militar do Estado de São Paulo passa a ter plenos poderes coercitivos necessários à proteção de um governo que sabe que está agindo a plenos poderes não democráticos.
Nos casos dos bairros da Luz, na capital, e de Pinheirinho, em São José dos Campos, as ações foram puramente por interesses imobiliários-especulativos que envolvem aliados de peso. As ações - todas bem registradas apesar das investidas contra - estão sendo analisadas por comissões nacionais e internacionais, por ferirem princípios básicos da vida e da democracia.
Pessoas estão morrendo e a mídia não está noticiando.
Este governo do Sr. Alckmin não nos representa.
Pedimos, já, por um plebiscito que decida pelo impeachment do governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho. A democracia tem que voltar ao estado de São Paulo.
eis o link* Grifei em vermelho para que as pessoas aqui no Acre tenham a noção de que o cerceamento da mídia também ocorre em SP, e de modo muito mais acintoso.
Cultura Pop: O Síndrome

A brincadeira é óbvia. Quem nunca viu aquele nerdinho que ninguém dá bola ("aqueles imbecis analfabetos"), que não come ninguém ("- aquelas malditas putinhas dão pra todo mundo, menos pra mim") (ui!)
O destino de pessoas assim é pegar uma arma e sair atirando na sala de aula e depois meter uma bala na própria cabeça. Ou então, sem assunto para escrever ficar procurando erros ortográficos para dizer "-tá vendo, eu não falei que ele era um analfabeto".
É o crítico egomaníaco (ver postagem anterior sobre Anton Egô) que acredita que a única maneira de sair de sua própria insignificância é humilhar os outros (ver postagem sobre o "plankton")
Coitado do Capitão Incrível, tem que lidar com uma criancinha mimada e mal-amada que agora possui instrumentos que o tornam "poderoso".
*No final, ele se acaba sozinho, destruído pelos seus próprios "brinquedinhos".
A vocês: Síndromes, Anton Egôs e Planktons, eu dedico esta canção:
"Mas o que mais me dói, você escolheu errado seu super herói"
Breve Diálogo
-Filho não faz assim como "nariz de batata"! Ele não tem amigos!
- Mas, mãe eu já tentei ser amigo dele, mas ele me quer fazer de inimigo
- É querido, é assim mesmo. Ele é tão solitário que precisa arrumar inimigos para não se sentir tão só.
-Tadinho dele, né mãe, o "nariz de batata".
Homenagem com A Ordem da Estrela do Acre

O Bispo Diocesano Dom Mosé




Madrinha Peregrina, viúva de Mestre Irineu, criador da doutrina do Santo Daime;


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O efeito judaizante do GOSPEL sobre a cultura

Não deixa de ser um fenômeno interessante o fato de que os evangélicos têm progressivamente, adotado cada vez mais simbologias e referências culturais judaicas e israelitas.
Nada mais natural já que a Bíblia trata exclusivamente de acontecimentos narrados pelos povo hebreu.
Estrela de Davi, candelabros e até cópias da arca da aliança são adotadas em algumas igrejas.
Agora, por favor evangélicos usem a estrela de Davi, mas não a bandeira do estado de Israel. É no mínimo assustador ela ser erguida como símbolo religioso. O Estado de Israel é um país onde quem não é judeu é cidadão de segunda ou terceira classe. Um estado violento e autoritário, que não respeita os direitos humanos, que invade outras nações, que destrói as cisternas que os palestinos usam para acumular a água da chuva e fazê-los morre de sede, que os trata como sub humanos, enfim, pode ser exemplo de tudo menos do amor que Jesus pregou.
Eu não duvido que em breve alguns pastores comecem a sugerir a circuncisão e a proibição à carne de porco (leia em Levitas). Na verdade, algumas comunidades evangélicas já estão adotando a comida "Kasher" tal qual preconiza o velho testamento. Também algumas denominações já estão adotando o kipá (espécie de gorro judaico) e o interesse pelo estudo do hebraico tem crescido entre os evangélicos. Não há nada de errado nisso, é o dinamismo da cultura em ação. Mas por favor, só não me chamem de exótico por me pintar de genipapo.
Os cristãos evangélicos parecem esquecer o fato de que os judeus jamais aceitaram Cristo como o seu messias. Para os judeus, Jesus não passa de um mentiroso quando diz que é filho de Deus.
Já os islâmicos aceitam o Jesus, não como filho de Deus, mas como profeta.
Os hinduístas não tem dificuldade nenhuma em aceitar que Jesus seja de fato, filho de Deus.
Para eles, seria mais uma das inúmeras vezes em que Deus se fez carne.
As grandes civilizações da América, Incas, Maias e Astecas, conheciam o valor do sacrifício Segundo alguns historiadores, o sacrifício humano nestas sociedades era inicialmente voluntário e somente mais tarde tornou-se compulsório. Portanto, para eles, é relativamente fácil aceitar que o filho de Deus tenha se feito homem para ser sacrificado, pois isto encontra ecos em mitos muito antigos que falam de algo semelhante já ter ocorrido.
Portanto, o verdadeiro desfio não é evangelizar estes povos. O grande desafio seria evangelizar os adoráveis israelitas. Lanço este desafio para os evangélicos, ao invés de fazer turismo, pregar o evangelho na terra do salvador, onde os cristãos são cidadãos de segunda classe, tolerados pelo Estado, graças ao dinheiro que levam a Jerusalém.
A Cultura é dinâmica em criar e recriar identidades
Isso só prova na verdade o dinamismo da cultura e de sua função de criar e recriar identidades.

No entanto, em tempos de cultura de massa, a absorção dos novos símbolos se dá de modo tão mecânico e automático, que por vezes impede de uma reflexão mais aprofundada.
A primeira delas, revela o óbvio: a Bíblia relata acontecimentos que ocorreram em uma parcela ínfima do planeta Terra e trata-se da história de um único povo e não da humanidade.
Portanto quando alguém diz "tal coisa não está na bíblia" equivale dizer apenas que não aconteceu no Oriente Médio, ou que não foi relatado pelos Hebreus.
(1-Isto sem contar que O Pentateuco, ou "Torah" judaico trata apenas daqueilo que era dito às massas. O "Zorah" conhecimento mágico-cabalístico, não está inserido na bíblia, mas faz parte do mesmo conteúdo em que ela foi escrita).
(2- Arqueológos também tratam de tema interessantes, como por exemplo de que os mitos do Gênese e do dilúvio, são na verdade, mesopotâmicos e foram absorvidos depois do cativeiro da babilônia. Outro ponto interessante é que a bíblia também sofreu inúmeras edições. Uma delas, por exempo, foi o "expurgo" da parte feminina de Deus, ou "consorte de Deus, Astarté)
Por questões geográficas ficam totalmente de fora as tradições espiritualistas do Oriente (Krishna, Buda, Lao Tsé), da África (Orixás) e das Américas (e todas as tradições xamânicas do Chile ao Alasca). Negar a estes outros povos a sabedoria, equivale a apostar em um deus mesquinho, que nos mais de 10 mil anos de existência da humanidade, olhou apenas para um único povo.
Certa vez ouvi de um sujeito: "os judeus são os inventores do nazismo. Moisés foi o precursor do nazismo quando disse que o povo judeu era o escolhido e que deveria subjugar os demais, os "incircuncisos".
Bem, exageros à parte, a afirmação faz todo sentido. No entanto, todos os povos tem sua dose de etnocentrismo. Os Maori, da África também dizem algo parecido sobre si mesmos. Os Incas também se declaravam filhos do Sol e destinados a governar as "quatro partes". Para os Arianos do planalto do Irã, seu povo era sinônimo de "elevado", "sagrado", face aos demais.
Portanto, não há nada de errado os hebreus afirmarem o mesmo. Só é preciso levar em conta que se para seus profetas, o povo hebreu é o povo escolhido, para os sábios e profetas de cada povo desta humanidade, seu próprio povo também o é.
É muito comum entre os povos indígenas, por exemplo, que sua auto-denominação os designe como "povo verdedeiro", como se os demais, não o fossem de fato. Kunibo, por exempo quer dizer povo belo ou verdadeiro. O mesmo significado para Huni Kuin. Os Cherokee também são o "povo belo", e por aí vai.
Os Tupis acreditam que eles foram feitos das primeiras palavras que Deus pronunciou e são eles portanto, os legítimos herdeiros desta terra (bem, de fato esta terra era deles, os filhos de Tupã, e se o endereço da "Terra Prometida" é Israel, a "Terra sem males" dos profetas guaranis, fica em algum lugar entre o Brasil, a Argentina e o Paraguai).
Estamos falando sobre o conceito de alteridade, ou seja, enxergar ao outro em suas diferenças. Conceito que os indígenas da grande família Pano denominam com a palavra "Nauá".
Jesus, libertou muito dos conceitos culturais do povo hebreu e trouxe ensinamentos que são universais. Tão universais que são encontrados paralelos quase idênticos, por exemplo, no Bhavagad Gita, escrituras sagradas do povo hindu. Os ensinos sagrados deixados pelo Avatar (encarnação de Vishnu-Deus) Krishna se assemelham enormente com o que Jesus viria a dizer 4 mil anos mais tarde.
Muitos cursos de Teologia, resumem tão somente, à "bibliologia", ou seja, o estudo do que está na bíblia, como se não houvessem escrituras sagradas e conhecimentos orais em todos os outros povos. O estudo comparado das religiões, nos mostra muito mais semelhanças em suas essências, do que diferenças. Tais diferenças são quando muito, resultado da diversidade cultural e de pontos de vista, que somente enriquecem o conjunto da humanidade.
Jesus disse para que amássemos uns aos outros. Ele não falou da necessidade de uma conversão cultural. O batismo é muito mais uma aceitação e um abrir dos olhos e do coração para as verdades enunciadas. Extamente como disse Krishna, 4 mil anos antes. No entanto, as religiões parecem pregar algo distante desta realidade, como se para "amar ao próximo" devessem primeiro, tornar o "próximo" exatamente igual ao seu próprio reflexo no espelho.
"Tire seu cocar de penas, vista um terno, abandone seus cantos e tradições, esqueça suas hitórias. Pare de pintar o seu rosto, aprenda a cantar como nós. Seja como nós. Aí, sim, eu te amarei" - Essa é a mensagem deixada. Muito distante do "amar ao próximo como a ti mesmo".
Deveriamos pensar que se o índio é "exótico", muito mais exótico é recriar nas Américas, referências culturais de uma terra desértica, que ao invés de "jorrar leite e mel" jorra mesmo é "chumbo quente" para cima dos palestinos.
Lembre-se disso, quando achar estranho alguém pintado de genipapo. Eles não sáo exóticos, exóticos somos nós.
Conhecer e respeitar a validade dos ensinamentos, tradições e verdades de cada povo e de cada individuo, apenas encurtaria a distância para que se cumprisse na Terra o ensinamento de Jesus. "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei"
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Como me tornei Jornalista

Aviso: Por favor, se você não tem bom humor, nem perca seu tempo lendo esta postagem.
Primeiro dia de Aula
Entra na sala o professor de Legislação e Ética, Luis Carlos Rocha, ou simplesmente, o "Rocha". Moreno, meio bonachão, mas muito bem articulado. Um forte sotaque nordestino e um francês impecável. Sandálias de tiras de couro nos pés.
Esta será a primeira aula do curso de jornalismo na ECA-USP. Junto comigo apenas as outras dezenove pessoas que conseguiram a aprovação no vestibular da FUVEST. Eu passara em segundo lugar na minha turma.
Aquele não havia sido o ano do jornalismo. A concorrência fora apenas 49 candidatos/vaga. Publiciddae, naquele ano foram 137/vaga. Já no ano anterior, o jornalismo havia sido "moda" e teve 125/vaga.
No ano seguinte, foi a vez da biologia, beirando os 200 candidatos/vaga.
Rocha faz as apresentações e propõe um pequeno jogo: cada um deveria dizer os motivos pela qual havia escolhido o Jornalismo como carreira.
Comecei a pensar... Foi quase por eliminação. Sempre fora um desastre em ciências exatas (depois, milagorsamente, parece que eu aprendi conceitos que antes me pareciam totalmente ininteligíveis).
Portanto, excluí de cara todas as engenharias. Mesmo que pudessem ser carreiras promissoras, detestaria fazer algo "apenas por dinheiro" e ser um mau e frustrado profissional.
Tampouco, me sentia atraído pela Medicina, ainda que a idéia de ajudar as pessoas me parecesse fascinante.
Meu pendor sempre fora para as humanas. Em especial, História. Meus amigos na Marinha diziam que deveria estudar para administração ou economia. Minha mãe queria que fizesse direito. Pensava em cursar História, mas todos amigos e familiares diziam:
"- não, não faça História não! Você vai passar fome como professor..."
Quando regressei a São Paulo (ainda estava morando em Angra dos Reis) os horizontes se abriram e surgiram duas opções que me interessaram bastante: publicidade e jornalismo.
Haviam muitas gatinhas querendo publicidade, o que certamente foi um fator de motivação.
Mas de volta à SP, o debate político da sucessão municipal acirrou-se e acabei percebendo uma forte vocação para o jornalismo. "não se preocupe, a escola de publicidade fica do lado de jornalismo, você ainda vai ver muitas destas gatinhas por lá..."
Naquele ano de 1992 veio o movimento fora Collor e acabei participando também como um "cara-pintada". Tinha 18 anos na época.
De repente, tudo passou a fazer sentido: uma visão crítica da realidade e a possibilidade de atuar de modo imediato nesta realidade. Para mim era uma espécie de guerrilha sem armas. Possibilidade de ação e movimento e a visão crítica da realidade.
Ainda na Marinha dera meus primeiros passos nas letras, contando um pouco da nosa dura, mas poética realidade como adolescentes em um internato à beira mar, divindo a enseada com os pescadores e as gaivotas.
Escrever aqueles ensaios também me despertara a paixão pela escrita.
O jornalismo me possibilitaria uma ação na realidade, através da escrita e o conhecimento de história como embasamento.
Quando a primeira pessoa respondeu, foi isso que saiu:
"- escolhi jornalismo por que eu gosto de escrever e é uma forma de atuar na realidade... ajudar a mudar o mundo... Ah! e também por que gosto de história e para fazer bom jornalismo, tem que conhecer de história"
Todos os outros dezenove repetiram com pequenas variações, o mesmo tema: gosto pela escrita, vontade de atuar de modo direto na realidade do país e afinidae com história e ciências humanas em geral.
Por estar sentado do outro lado da sala, seria o último a responder, e acharia péssimo dizer a mesma coisa que os outros dezenove já haviam dito.
Foi somente aí que me lembrei, de algo que me ocorrera cerca de dois anos antes.
Algumas amigas minhas da baixada santista foram consultar uma vidente. A cigana jogou cartas para elas, revelando aspectos de suas vidas nos campos amoroso, profissional, pessoal... etc.
Depois de fazer as revelações às minhas amigas, apontou para mim e disse: - E você, não quer saber o que a cigana em para te dizer?
E me aproximei dela então. E ela leu os sortilégios, em cartas, buzios e nas linhas das mãos:
- Você não pode viver dentro de um aquário... Não pode ser serviço de gabinete. Eu recomendo você fazer publicidade ou jornalismo.
Eu nunca mais havia me lembrado daquela consulta e não pesou na minha decisão, mas ali naquela aula do professor Rocha, me lembrei das palavras da cigana...
Finalmente o Prof.Rocha, me arguiu:
-E você, por que escolheu jornalismo.
Eu não resisti e atendendo a máxima: "perco o amigo, mas não a piada", tasquei-lhe:
- Foi o que uma cigana me falou para eu fazer....
Foi aquela gargalhada geral... e acabei sendo chamado por alguns colegas de o "Cigano".

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Dia do Evangélico

Viva a Liberdade religiosa! E Viva o Estado Laico! Se não fosse por ele, talvez os evangélicos fossem até hoje vítimas de perseguição religiosa.
Algumas das melhores pessoas que já conheci, são evangélicas, infelizmente, alguns dos piores canalhas, também.
Contudo, é inegável o papel que es igrejas evangélicas exercem, em especial na região norte. São elas, muitas vezes, na ausência do Estado que promovem o bem-estar e a paz social. Realidade muito evidente na zona rural. A igreja não substitui o estado, também não substitui a cultura, mas onde não existe, uma ou outra, são elas que fazem o papel de promover o necessário amálgama social.
As igrejas, em especial as evangélicas, tem tido sucesso em setores onde o estado é ineficiente. Um exemplo claro é na recuperação de dependentes químicos. Ciente disto, o Governo do Acre tem uma parceria com instituições desta natureza mantidas pelas igrejas.
Algo semelhante pode ser dito sobre a recuperação de pessoas que cometeram crimes. A religião oferece a estas pessoas, algo muito mais importante do que a simples punição: a perspectiva de uma redenção e transformação interior. Verdades a serem sempre ditas e lembradas.
Contudo é importante que a comunidade evangélica cultive em seu seio o sentido de tolerância religiosa, que aceite, ao menos por finalidade de boa convivência, outros pontos de vista.
Infelizmente, algumas denominações praticam uma pregação raivosa contra filosofias e doutrinas que desconhecem. O recrudescimento da intolerância no meio evangélico é tão forte que agora têm se atacado mutuamente.
As tensões entre evangélicos tradicionais, pentecostais e neo-pentecostais veram a público desde que a rede Record, de propriedade da Igreja Universal do Reino de Deus resolveu publicamente atacar práticas de outras igrejas evangélicas. A Asssembléia de Deus, ainda que de maneira mais discreta e comedida, tem também atacado a chamada "Teologia da Prosperidade" principal responsável pelo crescimento da IURD.
Já a Congregação Cristã do Brasil condena o que para sua comunidade é visto como um excesso de "liberalização dos costumes", liberalização, que diga-se de passagem, foi a principal responsável pela popularização do evangelismo no Brasil.
Já os Adventistas criticam as denominação evangélicas que guardam o domingo, e não o sábado e acreditam piamente, que por esta razão somente eles herdarão o reino dos céus.
Se este é o clima no meio da comunidade evangélica, o que dirão, por exemplo, dos "papistas" e "adoradores de imagens" católicos? E os espíritas cristãos, que tratamento é reservado a eles?
E o que dizer então de islâmicos, budistas, hinduístas e animistas?
Atentos a pequenas diferenças dogmáticas e interpretativas, muitas vezes se esquecem das essência do ensinamento de Jesus: "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei".
E Viva a Liberdade Religiosa!
sábado, 21 de janeiro de 2012
São Sebastião em Xapuri






O clima da segunda maior festa religiosa do estado é empolgante. Se na festa de Nossa Senhora da Glória predominam os tons de azul, aqui, o povo se veste preferivelmente de vermelho, simbolizando a paixão de Cristo e de seu leal soldado, São Sebastião.
Aprendi por exemplo, que a festa de São Sebastião é a mais antiga do Acre. Teve início em 1902 e segundo o pároco, São Sebastião havia sido evocado para por fim aos conflitos entre brasileiros e bolivianos.
A procissão reuniu cerca de 15 mil pessoas.
São Sebastião foi lembrado como santo protetor da ecologia e dos povos da floresta, índios e seringueiros. No Brasil, em alguns estados São Sebastião é sincretizado com Oxóssi, Orixá da caça e Senhor da Floresta.
Defensango Unanitai *
Carta de esclarecimentos aos meus leitores
Durante esta semana, fui alvo de duros ataques por parte de um blogueiro. Não vale a pena citá-lo, pois teria entre outras coisas, o efeito de dar notoriedade a algo que certamente não merece tanto.
Ainda assim faço tais esclarecimentos para os meus leitores que por acaso tenham tomado contato com os tais textos em que fui caluniado e vilipendiado, sem qualquer respeito por minha pessoa e pela profissão que exerço desde 1997.
Para quem não tomou conhecimento com tais textos acreditem, não vale a pena. Passem para a postagem seguinte, e divirtam-se, pois afinal a vida merece mais.
As razões para os termos depreciativos utilizados teriam sido, incorreções ortográficas por mim cometidas em postagens anteriores. Os impropérios contra mim lançados, faziam alusão à minha profissão, à minha formação universitária e a minha opção religiosa.
Formação Acadêmica
Sou bacharel em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, pela Escola de Comunicação e Artes da USP. Formei-me em setembro do ano de 2000. Freqüentei todas as aulas da universidade e nelas obtive a média necessária à aprovação. Apresentei todos os trabalhos feitos a próprio punho, pois ao contrário de muitos, jamais paguei por algum trabalho. Meu Trabalho de Graduação foi realizado em Cruzeiro do Sul e na região do Vale do Juruá, tratando especificamente do interesse da ciência, e da medicina nos conhecimentos tradicionais. Para tanto, percorri durante seis meses rios, seringais e aldeias da região, recolhendo relatos e depoimentos desta população.
Não são ministradas aulas de português durante o curso de jornalismo. O aprendizado se dá muito mais de modo indireto, através da leitura de textos das mais variadas possíveis escolas e filosofias.
Erros ortográficos
Vou citar rapidamente, algo que é ensinado durante os cursos de jornalismo.
Os textos de jornais impressos passam pelo crivo de um revisor, geralmente com formação em Letras. Ainda assim, a quantidade de erros ortográficos encontrados é diretamente proporcional à peridiocidade do impresso. Sendo assim, encontram-se, mesmo nos jornais de grande tiragem nacional, uma quantidade razoável de erros ortográficos, ainda que passando por revisor. Isto se dá, menos em virtude de o jornalista NÃO SABER escrever, e muito mais, devido à velocidade que requer trabalhar em um periódico diário. Em revistas semanais, esta proporção cai, mas ainda assim, são encontrados erros ortográficos.
E, mesmo em livros de grandes escritores, revisados e editados por profissionais do mais alto gabarito, ainda assim, são encontrados erros ortográficos, ainda que em quantidade muitas vezes menor do que nos diários. Um professor certa vez disse “se queres aprender a escrever, não leia jornais. Jornais são unicamente para informação instantânea."
O fato de um profissional cometer um erro desta natureza, não o torna, menos profissional. Médicos, advogados e juízes erram, e nem por isso, deixam de sê-lo, a menos que o façam por comprovada má fé. Quando ocorre um erro desta natureza, normalmente uma entidade de classe, como a OAB ou CRM pode solicitar a cassação do registro do profissional. Portanto, não é um blogueiro, ainda que com formação em direito, que está em posição de me julgar profissionalmente.
Erros de Julgamento
Como toda profissão, a minha também não é isenta de erros. Contudo, os maiores erros que entraram para a história do jornalismo, não foram os ortográficos, mas erros motivados por um julgamento apressado por parte do jornalista. Erros que resultaram, em alguns casos, em verdadeiras tragédias para a vida pública e pessoal de suas vítimas. Um dos casos mais estudados nas Escolas de Comunicação é o da Escola de Base. Os donos foram acusados injustamente de praticarem pedofilia com os alunos. O julgamento apressado de um jornalista da Rede Globo (Valmir Salaro) causou uma comoção pública contra professores e diretores da escola. Sofreram ameaças, a escola foi depredada e uma das professoras sofre até hoje de síndrome do pânico. Boa pauta para os advogados que moveram um processo vitorioso contra a Rede Globo.
Exercício Profissional e Opinativo
Trabalho há mais de dez anos como jornalista em Cruzeiro do Sul. Neste período atuei como repórter de rádio e televisão e apenas eventualmente escrevi para jornais impressos e sites. Mas entre eles, tenho matérias publicadas como free-lance no Página 20 e no Jornal A Tribuna, e em revistas de tiragem limitada, como a Retratos do Juruá e a Revista BR 364, sob encomenda do Deracre. Tive inclusive, uma matéria publicada na revista Outras Palavras, escrita em colaboração à matéria principal do jornalista Archibaldo Antunes.
No exercício de minha profissão tenho evitado a todo custo, a emissão de opinião ou conteúdo ideologizante e quando o fiz, foi representando, não minha opinião pessoal, mas a linha editorial da empresa para o qual trabalho.
Blog
Parafraseando o lema dos submarinistas "in acqua sub nautum" - "marinheiro até debaixo d'água", sou jornalista em todas as circunstâncias de minha vida. Até quando durmo e sonho, sou um jornalista.
Nem por isso considero minhas postagens em blog, como exercício profissional. Ainda que possa, neste espaço, publicar matérias e reportagens, seu conteúdo é estritamente pessoal. Considero muito mais exercício de cidadania e de livre expressão do que de jornalismo. Ali, sim naquele espaço, sinto-me a vontade para exprimir opiniões pessoais e particulares, criar ficções, causar impressões, enfim “brincar” um pouco, pois afinal, ninguém é de ferro. Trabalho diariamente em busca de notícias, informações, na maioria das vezes, nada aprazíveis, envolvendo hora casos de violência, hora denúncias (nem sempre procedentes), hora anúncios e divulgações de ações do poder público (em alguns casos de importância duvidosa). (E o Síndrome volta a atacar)
Mas este é o exercício da profissão e esta é a linha editorial para qual trabalho. Acredito, de maneira análoga, que muitas vezes o advogado também se veja obrigado a defender causas que nem sempre encontram eco em seus valores mais profundos.
De modo, que blog, para mim é quase uma atividade de lazer, similar àqueles que nos fins de tarde gostam de tomar uma cerveja, ou jogar uma “pelada” com os amigos.
Ainda assim, aceito o fato de que estou me expondo e portanto, tenho de estar preparado para às críticas. Desde que estas sejam feitas dignamente.
Não julgo apropriado, em especial para um advogado, desqualificar o trabalho de um profissional por aquilo que ele escreve, despretensiosamente, durante suas horas de lazer. Seria o equivalente a falar mal de um juiz que tenha marcado uma falta equivocadamente como árbitro durante uma partida de futebol com os amigos no fim de semana.
Críticas são aceitas, desde que construtivas e que não ofendam a dignidade pessoal
Com humildade, aceitei as correções nos erros ortográficos cometidos em minhas postagens. Elas ajudam-me a melhorar meu texto, a me aprimorar. Na verdade fazem de graça, o trabalho de um revisor, que chega a custar, no Acre, cerca de 1 mil e 500 reais/mês. Contudo, as acusações são desproporcionais e ferem os princípios da razoabilidade.
Debate de idéias
Acredito que a humanidade estará em maus lençóis quando não houver mais o debate de idéias. Concordo plenamente com o escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues quando este diz que a “unanimidade é burra”. E isto serve para todas matizes políticas e filosóficas. Acredito que a grandeza da humanidade está justamente nesta possibilidade de multiplicar os pontos de vista sobre a mesma realidade.
Contudo, o blogueiro em questão atribui a mim, rótulos que não me pertencem. Não sou trotskista, nem stalinista, e nem mesmo me considero marxista, ainda que acredite que sua obra, dentro do conjunto de obras de outras centenas de escritores, é sim, relevante e digna de apreciação.
Opção Religiosa
Ainda que o termo seja muito impreciso, aceito ser chamado de “xamanista” pois é o rótulo em que melhor se enquadra o conjunto de minhas filosofias de vida e foi esta a opção que declarei no senso do IBGE.
No entanto, jamais afirmei em lugar algum que o estudo da natureza pudesse substituir as aulas de português, nem tal coisa faz parte da teoria ou práxis de nenhuma das dezenas de linhagens xamânicas de que já tenha ouvido falar.
Portanto, quando o blogueiro afirma tal coisa, comete de modo muito indelicado, uma injustiça contra uma filosofia de vida, da qual desconhece completamente ou conhece apenas de modo muito superficial.
Ayahuasca
O blogueiro chega a insinuar que eu poderia ter cometido tais erros por estar sob o efeito da ayahuasca. Ora, isto demonstra, além do total desconhecimento do assunto, um total desrespeito com o direito de liberdade de culto e suas garantias constitucionais. Não saber tratar condignamente, a opção religiosa de milhares de brasileiros demonstra um despreparo inadmissível para um advogado.
Primeiro, porque o uso da ayahuasca se dá de modo ritualístico, em cerimônias apropriadas e nunca para se escrever textos ou qualquer outra atividade do gênero.
O uso ritualístico da ayahuasca é uma prática religiosa que segundo algumas fontes pode remontar há mais de 10 mil anos atrás. Muito antes da chegada dos primeiros seringueiros ao Acre, a bebida já era utilizada para finalidades mágico-medicinais e teve seu uso parcialmente banido, devido à perseguição religiosa.
Mestres das mais diferentes linhagens que utilizam a ayahusca, que fazem seu uso há 30, 40 anos, não apresentam quaisquer sinais de distúrbios decorrentes de seu uso. Pelo contrário normalmente, apresentam lucidez e memória acimas da média para a idade correspondente.
Tal insinuação é de um desrespeito tamanho, pois olvida o fato de que a cultura ayahuasqueira, em suas diferentes vertentes, faz parte das raízes culturais do estado do Acre e está em vias de patrimonialização pelo Estado Brasileiro.
Vale a pena citar também o nome de alguns jornalistas e escritores acreanos que fazem uso da bebida sagrada, em diferentes rituais: Altino Machado, Antônio Alves, Flaviano Shneider, Nelson Liano Jr. entre outros.
É importante lembrar que a intolerância religiosa e o desrespeito às minorias é uma das características das tiranias, sejam elas de esquerda, ou de direita.
Detratação
Por último, ao associar minha imagem a termos pejorativos como “miserável”, “analfabeto” ou “sedizente”, comete-se uma injustiça não somente contra mim, mas contra meus familiares e amigos que me tem em alta estima.
Apesar de cometer erros de grafia em um blog, continuo sendo um profissional digno que jamais aceitou dinheiro de nenhum político, para dizer “isso” ou “aquilo” de ninguém. Sou também um pai de família, tenho dois filhos e confesso que não é agradável, imaginar que algum de meus filhos, meus pais e familiares e mesmo amigos, vejam minha imagem associada a termos depreciativos, tais quais foram utilizados no blog.
O uso de tais termos, associado à minha imagem, fere aos princípios da razoabilidade e comete injustiça não apenas à minha pessoa, mas também a familiares e amigos.
Em minha profissão, já tive que lidar com criminosos das piores índoles, políticos de caráter duvidoso e profissionais sem um pingo de ética ou compromisso.
Contudo é dever do jornalista, informar, sem promover o achincalhe público de uma personalidade, seja ela qual for. Pois toda pessoa, por pior tenham sido suas ações, merece ser tratada dignamente se não em seu próprio nome, em nome de seus familiares.Não sei em qual faculdade de direito este blogueiro se formou, contudo, estou certo que deve ter aprendido de seus professores a tratar dignamente até mesmo aquele que esteja sentado no banco dos réus. Ao usar termos depreciativos, associados à minha imagem, na internet, está causando um prejuízo cujas proporções são difíceis de serem calculadas.
Despeço-me, firmado na Lei Universal: "somos livres para plantar, mas não para colher, pois só colheremos o fruto daquilo que plantarmos"
PS:Minhas sinceras desculpas sobre possíveis erros gramaticais aqui cometidos. Não tenho revisor e me tempo é escasso para uma revisão detalhada pois ainda tenho mais três textos para escrever, ainda hoje.
* Expressão utilizada por xamãs peruanos quando evocam a força da Justiça Universal
Cultura Pop: Anton Ego
Experimentar o "rattatoille" permite a Anton Ego reconectar-se com sua infância, com a simplicidade e com sua emocionalidade represada pelo seu ego gigantesco e perverso. No dia seguinte a provar o "rattatouille", Anton Ego escreve a seguinte crítica (segue trecho):

“De certo modo o trabalho dos críticos é fácil.Arriscamos muito pouco, mas apreciamos estar acima daqueles que nos presenteiam com o seu trabalho e se oferecem para ser avaliados.Incidimos sobre as críticas negativas, o que é divertido de escrever e de ler.Mas a dura realidade que os críticos têm de enfrentar é na verdade que as refeições medianas são provavelmente mais importantes do que aquilo que admitimos nas nossas críticas.Mas existem momentos em que um crítico realmente arrisca, da descoberta e defesa das coisas novas.O Mundo costuma ser duro com os novos talentos e com as novas criações.O novo precisa de amigos..." (segue)